Liturgia

7 de Julho, 2024

14º Domingo do Tempo Comum - Ano B [atualizado]

14º Domingo do Tempo Comum - Ano B [atualizado]


7 de Julho, 2024

ANO B

14.º DOMINGO DO TEMPO COMUM

Tema do 14.º Domingo do Tempo Comum

A liturgia deste décimo quarto domingo comum desvenda-nos a “estratégia” de Deus para se aproximar de nós e para continuar a sua obra criadora na história: Ele chama pessoas – pessoas frágeis, simples, “normais” – e envia-as a dar testemunho da sua proposta de salvação. Na fragilidade dos seus enviados revela-se a irresistível força de Deus.

A primeira leitura apresenta-nos um extrato do relato da vocação de Ezequiel. A vocação profética é aí apresentada como uma iniciativa de Javé, que chama um “filho de homem” (isto é, um homem “normal”, com os seus limites e fragilidades) e lhe “dá força” para ser, no meio do seu Povo sofredor, arauto da salvação de Deus.

Na segunda leitura, Paulo assegura aos cristãos de Corinto (recorrendo ao seu exemplo pessoal) que Deus atua e manifesta o seu poder no mundo através de instrumentos débeis, finitos e limitados. Na ação do apóstolo – ser humano, vivendo na condição de finitude, de vulnerabilidade, de debilidade – manifesta-se ao mundo e aos homens a força e a Vida de Deus.

O Evangelho mostra-nos, através do exemplo das gentes de Nazaré, o que pode acontecer quando não entendemos a “estratégia” de Deus para intervir no mundo e na história:  arriscamo-nos a passar ao lado de Deus sem o ver, a ignorar os seus desafios, a tratar com indiferença a sua proposta de salvação.

 

LEITURA I – Ezequiel 2,2-5

Naqueles dias,
o Espírito entrou em mim e fez-me levantar.
Ouvi então Alguém que me dizia:
«Filho do homem,
Eu te envio aos filhos de Israel,
a um povo rebelde que se revoltou contra Mim.
Eles e seus pais ofenderam-Me até ao dia de hoje.
É a esses filhos de cabeça dura e coração obstinado
que te envio, para lhes dizeres:
‘Eis o que diz o Senhor’.
Podem escutar-te ou não
– porque são uma casa de rebeldes –,
mas saberão que há um profeta no meio deles».

 

CONTEXTO

Ezequiel (o nome significa “Deus que dá força”) exerceu o seu ministério na Babilónia junto dos exilados judeus. O profeta fez parte de um grupo de exilados que, em 597 a. C., chegaram à Babilónia, após a conquista de Jerusalém por Nabucodonosor.

A primeira fase do ministério de Ezequiel decorreu entre 593 a. C. (data do seu chamamento à vocação profética) e 586 a. C. (data em que Jerusalém foi arrasada pelo exército de Nabucodonosor e uma nova leva de exilados foi encaminhada para a Babilónia). Nesta fase, o profeta preocupou-se em destruir as falsas esperanças dos exilados (convencidos de que o exílio terminaria em breve e que iam poder regressar rapidamente à sua terra) e em denunciar a multiplicação das infidelidades a Javé por parte desses membros do Povo judeu que escaparam ao primeiro exílio e que tinham ficado em Jerusalém.

A segunda fase do ministério de Ezequiel desenrolou-se a partir de 586 a. C. e prolongou-se até cerca de 570 a. C.. Instalados numa terra estrangeira, privados do Templo, do sacerdócio e do culto, sem perspetivas de futuro, os exilados viviam desiludidos e sem esperança. Consideravam que Deus os tinha abandonado e acusavam-no de ter falhado em relação aos compromissos que tinha assumido com o Povo. Nessa fase, Ezequiel procurou alimentar a esperança dos exilados e transmitir ao Povo a certeza de que o Deus da Aliança não os tinha abandonado nem esquecido.

O texto que nos é proposto como primeira leitura neste décimo quarto domingo comum faz parte do longo relato da vocação de Ezequiel (cf. Ez 1,1-3,27). Num cenário que apresenta todas as características de uma teofania (cf. Ez 1,1-28), o profeta descreve o seu chamamento por Deus para a missão (cf. Ez 2,1-3,15). O episódio é situado “no quinto ano do cativeiro do rei Joaquin”, “na Caldeia, nas margens do rio Cabar” (Ez 1,2). Na realidade o Cabar é um canal de irrigação que parte do rio Eufrates e vai até à cidade de Nippur, onde estavam instalados muitos exilados.

Seria um erro interpretar este relato como informação biográfica… Trata-se, antes, de mostrar – com a linguagem da época e utilizando os processos típicos da literatura da época – que o profeta recebeu uma missão de Deus e que fala e atua em nome de Deus.

 

MENSAGEM

Nesta descrição do chamamento de Ezequiel aparecem alguns dos elementos fundamentais que costumam constar dos relatos de vocação.

Temos, antes de mais, a indicação de que a vocação do profeta é um desígnio de Deus. Não se nomeia Javé diretamente; mas aquele que chama Ezequiel não pode ser outro senão Deus… O nosso texto é antecedido (cf. Ez 1,1-28) de uma solene manifestação de Deus; e, logo a seguir, o profeta ouve uma “voz” que o chama (vers. 2) e que o convida a pôr-se de pé e a escutar o que lhe vai ser dito. Nesse momento, Ezequiel recebe o Espírito de Deus, que toma conta dele e o capacita para escutar a palavra que lhe vai ser dirigida. De acordo com a catequese judaica, era Deus que comunicava uma força divina – o seu “espírito” – àqueles que escolhia para enviar a salvar o seu Povo, como os juízes (cf. Jz 14,6.19; 15,14), os reis (cf. 1 Sm 10,6.10; 16,13) e os profetas. No caso de Ezequiel, esse “espírito” aparece como uma manifestação especialmente violenta de Deus, que se apossa do profeta e o destina para o seu serviço. A vocação é sempre uma iniciativa de Deus e não uma escolha do homem. Foi Deus que chamou Ezequiel e que o designou para uma determinada missão.

Depois, sugere-se que o chamamento feito por Deus não é dirigido a alguém dotado de capacidades extraordinárias, mas sim a um homem normal, frágil, como todos os outros seres humanos. Ezequiel é chamado “filho de homem” (“ben-adam” – vers. 3), expressão hebraica que significa simplesmente “homem ligado à terra”, “homem comum”, ser humano de carne osso, igual a todos os outros homens. Deus atua no mundo através das limitações e das fragilidades de pessoas normais. A indignidade e a limitação, típicas de um “filho do homem”, não são impeditivas para a missão: a eleição divina dá ao profeta autoridade, apesar dos seus limites bem humanos.

Finalmente, temos a definição da missão. Ezequiel, o profeta, é enviado aos seus concidadãos exilados: um Povo rebelde, que repetidamente se afastou dos caminhos de Deus e que, apesar disso, continua a pedir explicações a Deus, como se Deus fosse o culpado de todos os dramas que o Exílio trouxe. A missão que o profeta tem de desempenhar no meio desse Povo tem a ver com a Palavra: ele deve proclamar, em linguagem dos homens, a mensagem que Deus tem para apresentar ao seu Povo. Por isso, o profeta deve escutar Deus, a fim de ser o seu intérprete fiel diante do Povo. De resto, Ezequiel não deve estar preocupado se a mensagem que transmite é escutada ou não; o que interessa é que ele seja, no meio do Povo, a voz que transmite fielmente as propostas e as indicações de Deus (vers. 4-5).

Ezequiel realizou integralmente a missão para a qual foi chamado. Ele foi, no meio dos exilados, uma voz humana através da qual Deus lhes transmitiu ânimo e lhes apontou um futuro novo. Por isso, Ezequiel foi chamado “o profeta da esperança”.

 

INTERPELAÇÕES

  • Para muitos homens e mulheres do nosso tempo, falar de “profetas” é falar de uma realidade anacrónica, perfeitamente deslocada no contexto do nosso tempo e do quadro civilizacional em que nos movemos. Talvez isso resulte de uma má compreensão da figura do “profeta” e do seu papel no mundo e na história dos homens. O “profeta” não é um ser estranho e deslocado, que vive à margem do mundo e da vida e que, de vez em quando, vocifera ameaças e faz previsões assustadoras sobre o futuro… O “profeta” é, simplesmente, uma pessoa – homem ou mulher – a quem Deus chama a ser Seu sinal no mundo e na vida dos homens; é alguém através de quem ecoa no mundo a voz e as sugestões de Deus. Sendo assim, quem são, hoje, os “profetas”? Tenho em mente alguma pessoa ou figura que me pareça ser, neste tempo, uma figura “profética”, uma voz de Deus a ecoar no mundo e na vida dos homens?
  • O “profetismo” está profundamente ligado à vocação cristã. No dia do nosso batismo, fomos ungidos como profetas, à imagem de Cristo. Cada um de nós, de uma maneira própria, é chamado a ser um sinal de Deus no mundo; através do que dizemos, do nosso estilo de vida, das nossas intervenções no mundo, deve ecoar a “voz” de Deus, as indicações de Deus. Temos consciência de que Deus nos chama – às vezes de formas bem banais – à missão profética? Estamos atentos aos sinais que Ele semeia na nossa vida e através dos quais Ele nos diz, dia a dia, o que quer de nós? Temos a noção de que somos a “boca” através da qual a Palavra de Deus se dirige aos homens?
  • O “profeta” não atua por iniciativa própria, não diz o que lhe apetece, não impõe as suas próprias ideias, visões ou teorias; o “profeta” é um mensageiro de Deus, que vive de olhos postos em Deus e de olhos postos no mundo (“numa mão a Bíblia, na outra o jornal diário”). Vivendo em comunhão com Deus, intuindo o projeto que Ele tem para o mundo e confrontando esse projeto com a realidade humana, o profeta percebe a distância que vai do sonho de Deus à realidade dos homens. É aí que ele intervém, em nome de Deus, para denunciar, para avisar, para corrigir. Somos estas pessoas, simultaneamente em comunhão com Deus e atentas às realidades que desfeiam o nosso mundo? Em concreto, em que situações nos sentimos chamados, no dia a dia, a exercer a nossa vocação profética?
  • O “profeta”, no exercício da sua missão, tem muitas vezes de denunciar os males que causam sofrimento e morte no mundo e na história dos homens. Ora isso coloca-o, inevitavelmente, em linha de choque com os poderes interessados em perpetuar o egoísmo, a injustiça, a violência, a maldade nas suas mil e uma formas. Assim, a denúncia profética implica, tantas e tantas vezes, a perseguição, a marginalização e mesmo a própria morte (D. Óscar Romero, Luther King, Gandhi, são casos recentes de pessoas que deram a vida por causa do seu testemunho profético). Como lidamos com a injustiça e com tudo aquilo que rouba a dignidade dos homens? O medo, o comodismo, a preguiça, alguma vez nos impediram de sermos “profetas”?
  • Ezequiel, como qualquer outro “profeta”, é um “filho de homem”, um “homem comum”, igual a todos os outros homens. Tem os limites e dificuldades que qualquer ser humano tem; mas isso não é impeditivo para a missão. Deus, ao eleger o “profeta”, dá-lhe a autoridade e a capacidade para levar a cabo a missão de que o incumbe. Portanto, as fragilidades que fazem parte da nossa dimensão de “humanos” não podem, em nenhuma circunstância, servir de desculpa para não cumprirmos a nossa missão profética no meio dos nossos irmãos. Estamos disponíveis para o “serviço de Deus”, apesar da consciência das nossas limitações e indignidade? Reconhecemos que é Deus que age em nós e através de nós, e que as coisas boas que fazemos vêm de Deus?

 

SALMO RESPONSORIAL – Salmo 122 (123)

Refrão:   Os nossos olhos estão postos no Senhor,
até que Se compadeça de nós.

Levanto os olhos para Vós,
para Vós que habitais no Céu,
como os olhos do servo
se fixam nas mãos do seu senhor.

Como os olhos da serva
se fixam nas mãos da sua senhora,
assim os nossos olhos se voltam para o Senhor nosso Deus,
até que tenha piedade de nós.

Piedade, Senhor, tende piedade de nós,
porque estamos saturados de desprezo.
A nossa alma está saturada do sarcasmo dos arrogantes
e do desprezo dos soberbos.

 

LEITURA II – 2 Coríntios 12,7-10

Irmãos:
Para que a grandeza das revelações não me ensoberbeça,
foi-me deixado um espinho na carne,
– um anjo de Satanás que me esbofeteia –
para que não me orgulhe.
Por três vezes roguei ao Senhor que o apartasse de mim.
Mas Ele disse-me: «Basta-te a minha graça,
porque é na fraqueza que se manifesta todo o meu poder».
Por isso, de boa vontade me gloriarei das minhas fraquezas,
para que habite em mim o poder de Cristo.
Alegro-me nas minhas fraquezas,
nas afrontas, nas adversidades,
nas perseguições e nas angústias sofridas por amor de Cristo,
porque, quando sou fraco, então é que sou forte.

 

CONTEXTO

A Segunda Carta de Paulo aos Coríntios espelha uma época de relações conturbadas entre Paulo e os cristãos de Corinto. As críticas que Paulo dirigiu, na Primeira Carta aos Coríntios, a alguns membros da comunidade que levavam uma vida pouco consentânea com os valores cristãos, provocaram uma reação extremada e uma campanha organizada no sentido de desacreditar Paulo. Essa campanha foi instigada por certos missionários itinerantes procedentes das comunidades cristãs da Palestina, que se consideravam representantes dos Doze e que minimizavam o trabalho apostólico de Paulo. Entre outras coisas, esses missionários afirmavam que Paulo era inferior aos outros apóstolos, por não ter convivido com Jesus e que a catequese apresentada por Paulo não estava em consonância com a doutrina da Igreja. Paulo, informado de tudo, dirigiu-se a Corinto e confrontou os seus detratores; mas isso não só não resolveu o problema, como até o agudizou. Na sequência, Paulo foi gravemente ofendido por alguém da comunidade e retirou-se muito magoado. Algum tempo depois, contudo, Paulo foi informado por Tito de que os coríntios não se sentiam bem com o que se tinha passado e queriam estar outra vez em comunhão com ele. Paulo, como que selando a paz entre ele e os coríntios, escreveu-lhes uma nova carta (a nossa Segunda Carta aos Coríntios), defendendo-se das acusações que lhe tinham sido feitas e apresentando as razões que o moviam no serviço de Cristo e do Evangelho.

O texto que nos é proposto integra a terceira parte da carta (cf. 2 Cor 10,1-13,10). São capítulos em que Paulo, num estilo apaixonado e por vezes irónico, levado pela exigência da verdade e da fé, defende a autenticidade do seu ministério pastoral, frente a esses “super-apóstolos” que o tinham acusado.

Como apóstolo, Paulo não se sente inferior a ninguém e muito menos aos seus detratores. Estes orgulhavam-se das suas credenciais e afirmavam por toda a parte os seus dons carismáticos… Paulo, se quisesse entrar no mesmo jogo, podia orgulhar-se de muitas coisas, nomeadamente das revelações que recebeu e das suas experiências místicas (cf. 2 Cor 12,1-4); mas ele está bem consciente daquilo que é: um homem frágil e vulnerável, a quem Deus chamou e a quem enviou para dar testemunho de Jesus Cristo no meio dos homens.

 

MENSAGEM

Assumindo essa condição de vulnerabilidade, Paulo fala aos Coríntios de uma limitação que transporta no seu corpo, um “anjo de Satanás” que lhe recorda continuamente a sua fragilidade (vers. 7). De que é que se trata, em concreto? Não o sabemos. Provavelmente, trata-se de uma doença física crónica (em Gl 4,13-14 Paulo fala de uma grave enfermidade física, que fez com que o seu corpo fosse, para os Gálatas, “uma provação”; mas nada garante que essa enfermidade física esteja relacionada com este “anjo de Satanás” de que ele fala aos Coríntios). O facto de Paulo chamar a essa limitação que o apoquenta um “anjo de Satanás” deve ter a ver com o facto de a mentalidade judaica ligar as enfermidades aos “espíritos maus”. De acordo com outra interpretação, esse “espinho na carne” poderia referir-se também aos obstáculos que Satanás põe a Paulo no que diz respeito ao anúncio do Evangelho.

Em todo o caso, o problema pessoal de Paulo mostra como a finitude e a fragilidade não são determinantes para a missão; o que é determinante é a graça de Deus… Paulo, consciente das limitações que esse “espinho na carne” lhe podia pessoalmente trazer e, por arrastamento, à sua forma de desempenhar a missão que lhe foi confiada, pediu insistentemente a Deus que o livrasse do problema; mas Deus não o fez. Deu-lhe, em contrapartida, força para continuar a missão. Deus não suprime os obstáculos que as circunstâncias colocam no nosso caminho; mas dá-nos a força para os vencer.

Aquilo que tem acontecido com Paulo prova uma verdade incontornável: Deus atua e manifesta o seu poder no mundo através de instrumentos débeis, finitos e limitados. No apóstolo – ser humano, vivendo na condição de fragilidade – manifesta-se ao mundo e aos homens a força de Deus e de Cristo. Apesar dos seus limites muito humanos, Paulo tudo pode porque tem em si a força de Deus. Por isso, Paulo alegra-se nas suas fraquezas: elas tornam mais evidente o poder de Deus.

 

INTERPELAÇÕES

  • Nós, humanos deixamo-nos, facilmente, impressionar pelos grandes gestos, pelos cenários magnificentes, pelas roupagens sumptuosas, por tudo o que aparece envolvido num halo cintilante de riqueza, de prestígio social, de poder, de beleza, de força; achamos que essa é a marca das coisas grandes, das coisas realmente importantes… Deus, no entanto, funciona em sentido oposto ao nosso. Para se apresentar aos homens, para vir ao nosso encontro e para intervir no nosso mundo, Ele não recorre, habitualmente, a métodos poderosos, majestosos, espampanantes, que nos deixam impressionados e até mesmo temerosos; mas prefere, em geral, a simplicidade, a pequenez, a pobreza, a humildade. É na fraqueza e na fragilidade – diz-nos Paulo de Tarso – que se revela a força e a salvação de Deus. O apóstolo descobriu isso a partir da sua própria experiência pessoal. Estamos convictos desta realidade? Apercebemo-nos de que é através das coisas simples e das pessoas humildes que, de forma privilegiada, Deus vem ao nosso encontro, nos revela o seu mistério, intervém nas nossas vidas e na vida do mundo?
  • A consciência de que as suas qualidades e defeitos não são determinantes para o sucesso da missão, pois o que é importante é a graça de Deus, deve levar o “profeta” a despir-se de qualquer sentimento de orgulho ou de autossuficiência. O “profeta” deve sentir-se, apenas, um instrumento humano, frágil, débil e limitado, através do qual a força e a graça de Deus agem no mundo. Quando o “profeta” tem consciência desta realidade, percebe como são despropositadas e sem sentido quaisquer atitudes de vedetismo ou de busca de protagonismo, no cumprimento da missão… A missão do “profeta” não é atrair sobre si próprio as luzes da ribalta, as câmaras da televisão ou o olhar das multidões; a missão do “profeta” é servir de veículo humano à proposta libertadora de Deus para os homens. É assim que agimos na concretização da nossa missão profética?
  • Como cenário de fundo da segunda leitura deste décimo quarto domingo comum está a polémica de Paulo com alguns cristãos que não aceitavam as suas ideias e a sua forma de exercer o ministério apostólico. Ao longo de todo o seu percurso missionário, Paulo teve de lidar frequentemente com a incompreensão; e, muitas vezes, essa incompreensão veio até dos próprios irmãos na fé e dos membros dessas comunidades a quem Paulo tinha levado, com muito esforço, o anúncio libertador de Jesus. No entanto, a incompreensão nunca abalou a decisão e o entusiasmo de Paulo no anúncio da Boa Nova de Jesus… Ele sentia que Deus o tinha chamado a uma missão e que era preciso levar essa missão até ao fim, doesse a quem doesse… Frequentemente, temos de lidar com realidades semelhantes. Todos experimentámos já momentos de incompreensão e de oposição que, muitas vezes, vêm do interior da nossa própria comunidade e que, por isso, magoam mais. Nessas alturas, o que é que fala mais alto: o desânimo e a tentação de desistir, ou a consciência de que a missão é mais importante do que as nossas razões de queixa?
  • Neste texto de Paulo (como, aliás, em quase todos os textos do apóstolo), transparece a atitude de vida de um cristão para quem Cristo é, verdadeiramente, o centro da própria existência e que só vive em função de Cristo… Nada mais lhe interessa senão anunciar as propostas de Cristo e dar testemunho da graça salvadora de Cristo. Que lugar ocupa Cristo na minha vida? Que lugar ocupa Cristo nos meus projetos, nas minhas decisões, nas minhas opções, nas minhas atitudes?

 

ALELUIA – cf. Lucas 4,18

Aleluia. Aleluia.

O Espírito do Senhor está sobre mim:
Ele me enviou a anunciar o Evangelho aos pobres.

 

EVANGELHO – Marcos 6,1-6

Naquele tempo,
Jesus dirigiu-Se à sua terra
e os discípulos acompanharam-n’O.
Quando chegou o sábado, começou a ensinar na sinagoga.
Os numerosos ouvintes estavam admirados e diziam:
«De onde Lhe vem tudo isto?
Que sabedoria é esta que Lhe foi dada
e os prodigiosos milagres feitos por suas mãos?
Não é ele o carpinteiro, Filho de Maria,
e irmão de Tiago, de José, de Judas e de Simão?
E não estão as suas irmãs aqui entre nós?»
E ficavam perplexos a seu respeito.
Jesus disse-lhes:
«Um profeta só é desprezado na sua terra,
entre os seus parentes e em sua casa».
E não podia ali fazer qualquer milagre;
apenas curou alguns doentes, impondo-lhes as mãos.
Estava admirado com a falta de fé daquela gente.
E percorria as aldeias dos arredores, ensinando.

 

CONTEXTO

Depois de ter sido batizado por João Batista no rio Jordão, Jesus veio para a Galileia e passou a viver em Cafarnaum, a cidade piscatória situada nas margens do lago de Tiberíades, um lugar estratégico por excelência, de onde lhe era fácil chegar às vilas e aldeias de toda a região. Transformado em profeta itinerante, Jesus andava por toda a Galileia anunciando a chegada do reino de Deus.

Ora, numa das suas saídas, Jesus foi até “à sua terra”. O evangelista refere-se, com certeza, a Nazaré, o lugar onde Jesus tinha crescido e onde ainda residia a sua família. Nazaré era uma pequena povoação agrícola situada nas montanhas da Baixa Galileia, na região da tribo de Zabulão, a cerca de 30 km a oeste do lago de Tiberíades. Teria, na época de Jesus, entre duzentos e quatrocentos habitantes, que viviam em casas muito pobres, ou mesmo em grutas escavadas na rocha. Estabelecida longe das grandes rotas comerciais, Nazaré nunca tinha desempenhado qualquer papel de relevo no mapa da história da salvação. O Antigo Testamento ignora-a completamente; Flávio Josefo e os escritores rabínicos também não lhe fazem qualquer referência. Os contemporâneos de Jesus parecem conceder-lhe escassa consideração (cf. Jo 1,46).

A cena principal que, neste décimo quarto domingo comum, nos é relatada por Marcos passa-se na sinagoga de Nazaré, num sábado, durante o ofício sinagogal. Jesus, como qualquer outro membro da comunidade judaica, foi à sinagoga para participar no ofício sinagogal; e aí, fazendo uso do direito que todo o israelita adulto tinha, leu e comentou as Escrituras. A reação dos conterrâneos de Jesus à sua pregação não foi a esperada.

No exercício da sua missão como profeta do reino de Deus, Jesus conheceu, no início, um êxito fulgurante. Mas rapidamente teve que lidar com a oposição e as críticas: primeiro dos escribas e fariseus (Mc 2,6-8; 2,16-17; 2,18; 2,24; 3,2.6; 3,22), e depois do próprio povo (cf. Mc 5,17; 5,40; 6,4-6a). Aqui, o “desprezo” e a “falta de fé” dos nazarenos é particularmente inquietante: esperava-se outra reação de gente que conhecia bem Jesus e as suas raízes familiares.

 

MENSAGEM

Os ensinamentos de Jesus na sinagoga de Nazaré deixam perplexos todos os que, nesse sábado, participaram no ofício sinagogal. De acordo com Marcos, os conterrâneos de Jesus expressaram essa perplexidade através de perguntas que têm alguma pertinência: “de onde lhe vem tudo isto? Que sabedoria é esta que lhe foi dada? Como se operam tão grandes milagres por suas mãos?” (vers. 2).

A “sabedoria” que Jesus manifestou e que tanto impressionou o auditório, é uma “sabedoria” nova e extraordinária. É diferente da “sabedoria” tradicional, ensinada nas escolas rabínicas, e que é bem conhecida pela pregação dos escribas e doutores da Lei. Além disso, nunca constou que Jesus tivesse frequentado as lições de algum “mestre” conceituado. Portanto, a origem desta “novidade” é suspeita. Onde é que Jesus a foi buscar? Além disso há os gestos prodigiosos (dynameis) que Jesus tem feito por todo o lado e cujos ecos já chegaram a Nazaré… Não é suposto que Jesus tenha realizado esses gestos poderosos com as suas próprias forças. Então, quem poderá tê-lO dotado de um tal poder?

Os habitantes de Nazaré conhecem bem Jesus: Ele é “o carpinteiro” (a palavra grega – tekton” – designa, propriamente, um artesão que trabalha a madeira ou a pedra), em quem nunca se notaram poderes especiais ou qualidades excecionais. Também sabem que Ele é o “filho de Maria” e os seus irmãos e irmãs são pessoas “normais”, que em nada se distinguem de todos os outros habitantes de Nazaré. Portanto, parece claro que o papel assumido por Jesus e as ações que Ele realizou são humanamente inexplicáveis.

A questão seguinte (que, no entanto, não aparece explicitamente formulada) é esta: as capacidades extraordinárias que Jesus revela (e que não vêm certamente dos conhecimentos adquiridos no contacto com famosos mestres, nem do ambiente familiar), vêm de Deus ou do diabo? Como cenário de fundo do pensamento dos habitantes de Nazaré está provavelmente a acusação feita a Jesus algum tempo antes pelos “doutores da Lei que haviam descido de Jerusalém e que afirmavam: «Ele tem Belzebu! É pelo chefe dos demónios que ele expulsa os demónios»” (Mc 3,22).

A verdade é que os nazarenos, desde o primeiro instante, deixam transparecer uma atitude negativa e um tom depreciativo em relação a Jesus: não O tratam pelo próprio nome, mas usam sempre um pronome para falar d’Ele (Jesus é “este” ou “ele” – vers. 2-3); chamam-Lhe depreciativamente “o filho de Maria”, embora fosse costume o filho ser designado pelo nome do pai (há quem veja neste facto a indicação de que os habitantes de Nazaré consideravam Jesus, pela sua conduta ou pelo seu estilo de vida, indigno de usar o nome do pai). Tudo isto aponta para um quadro de incredulidade e de má vontade contra Jesus e a sua proposta.

Marcos conclui que os habitantes de Nazaré estavam “escandalizados” (vers. 3b) com Jesus (o verbo grego “scandalidzô”, aqui utilizado, significa muito mais do que o “ficar perplexo” das nossas traduções: significa “ofender”, “magoar”, “ferir suscetibilidades”). Há na povoação uma espécie de indignação porque Jesus, apesar de ter sido desautorizado pelos mestres reconhecidos do judaísmo, continua a desenvolver a sua atividade à margem da instituição judaica. Ele põe em causa a religião tradicional, quando ensina coisas diferentes e de forma diferente dos mestres reconhecidos. De facto, Ele está fora da instituição judaica; o seu ensinamento não pode, portanto, vir de Deus, mas do diabo. Os conterrâneos de Jesus não conseguem reconhecer a presença de Deus naquilo que Jesus diz e faz.

Jesus responde aos seus conterrâneos (vers. 4) citando um conhecido provérbio, mas que Ele modifica, em parte (o original devia soar mais ou menos assim: “nenhum profeta é respeitado no seu lugar de origem, nenhum médico faz curas entre os seus conhecidos”). Nessa resposta, Jesus assume-Se como profeta – isto é, como um enviado de Deus, que atua em nome de Deus e que tem uma mensagem de Deus para oferecer aos homens. Os ensinamentos que Jesus propõe não vêm dos mestres judaicos, mas do próprio Deus; a Vida que Ele oferece é a Vida plena e verdadeira que Deus quer propor aos homens.

A recusa generalizada da proposta que Jesus traz coloca-o na linha dos grandes profetas de Israel. O Povo teve sempre dificuldade em reconhecer o Deus que vinha ao seu encontro na palavra e nos gestos proféticos. O facto de as propostas apresentadas por Jesus serem rejeitadas pelos líderes, pelo povo da sua terra, pelos seus “irmãos e irmãs” e até pelos da sua casa não invalida, portanto, a sua verdade e a sua procedência divina.

Porque é que Jesus “não podia ali fazer qualquer milagre” (vers. 5)? Deus oferece aos homens, através de Jesus, perspetivas de Vida nova e eterna… No entanto, os homens são livres; se eles se mantêm fechados nos seus esquemas e preconceitos egoístas e rejeitam a Vida que Deus lhes oferece, Jesus não pode fazer nada. Marcos observa, apesar de tudo, que Jesus “curou alguns doentes impondo-lhes as mãos”. Provavelmente, estes “doentes” são aqueles que manifestam uma certa abertura a Jesus mas que, de qualquer forma, não têm a coragem de cortar radicalmente com os mecanismos religiosos do judaísmo para descobrir a novidade radical do Reino que Jesus anuncia.

Marcos nota ainda a “surpresa” de Jesus pela falta de fé dos seus concidadãos (vers. 6a). Esperava-se que, confrontados com a proposta nova de liberdade e de vida plena que Jesus apresenta, os seus interlocutores renunciassem à escravidão para abraçar com entusiasmo a nova realidade… No entanto, eles estão de tal forma acomodados e instalados, que preferem a vida velha da escravidão à novidade libertadora de Jesus.

Este facto dececionante não impede, contudo, que Jesus continue a propor a Boa Nova do Reino a todos os homens (vers. 6b). Deus oferece, sem interrupção, a sua Vida; ao homem resta acolher ou não esse oferecimento.

 

INTERPELAÇÕES

  • Os habitantes de Nazaré, a partir das origens humildes de Jesus, concluem que a sua “sabedoria” e as suas ações maravilhosas não podem vir de Deus. Nas suas mentes, as intervenções de Deus no mundo e na história deveriam estar associadas a grandes meios, a pessoas importantes, a gestos majestosos, a manifestações incontestáveis de poder e de força… Entrincheirados atrás dessas certezas, perderam a oportunidade de acolher a salvação que lhes chegava na pessoa daquele “artesão” chamado Jesus, cuja família em nada se distinguia dos outros humildes habitantes de Nazaré. Entretanto, passaram-se cerca de dois mil anos e o mundo deu muitas voltas; mas ainda não nos libertamos completamente da visão errónea dos habitantes de Nazaré sobre Deus e sobre a sua forma de ser e de intervir no mundo. Há quem considere que a Igreja deve colar-se aos poderosos para que, respaldada pela autoridade que daí lhe vem, possa cumprir de forma mais eficiente a sua missão; há quem ache que a comunidade de Jesus deve adquirir na sociedade uma posição dominante para conseguir, a partir daí, impor o Evangelho… Que sentido é que isto faz, à luz do que Jesus nos disse e nos mostrou sobre Deus? Não correremos o risco, com as nossas estratégias calculistas e pretensiosas, decalcadas da lógica dos grandes do mundo, de passar ao lado desse Deus que se revela na pobreza, na humildade, na simplicidade?
  • Os conterrâneos de Jesus eram homens e mulheres de certezas absolutas. Tinham decidido, sem margem para dúvidas, que aquele Jesus não vinha de Deus e não trazia uma proposta capaz de interessá-los. Ora, as certezas absolutas podem ser perigosas. Podem encerrar-nos atrás de muros que nos impedem de descobrir os desafios sempre novos de Deus; podem levar-nos à arrogância, à intransigência, à intolerância que cegam; podem fazer-nos colocar etiquetas injustas nas pessoas, destruindo-lhes a dignidade e a vida; podem impedir-nos de nos enriquecermos com a novidade que os outros trazem à nossa vida… Somos daqueles que nunca se enganam e raramente têm dúvidas, ou somos daqueles que, com humildade e simplicidade, buscam a verdade acima de tudo? Aceitamos acolher a parcela de verdade que os outros possam ter, mesmo quando a perspetiva que eles têm das coisas não coincide com a nossa?
  • Jesus assume-Se como um profeta, isto é, alguém a quem Deus confiou uma missão e que testemunha no meio dos seus irmãos as propostas de Deus. A nossa identificação com Jesus faz de nós continuadores da missão que o Pai Lhe confiou. Sentimo-nos, como Jesus, profetas a quem Deus chamou e a quem enviou ao mundo para testemunharem a proposta libertadora que Deus quer oferecer ao mundo? Nas nossas palavras e gestos ecoa, em cada momento, a proposta de salvação que Deus quer fazer a todos os homens?
  • Apesar da incompreensão dos seus concidadãos, Jesus continuou, em absoluta fidelidade aos planos do Pai, a dar testemunho no meio dos homens do Reino de Deus. Rejeitado em Nazaré, Ele não desistiu, mas foi percorrer as aldeias dos arredores, anunciando o Reino e mostrando, nos seus gestos, a presença salvadora de Deus no meio dos homens. O testemunho que Deus nos chama a dar cumpre-se, muitas vezes, no meio das incompreensões e oposições… Frequentemente, os discípulos de Jesus sentem-se desanimados e frustrados porque o seu testemunho não é entendido nem acolhido. Muitas vezes, depois de um trabalho esgotante e exigente, ficamos com a impressão de que estivemos a perder tempo. Como respondemos às dificuldades, à incompreensão, à rejeição? Desanimamos e desistimos facilmente, ou mantemo-nos firmes no sentido de levar até ao fim a missão que Deus nos confiou? Estamos convencidos de que é Deus que conduz a história e que Ele é perfeitamente capaz de transformar um fracasso num êxito?

 

ALGUMAS SUGESTÕES PRÁTICAS PARA O 14.º DOMINGO DO TEMPO COMUM
(adaptadas, em parte, de “Signes d’aujourd’hui”)

1. A PALAVRA MEDITADA AO LONGO DA SEMANA.

Ao longo dos dias da semana anterior ao 14.º Domingo do Tempo Comum, procurar meditar a Palavra de Deus deste domingo. Meditá-la pessoalmente, uma leitura em cada dia, por exemplo… Escolher um dia da semana para a meditação comunitária da Palavra: num grupo da paróquia, num grupo de padres, num grupo de movimentos eclesiais, numa comunidade religiosa… Aproveitar, sobretudo, a semana para viver em pleno a Palavra de Deus.

2. BILHETE DE EVANGELHO.

Os ouvintes estão admirados, chocados… Como poderia Jesus fazer milagres quando se punha em dúvida as suas palavras de profeta e os seus atos de salvador? Com efeito, os seus conterrâneos olham-n’O apenas com os olhos de carne, só veem n’Ele o filho do carpinteiro com quem tinham jogado, trabalhado, escutado a lei na sinagoga… Não reconhecem n’Ele o enviado de Deus. Falta-lhes o olhar da fé para ler no seu ensino a mensagem de Deus e nos seus milagres sinais do Todo-Poderoso. E quanto a nós, como está o nosso olhar de fé, ao vermos Jesus e os seus sinais de salvação?

3. À ESCUTA DA PALAVRA.

Testemunho profético… Afinal, o que é um profeta? A ideia mais espalhada é que é alguém que prevê e anuncia o futuro. Esses profetas não faltam hoje… Ora, como Ezequiel, o verdadeiro profeta está habitado, em primeiro lugar, pelo Espírito Santo, para ser em seguida enviado aos seus irmãos em humanidade e lhes anunciar a Palavra de Deus. Mas não se trata de uma missão de descanso! A Palavra de Deus inquieta sempre, porque convida os homens a descentrarem-se de si mesmos. Ezequiel é enviado a um povo de rebeldes, que têm o rosto duro e o coração obstinado. Nestas circunstâncias, não é fácil fazer-se ouvir. A missão do profeta não é prazer. Jesus fez a experiência… Basta ver a atitude dos seus conterrâneos… A própria família tinha tentado impedi-lo de falar. Ora, pelo nosso batismo e confirmação, todos somos chamados a ser profetas, a deixarmo-nos habitar pelo Espírito, pela Palavra de Deus, para nos tornarmos arautos e testemunhas onde vivemos. O Concílio Vaticano II, recuperando esta missão profética dos batizados, declara que estes últimos recebem todos o sentido da fé e a graça da palavra, a fim de que brilhe na sua vida quotidiana a força do Evangelho. Os cristãos não devem esconder este testemunho e esta palavra no segredo do seu coração, mas devem exprimi-lo também através das estruturas da vida do mundo. Há que tomar a sério esta missão profética!

4. PARA A SEMANA QUE SE SEGUE…

A cada um o seu chamamento… Cada um de nós pode refletir qual é o chamamento pessoal do Senhor, à volta de três palavras: vocação – graça – dificuldades. Qual é a minha vocação, a que é que Deus me chama, aonde me envia? Como se manifesta em mim a sua graça? Quais as dificuldades que encontro, como as ultrapassar? Viveremos então, no recomeço do ano, um novo início de caminhada.

 

UNIDOS PELA PALAVRA DE DEUS
PROPOSTA PARA ESCUTAR, PARTILHAR, VIVER E ANUNCIAR A PALAVRA

Grupo Dinamizador:
José Ornelas, Joaquim Garrido, Manuel Barbosa, Ricardo Freire, António Monteiro
Província Portuguesa dos Sacerdotes do Coração de Jesus (Dehonianos)
Rua Cidade de Tete, 10 – 1800-129 LISBOA – Portugal
www.dehonianos.org

 

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