25º Domingo do Tempo Comum - Ano C [atualizado]

21 de Setembro, 2025

ANO C

25.º DOMINGO DO TEMPO COMUM

Tema do 25.º Domingo do Tempo Comum

Que valores devem servir de base ao nosso projeto de vida? Que escolhas devemos fazer para que a nossa vida não seja desperdiçada? A liturgia deste vigésimo quinto domingo comum convida-nos a refletir sobre estas questões… Avisa-nos, logo à partida, que não pode ser o dinheiro a comandar a nossa vida; sugere-nos, em contrapartida, que escolhamos os valores duradouros e eternos, os valores do Reino, os valores de Deus.

A primeira leitura traz-nos a palavra de Amós, o profeta da justiça social. Dirigindo-se aos comerciantes sem escrúpulos, apostados em “espezinhar os pobres” e em “eliminar os humildes da terra”, Amós avisa: “Deus não esquecerá nenhuma das vossas obras”. A injustiça, a exploração dos pobres, a humilhação dos mais fracos, a subversão da verdade, a escravização dos irmãos, são a subversão completa do projeto que Deus tem para o mundo e para os homens. Os que escolhem esses caminhos, terão que dar contas a Deus das opções que fizeram.

No Evangelho, Jesus conta uma parábola sobre um administrador astuto, que percebeu quais eram os valores em que valia a pena apostar. Numa altura em que a sua vida tinha chegado a uma encruzilhada, propôs-se prescindir de um lucro imediato e precário, para garantir uma recompensa duradoura e consistente. Jesus avisa os seus discípulos para fazerem o mesmo. A aposta nos bens materiais nunca será, segundo Jesus, uma aposta que dê pleno sentido à vida do homem.

Na segunda leitura, o autor da primeira Carta a Timóteo convida os crentes a sentirem-se irmãos de todos os homens, sem exceção. Todos temos por Pai o mesmo Deus, todos fomos redimidos pelo mesmo Cristo Jesus. Todos fazemos parte de uma única família; as dores e esperanças dos nossos irmãos dizem-nos respeito; somos chamados à fraternidade e à comunhão. Essa solidariedade que devemos ter uns com os outros deve, inclusive, transparecer no nosso diálogo com Deus, na nossa oração.

 

LEITURA I – Amós 8,4-7

Escutai bem, vós que espezinhais o pobre
e quereis eliminar os humildes da terra.
Vós dizeis:
«Quando passará a lua nova,
para podermos vender o nosso grão?
Quando chegará o fim de sábado,
para podermos abrir os celeiros de trigo?
Faremos a medida mais pequena,
aumentaremos o preço,
arranjaremos balanças falsas.
Compraremos os necessitados por dinheiro
e os indigentes por um par de sandálias.
Venderemos até as cascas do nosso trigo».
Mas o Senhor jurou pela glória de Jacob:
«Nunca esquecerei nenhuma das suas obras».

 

CONTEXTO

Amós, o “profeta da justiça social”, exerceu o seu ministério profético no reino do Norte (Israel) em meados do séc. VIII a.C. (talvez por volta de 760 a. C.), durante o reinado de Jeroboão II. É uma época de prosperidade económica e de estabilidade política: as conquistas de Jeroboão II alargaram consideravelmente os limites do reino e permitiram a entrada de tributos dos povos vencidos; o comércio e a indústria (mineira e têxtil) desenvolveram-se significativamente. As habitações da burguesia urbana atingiram um luxo e magnificência até então desconhecidos.

A prosperidade e o bem-estar das classes favorecidas contrastavam, porém, com a miséria de uma parte significativa da população do país. O sistema de distribuição estava nas mãos de comerciantes sem escrúpulos que, aproveitando o bem-estar económico, especulavam com os preços. Com o aumento dos preços dos bens essenciais, as famílias de menores recursos endividavam-se e acabavam por se ver espoliadas das suas terras em favor dos grandes latifundiários. A classe dirigente, rica e poderosa, dominava os tribunais e subornava os juízes, impedindo que o tribunal fizesse justiça aos mais pobres e defendesse os direitos dos menos poderosos.

Entretanto, a religião florescia num esplendor ritual nunca visto. Magníficas festas, abundantes sacrifícios de animais, um culto esplendoroso, marcavam a vida religiosa dos israelitas… O problema é que esse culto não tinha nada a ver com a vida: no dia a dia, os mesmos que participavam nesses ritos cultuais majestosos praticavam injustiças contra o pobre e cometiam toda a espécie de atropelos ao direito. Mais ainda: os ricos ofereciam a Deus abundantes ofertas, a fim de serenar as suas consciências culpadas e assegurar a cumplicidade de Deus para os seus negócios escuros… Além disso, a influência da religião cananeia estava a levar os israelitas para o sincretismo religioso: o culto a Javé misturava-se com rituais pagãos provenientes dos cultos a Baal e Astarte. Essa confusão religiosa punha em sérios riscos a pureza da fé javista.

É neste contexto que aparece o profeta Amós. Natural de Técua (uma pequena aldeia situada no deserto de Judá), Amós não é profeta de profissão; mas, chamado por Deus, deixa a sua terra, o seu trabalho e a sua família e parte para o reino vizinho (Israel) para gritar à classe dirigente a sua denúncia profética. A rudeza do seu discurso, aliada à integridade e afoiteza da sua fé, traz algo do ambiente duro do deserto e contrasta com a indolência e o luxo da sociedade israelita da época.

O oráculo que a liturgia nos propõe como primeira leitura neste vigésimo quinto domingo comum denuncia veementemente o comércio injusto.

 

MENSAGEM

O profeta dirige-se aos que “espezinham o pobre” e querem “eliminar os humildes da terra” (vers. 4). Quem são esses, em concreto? O contexto dá a entender que Amós de refere a comerciantes sem escrúpulos, dominados pela ganância, que não hesitam em cometer toda a sorte de injustiças e ilegalidades para aumentar os seus lucros.

O profeta começa por referir-se à hipocrisia religiosa dessa gente: é verdade que, no sábado e noutras festas (por exemplo, na “lua nova”, celebrada todos os meses), interrompem os seus negócios, como a Lei ordena; mas com quanta impaciência aguardam o final do dia festivo para abrirem novamente os seus negócios e para retomarem as suas especulações imorais (vers. 5a)! Depois, sem papas na língua, Amós denuncia a forma como esses comerciantes procedem: roubam os clientes, usando balanças, medidas e pesos falseados (vers. 5b); vendem os pobres como escravos, muitas vezes por causa de dívidas mesquinhas; pagam aos seus trabalhadores salários miseráveis (vers. 6a); aldrabam a qualidade dos produtos, misturando as cascas com o trigo (vers. 6b). É um quadro, duro mas realista, de uma sociedade doente, que a obsessão do dinheiro e do lucro fácil está a destruir.

Amós, o profeta da justiça, anuncia que Deus não está disposto a “esquecer”, a ignorar, a fingir que não vê tudo aquilo que está a acontecer e que prejudica gravemente os mais pobres e frágeis da sociedade israelita. Na verdade, a injustiça e a exploração do pobre constituem uma violação grosseira dos compromissos assumidos por Israel no âmbito da Aliança. Deus não pode permitir que a ambição de alguns condene muitos outros dos seus filhos a uma vida de sofrimento e de miséria. Qualquer crime cometido contra os pobres é um crime contra Deus. Por isso, Deus vai intervir para acabar com a impunidade dos que fomentam a exploração e a injustiça. A fórmula solene de juramento (“o Senhor jurou pela glória de Jacob” – vers. 7) exprime o carácter irrevogável da decisão de Deus.

 

INTERPELAÇÕES

  • Muitos séculos nos separam do mundo do profeta Amós; contudo, a sua denúncia parece-nos bem atual. Ele descreve uma sociedade que, como a nossa, está profundamente marcada pela doença do egoísmo. Os sintomas dessa doença veem-se na exploração dos mais pobres, na especulação com os bens de primeira necessidade, na fraude, na adulteração da verdade, na corrupção, na tentação do lucro fácil, na exploração do trabalho escravo, no desrespeito pela dignidade dos outros seres humanos… Não é exatamente isto que continuamos a ver acontecer todos os dias à nossa volta? Talvez a única diferença do mundo de Amós para o nosso mundo do séc. XXI seja que hoje utilizamos técnicas mais sofisticadas e elaboradas para sustentar os mecanismos de injustiça, de exploração e de morte. O que pensamos dos lucros indecentes de tantas multinacionais sem rosto nem moral, cuja única preocupação “social” é a distribuição de dividendos chorudos pelos seus acionistas? Contribuímos pessoalmente, de alguma forma, para alimentar sistemas de exploração e de injustiça? Como profetas, como filhos de um Deus que não pactua com a injustiça, o que fazemos para que o mundo não funcione de acordo com valores egoístas, injustos e desumanos?
  • Amós diz uma coisa inquietante: “Deus nunca esquecerá” as obras daqueles que, dominados pela ganância, multiplicam as injustiças e deixam atrás de si um cortejo de vítimas. Talvez tenhamos ignorado demasiadas vezes este aviso; talvez achemos que Deus não se mete em questões de política social; talvez estejamos convencidos de que é possível acalmar a indignação de Deus repartindo com Ele alguns dos nossos lucros; talvez pensemos que, se cumprirmos as nossas “obrigações” religiosas, Deus não terá razões de queixa contra nós; talvez consideremos que há pecados mais graves, do ponto de vista de Deus, do que algumas “habilidades” que fazemos para engrossar a conta bancária; talvez achemos que Deus nos desculpa tudo por causa dos cargos importantes que temos na nossa comunidade paroquial… Mas, depois de todos esses “talvez”, fica a afirmação decisiva e arrepiante que o profeta Amós nos lança: “Deus nunca esquecerá nenhuma das obras” de quem defraudou os seus irmãos e atirou o pobre para a miséria. Não há desculpas nem meios termos, nem explicações razoáveis: “Deus nunca esquecerá”. Medimos bem o alcance de tudo isto?

 

SALMO RESPONSORIAL – Salmo 112 (113)

Refrão 1:
Louvai o Senhor, que levanta os fracos.

Refrão 2:
Louvai o Senhor, que exalta os humildes.

Refrão 3:
Aleluia.

 

Louvai, servos do Senhor,
louvai o nome do Senhor.
Bendito seja o nome do Senhor,
agora e para sempre.

O Senhor domina sobre todos os povos,
a sua glória está acima dos céus.
Quem se compara ao Senhor nosso Deus, que tem o seu trono nas alturas
e Se inclina lá do alto a olhar o céu e a terra.

Levanta do pó o indigente
e tira o pobre da miséria,
para o fazer sentar com os grandes,
com os grandes do seu povo.

 

LEITURA II – 1 Timóteo 2,1-8

Caríssimo:
Recomendo, antes de tudo,
que se façam preces, orações, súplicas e ações de graças
por todos os homens, pelos reis e por todas as autoridades,
para que possamos levar uma vida tranquila e pacífica,
com toda a piedade e dignidade.
Isto é bom e agradável aos olhos de Deus, nosso Salvador;
Ele quer que todos os homens se salvem
e cheguem ao conhecimento da verdade.
Há um só Deus
e um só mediador entre Deus e os homens,
o homem Jesus Cristo,
que Se entregou à morte pela redenção de todos.
Tal é o testemunho que foi dado a seu tempo
e do qual fui constituído arauto e apóstolo
– digo a verdade, não minto –
mestre dos gentios na fé e na verdade.
Quero, portanto, que os homens rezem em toda a parte,
erguendo para o Céu as mãos santas,
sem ira nem contenda.

 

CONTEXTO

Paulo encontrou pela primeira vez Timóteo em Listra, cidade da Licaónia, no decurso da sua segunda viagem missionária. O pai de Timóteo era grego e a mãe, de nome Eunice, era judeo-cristã. A avó de Timóteo, chamada Loide, também teve influência na sua educação cristã (cf. At 16,1-3; 2 Tm 1,5). Timóteo, depois de ser circuncidado “por causa dos judeus existentes naquela região”, acompanhou Paulo, aparecendo junto dele na Bereia, em Atenas (cf. At 17,14-15), Corinto (cf. At 18,5) e Éfeso (cf. At 19,22). Paulo referir-se-á a Timóteo como “nosso irmão e colaborador de Deus no Evangelho de Cristo” (1 Ts 3,2) e confiou-lhe algumas missões delicadas junto de comunidades cristãs que se defrontavam com alguns problemas (cf. 1 Ts 3,2.6; 1 Cor 4,17; 16,10-11). Tudo isto sugere uma grande proximidade entre Paulo e Timóteo. A tradição cristã apresenta Timóteo como o primeiro bispo de Éfeso.

A maior parte dos estudiosos duvida que a primeira Carta a Timóteo tenha sido escrita por Paulo. A linguagem e a teologia parecem significativamente distantes de outras cartas reconhecidamente paulinas. Além disso, a carta refere-se a um modelo de organização eclesial que parece claramente posterior à época de Paulo (Paulo teria sido martirizado em Roma por volta do ano 66/67, durante a perseguição de Nero). A grande preocupação que transparece na primeira Carta a Timóteo já não é a difusão do Evangelho, mas sim a organização e a conservação do “depósito da fé”. A temática tratada incide fundamentalmente sobre a organização da comunidade, a necessidade de combater as heresias nascentes, o incremento da vida cristã dos fiéis.

No texto que a liturgia deste domingo nos propõe como segunda leitura, o autor da Carta deixa a Timóteo indicações sobre a oração litúrgica.

 

MENSAGEM

Quando a comunidade cristã se reúne para rezar deve pedir a Deus por todas as pessoas (vers. 1), mas em especial por aqueles que estão investidos de autoridade, incluindo os reis e todos os que detêm cargos de poder: deles depende o bem-estar social e a paz, condições necessárias para que os cristãos possam viver com tranquilidade, na fidelidade à sua fé (vers. 2). Não importa se essas autoridades são pagãs: o que é importante é que Deus inspire os que exercem o serviço da autoridade, para que toda a comunidade saia beneficiada da ação que eles desenvolvem.

De resto, a oração dos cristãos deve ser universal, pois é universal a proposta da salvação que Deus oferece. Todos – judeus e gregos, escravos e livres, homens e mulheres, maus e bons – são convidados por Deus a fazer parte da comunidade da salvação (vers. 3-4). Duas razões apoiam este universalismo: a unicidade de Deus, criador de todos, e a mediação universal de Cristo, concretizada em favor de todos os homens, sem exceção. A propósito, o autor da carta insere uma fórmula (vers. 5-6a) que parece reproduzir uma confissão de fé, em uso na comunidade primitiva, e que proclama essas verdades: há um só Deus, e um só mediador (Cristo) que se entregou a si mesmo à morte a fim de obter a salvação para todos.

Dando-Se em redenção por todos, Cristo deu testemunho do amor de Deus por todos os seus filhos (vers. 6b). Paulo, por sua vez, sente que foi escolhido por Deus para levar a todos os homens esse testemunho que Jesus deu (vers. 7).

O texto termina com um apelo a que esta oração universal se faça em todo o lugar onde o Evangelho é anunciado, “erguendo para o Céu as mãos santas, sem ira nem contenda” (vers. 8). É provável que esta última indicação aluda a uma condição que, segundo Jesus, era necessária para rezar: estar em paz com todos, estar verdadeiramente reconciliado com os irmãos (“se fores apresentar uma oferta sobre o altar e ali te recordares de que o teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa lá a tua oferta diante do altar e vai, primeiro, reconciliar-te com o teu irmão; depois volta, para apresentar a tua oferta” – Mt 5,23-24).

 

INTERPELAÇÕES

  • O autor da primeira Carta a Timóteo vê a comunidade cristã como um espaço de universalidade e de comunhão. Nela Deus concretiza a Sua oferta de salvação a todos os homens e mulheres, sem exceção. A comunidade cristã é chamada a dar testemunho no mundo de um Deus que é Pai de todos; e deve anunciar Jesus como o mediador entre Deus e a humanidade inteira. Isto exclui, naturalmente, qualquer compreensão da comunidade cristã como realidade voltada exclusivamente para si própria, que recusa dialogar com o “mundo” e que desconfia de tudo aquilo que é diferente ou que ultrapassa as fronteiras da fé e da doutrina. A comunidade cristã é a “casa” de Deus no mundo, o “lugar” aberto onde todos, independentemente das suas diferenças, podem fazer a experiência de viverem como filhos amados de Deus. As nossas comunidades cristãs são, de facto, lugares de comunhão, onde todos podem encontrar-se com o amor de Deus? Enquanto crentes, estamos abertos ao mundo e aos seus desafios? Estamos preparados para reconhecer a parcela de verdade e de honestidade que existe em tantas experiências de vida diferentes das nossas? No nosso testemunho propomos ao mundo um Deus que é Pai de todos e que abraça com amor todos os seus filhos, sem exceção?
  • O entendimento da Igreja como uma família de irmãos e de irmãs que tem Deus como Pai de todos, leva-nos à exigência da solidariedade e à descoberta da nossa responsabilidade para com todos aqueles que caminham ao nosso lado. Como o profeta Amós (que escutamos na primeira leitura deste domingo) avaliamos como intoleráveis as injustiças que ferem os nossos irmãos e irmãs; passamos a abominar tudo aquilo que atenta contra a dignidade de qualquer ser humano; sentimos vontade de lutar contra os mecanismos que geram exploração, miséria, mentira, sofrimento e morte; propomo-nos lutar por um mundo mais justo, mais digno, mais humano… Sentimo-nos, verdadeiramente, irmãos de todos, responsáveis por todos? As dores e as esperanças de todos os homens – mesmo aqueles que nunca vimos – são as nossas dores e esperanças? Inquieta-nos o sofrimento, as injustiças, as necessidades dos irmãos e das irmãs que partilham connosco o caminho da vida?
  • Para o autor da primeira Carta a Timóteo, a universalidade, a solidariedade, a fraternidade, a consciência da nossa responsabilidade por todos, também devem transparecer nos momentos em que dialogamos com Deus. A nossa oração será muito pobre e muito egoísta se for apenas o momento em que nós tentamos pôr Deus ao nosso serviço exclusivo e Lhe recomendamos que não se esqueça de cuidar dos nossos interesses, dos nossos projetos, das nossas carências, enfim, de tudo o que é “nosso”… Como é que Deus verá a oração de quem só fala de si e só quer saber de si próprio? No diálogo com o nosso Pai do céu não deveríamos mostrar que o nosso coração não está fechado aos outros, exclusivamente virado para nós próprios?

 

ALELUIA – 2 Coríntios 8,9

Aleluia. Aleluia

 

Jesus Cristo, sendo rico, fez-Se pobre,
para nos enriquecer na sua pobreza.

 

EVANGELHO – Lucas 16,1-13

Naquele tempo,
disse Jesus aos seus discípulos:
«Um homem rico tinha um administrador,
que foi denunciado por andar a desperdiçar os seus bens.
Mandou chamá-lo e disse-lhe:
‘Que é isto que ouço dizer de ti?
Presta contas da tua administração,
porque já não podes continuar a administrar’.
O administrador disse consigo:
‘Que hei de fazer,
agora que o meu senhor me vai tirar a administração?
Para cavar não tenho força,
de mendigar tenho vergonha.
Já sei o que hei de fazer,
para que, ao ser despedido da administração,
alguém me receba em sua casa’.
Mandou chamar um por um os devedores do seu senhor e disse ao primeiro:
‘Quanto deves ao meu senhor?’.
Ele respondeu: ‘Cem talhas de azeite’.
O administrador disse-lhe:
‘Toma a tua conta: senta-te depressa e escreve cinquenta’.
A seguir disse a outro: ‘E tu quanto deves?’.
Ele respondeu: ‘Cem medidas de trigo’.
Disse-lhe o administrador:
‘Toma a tua conta e escreve oitenta’.
E o senhor elogiou o administrador desonesto,
por ter procedido com esperteza.
De facto, os filhos deste mundo são mais espertos do que os filhos da luz,
no trato com os seus semelhantes.
Ora Eu digo-vos:
Arranjai amigos com o vil dinheiro,
para que, quando este vier a faltar,
eles vos recebam nas moradas eternas.
Quem é fiel nas coisas pequenas também é fiel nas grandes;
e quem é injusto nas coisas pequenas também é injusto nas grandes.
Se não fostes fiéis no que se refere ao vil dinheiro,
quem vos confiará o verdadeiro bem?
E se não fostes fiéis no bem alheio,
quem vos entregará o que é vosso?
Nenhum servo pode servir a dois senhores,
porque, ou não gosta de um deles e estima o outro,
ou se dedica a um e despreza o outro.
Não podeis servir a Deus e ao dinheiro».

 

CONTEXTO

Enquanto caminha com os discípulos em direção a Jerusalém, Jesus prepara-os para serem testemunhas do Reino de Deus. Sob a orientação de Jesus, os discípulos vão-se progressivamente despindo das suas lógicas egoístas, dos seus valores fúteis, dos seus sonhos de grandeza; à medida que caminham com Jesus, eles vão aprendendo a abraçar a lógica e os valores do Reino de Deus.

Uma vez mais, Lucas não indica em que momento do “caminho para Jerusalém” aconteceu esta “conversa”. Mais do que situar geograficamente os acontecimentos, Lucas está interessado em “sentar-nos” aos pés de Jesus a escutar a sua “instrução”, a receber o seu ensinamento. Desta vez, a “instrução” de Jesus – que se destina aos discípulos de todas as épocas – incide sobre a maneira de lidar com os bens materiais.

O nosso texto consta de duas partes. Na primeira (vers. 1-9), temos uma parábola sobre um administrador sagaz, que administra de forma peculiar os bens de um homem rico; na segunda (vers. 10-13), temos um conjunto de “ditos” de Jesus sobre os bens materiais. O mais provável é que esses “ditos” tenham aparecido em contextos diversos, não vinculados com a parábola em questão; contudo, Lucas achou que eles poderiam ser um bom comentário à temática abordada na parábola e colocou-os nesse enquadramento. Quer a parábola, quer os “ditos” sobre a riqueza são exclusivos de Lucas.

 

MENSAGEM

No centro da parábola estão um proprietário rico e o homem que esse proprietário encarregou de administrar os seus numerosos bens (o “oikonomos”). A figura do “administrador” era, na época, frequente. Em geral, tratava-se de um servo ligado à família, um “filho da casa” (“ben bayit”) a quem o chefe de família confiava a gestão dos seus bens. O administrador tinha autoridade para fechar negócios em nome do seu senhor.

Contudo, o administrador da parábola que Jesus contou foi acusado de gerir mal os bens do seu amo (vers. 1). Não se diz se a acusação era verdadeira ou se era infundada. O que se diz é que o proprietário informou o administrador dos rumores que corriam e solicitou a entrega dos livros de gestão que ele tinha na sua posse (vers. 2). Aparentemente, o administrador não se preocupou em defender-se: percebeu imediatamente que não havia volta a dar e que o seu trabalho naquela casa tinha chegado ao fim.

O que iria este administrador fazer da sua vida, depois de despedido? Sem meios próprios de subsistência, só “viu” duas possibilidades: trabalhar como jornaleiro para um qualquer dono de terras, ou dedicar-se à mendicidade. Sendo um homem instruído, não habituado ao trabalho manual, nunca poderia subsistir cavando a terra de sol a sol; por outro lado, sendo um homem habituado a um certo estilo de vida, nunca se sentiria bem a mendigar (vers. 3). Então, como que fazer?

Sem perder tempo, encontrou uma solução que lhe evitaria tornar-se um “sem abrigo” (vers. 4). Antes de entregar ao proprietário rico os registos dos seus atos de gestão, chamou os devedores do seu senhor e reduziu-lhes os montantes em dívida. A um que devia “cem bátos” de azeite (uns 3.300 litros), reduziu-lhe o débito para “cinquenta bátos” (1.650 litros); a outro que devia “cem koros” de trigo (40.000 quilos), reduziu-lhe o débito para “oitenta baths” (32.000 quilos). Procurava, desta forma, assegurar a amizade dos seus parceiros de negócios, a fim de que eles mais tarde, por gratidão, o acolhessem nas suas casas ou lhe oferecessem um trabalho convenientemente remunerado (vers. 5-7). Num remate invulgar, o rico proprietário “elogiou o administrador desonesto, por ter procedido com esperteza” (vers. 8a). fecho

A parábola deixa no ar diversas interrogações… Como justificar o procedimento deste administrador, que assegura o seu futuro à custa dos bens do seu senhor? Porque é que o senhor, prejudicado nos seus interesses, não tem uma palavra de reprovação ao inteirar-se do prejuízo recebido? Como pode Jesus dar como exemplo aos discípulos a duvidosa “engenharia financeira” de um tal administrador?

Diversos comentadores explicam o contexto e o enquadramento desta parábola a partir das leis e costumes vigentes na Palestina no tempo de Jesus. O administrador de uma propriedade atuava em nome e em lugar do seu senhor; no entanto, não recebia deste uma remuneração pelo trabalho que fazia. O seu “pagamento” ficava a cargo dos devedores. O administrador fornecia um determinado número de bens; mas, na altura de saldar as contas, o devedor deveria entregar em pagamento uma quantidade significativamente superior à que tinha recebido. A diferença era a “comissão” do administrador. De acordo com esta interpretação, o que o administrador da parábola fez foi renunciar à “comissão” que lhe era devida, a fim de assegurar a gratidão dos seus parceiros de negócio. Renunciou a um lucro imediato, a fim de ganhar “créditos” para o futuro. Consciente de que os bens materiais têm um valor relativo, trocou-os por outros valores mais duradouros: a amizade, a gratidão, o reconhecimento. O administrador da parábola, independentemente da sua inocência ou culpabilidade nos atos de gestão dos bens do seu senhor, revelou decisão, inteligência, perspicácia, capacidade de ler os acontecimentos e de tomar as decisões adequadas para salvaguardar aquilo que era um bem maior.

Jesus concluiu a história convidando os discípulos a serem tão hábeis como este administrador (vers. 9): eles devem usar os bens deste mundo, não como um fim em si mesmo, mas para conseguir algo mais importante e mais duradouro. Na lógica de Jesus, esse “bem maior” seria, sem dúvida, o Reino de Deus. Noutra ocasião, Jesus falou do Reino de Deus como o “tesouro” escondido num campo pelo qual valia a pena vender tudo, ou como a “pérola” de grande valor, pela qual valia a pena prescindir de tudo o resto (cf. Mt 13,44-46). Os discípulos de Jesus devem ser capazes de deixar tudo para apostar no Reino de Deus. É essa a opção que lhes garante vida verdadeira e definitiva.

Na segunda parte do texto (vers. 10-13), Lucas apresenta “sentenças” de Jesus sobre o uso dos bens materiais. De acordo com Jesus, os bens que Deus coloca à nossa disposição não são para nosso uso exclusivo. Somos, apenas, administradores dos dons que Deus coloca nas nossas mãos, mas que pertencem a todos os outros filhos de Deus. Se formos bons administradores desses dons, Deus confiar-nos-á valores mais importantes (vers. 10-12); se partilharmos esses dons com os nossos irmãos necessitados, seremos dignos de integrar a comunidade do Reino de Deus.

A “instrução” termina com um aviso de Jesus sobre a incompatibilidade entre o mundo do dinheiro e o mundo de Deus (vers. 13). A obsessão pelo dinheiro é uma escravidão. Leva-nos a esquecer Deus e a viver indiferentes à sorte dos nossos irmãos. A febre do “ter” afunda-nos num mundo de egoísmo, de interesses mesquinhos, de exploração das pessoas, de ambição desmedida. Em contrapartida, o mundo de Deus assenta numa lógica de solidariedade, de fraternidade, de partilha, de comunhão, de amor incondicional. Trata-se, portanto, de dois mundos inconciliáveis. Temos de escolher um dos lados; temos de perceber em qual destes mundos encontramos a vida verdadeira.

 

INTERPELAÇÕES

  • O que é que dá sentido à nossa vida? Quais são as coisas das quais não podemos absolutamente prescindir? Quais são as apostas que priorizamos? Será boa ideia apostarmos todos os nossos esforços na procura de bens materiais? Há gente para quem o dinheiro é a prioridade fundamental; há gente que acredita que o dinheiro lhe pode proporcionar bem estar, segurança, poder, importância, influência; há gente que considera que o dinheiro lhe facilitará a vida e lhe assegurará uma felicidade sem estorvos. Jesus, no entanto, tem outra perspetiva das coisas. Ele considera que, quando se trata de dar sentido à vida, há valores mais seguros, mais importantes, mais duradouros do que o dinheiro. Jesus acha que “fazer amigos” é bem mais importante do que ter contas bancárias recheadas; estabelecer pontes de diálogo e entendimento é mais compensador do que viver fechado num mundo pessoal de bem estar e de autossuficiência; partilhar o que temos com os nossos irmãos necessitados traz-nos mais felicidade do que a acumulação egoísta da riqueza. Para Jesus, os valores do Reino de Deus – o amor, a fraternidade, a solidariedade, a generosidade, a partilha, o serviço, o cuidado, a simplicidade, a humildade – é que são os valores que nos completam, que nos realizam, e que devem sustentar o edifício da nossa vida. O que pensamos disto? Concordamos com Jesus?
  • Na “instrução” que o Evangelho de hoje nos traz, Jesus diz aos discípulos: “nenhum servo pode servir a dois senhores, porque, ou não gosta de um deles e estima o outro, ou se dedica a um e despreza o outro. Não podeis servir a Deus e ao dinheiro”. É uma advertência muito grave. Jesus não estará a exagerar? Será verdade que o dinheiro nos incompatibiliza com Deus? A verdade é que o dinheiro é um “senhor” extremamente exigente, que toma conta de nós, que nos absorve completamente e que não nos deixa grande espaço de manobra. Se o permitirmos, ele pode tornar-se o dono absoluto das nossas vidas e obrigar-nos a colocar em segundo plano todas as nossas outras referências: Deus, a família, os amigos, a nossa dignidade, a nossa liberdade, a nossa consciência, os nossos princípios mais sagrados. O dinheiro promete-nos horizontes ilimitados, êxitos inequívocos, felicidade sem fim; mas, fatalmente, acaba por nos dececionar e por nos deixar mergulhados no vazio e na desilusão. Talvez toda esta “prevenção” nos pareça excessiva; mas não conhecemos tantos casos, à nossa volta, de gente que colocou toda a sua esperança e segurança no dinheiro e que acabou por perder as coisas mais belas da vida? Que papel e que lugar ocupa o dinheiro na nossa vida?
  • Jesus dizia que o dinheiro, convertido em ídolo absoluto, era o grande obstáculo para construirmos um mundo mais justo, mais fraterno e mais feliz. Não o levamos a sério. Deixamos que o dinheiro se tornasse o verdadeiro motor que impulsiona a história dos homens; e as consequências estão à vista: lançamo-nos na exploração criminosa e descontrolada dos recursos naturais, deixamos feridas irreparáveis na “casa comum” que Deus ofereceu a todos os homens, aumentamos as clivagens e os desequilíbrios sociais, condenamos à miséria tantos e tantos dos nossos irmãos, multiplicamos as injustiças e os sofrimentos, colocamos os interesses dos grandes do mundo acima da dignidade dos pobres, criamos um mundo desumano e cruel que subverte completamente o projeto que Deus tinha para os seus filhos… Onde nos leva a obsessão pelo dinheiro? Que história estamos a construir? É este o mundo que queremos? O que podemos fazer para inverter esta lógica e construir um mundo mais humano?
  • Talvez o “administrador” da parábola contada por Jesus nem sempre tenha feito uma gestão adequada dos bens que o seu senhor lhe confiou; mas a verdade é que, feitas as contas, ele soube utilizar esses bens para, de forma inteligente, “comprar” valores duradouros. Todos nós somos “administradores” dos bens que Deus colocou à nossa disposição. Como os temos gerido? Usamo-los para nosso benefício exclusivo, ou partilhamo-los generosamente com os nossos irmãos? Gastamo-los apenas em nosso proveito pessoal, ou servimo-nos deles para fazer o bem? Malbaratamo-los em projetos inconsequentes e egoístas, ou usamo-los para arranjar “um tesouro inesgotável no céu, onde o ladrão não chega e a traça não rói” (Lc 12,33)?

 

ALGUMAS SUGESTÕES PRÁTICAS PARA O 25.º DOMINGO DO TEMPO COMUM
(adaptadas, em parte, de “Signes d’aujourd’hui”)

1. A PALAVRA MEDITADA AO LONGO DA SEMANA.

Ao longo dos dias da semana anterior ao 25.º Domingo do Tempo Comum, procurar meditar a Palavra de Deus deste domingo. Meditá-la pessoalmente, uma leitura em cada dia, por exemplo… Escolher um dia da semana para a meditação comunitária da Palavra: num grupo da paróquia, num grupo de padres, num grupo de movimentos eclesiais, numa comunidade religiosa… Aproveitar, sobretudo, a semana para viver em pleno a Palavra de Deus.

2. EVITAR CULPABILIZAR.

O dinheiro ou Deus… No momento penitencial, será bom evitar algumas tiradas de tipo culpabilizante e demasiado ligeiras contra o dinheiro que corrompe, que explora… A terceira fórmula do rito penitencial convida a aclamar o Deus bom e misericordioso.

3. ORAÇÃO NA LECTIO DIVINA.

Na meditação da Palavra de Deus (lectio divina), pode-se prolongar o acolhimento das leituras com a oração.

No final da primeira leitura:
“Pai dos pobres, justiça dos oprimidos, nós Te bendizemos pelo teu Espírito Santo, que deste aos profetas, encarregando-os de proclamar sempre e em toda a parte as exigências da justiça.

Nós Te pedimos: que o teu Espírito purifique os nossos pensamentos e os nossos corações. Somos testemunhas de tantas injustiças! Que Ele nos inspire as iniciativas que se impõem”.

No final da segunda leitura:
“Deus nosso Pai, Tu que és o único Deus e queres que todos os homens sejam salvos e cheguem a conhecer a verdade, nós Te damos graças por Jesus, que nos revelaste como o único mediador fiável entre Ti e a humanidade.

Unidos a todos os cristãos que elevam para Ti as suas mãos e Te dirigem as suas orações, intercedemos por todos os homens e pedimos-Te pela paz”.

No final do Evangelho:
“Deus Pai, único mestre digno de ser servido, nós Te damos graças pela confiança que depositas em nós; confias-nos o teu Reino, que é infinitamente mais precioso que todos os bens da terra.

Nós Te pedimos: pelo teu Espírito, faz de nós filhos da luz, inspira-nos o bom uso dos bens da terra e a aptidão que convém ao teu Reino”.

4. BILHETE DE EVANGELHO.

Quanto se trata de viver, e sobretudo de sobreviver, estamos prontos a tudo, todos os meios parecem bons para pôr a cabeça de fora. O administrador da parábola vai perder os seus meios de viver, procura a maneira de se sair. Reconhece que não tem a força de trabalhar, nem de mendigar. Então, tomando consciência que não pode conseguir sozinho, procura amigos a todo o preço, mesmo com o preço da desonestidade. O mestre faz o elogio, não da sua desonestidade, mas da sua habilidade. O objetivo da parábola é fazer refletir aqueles que se reclamam cidadãos do Reino: estão dispostos a tudo para procurar o essencial e vivê-lo? A sua habilidade é também como a dos filhos deste mundo que, para as coisas materiais, estão dispostos a sacrificar a dimensão espiritual da sua vida? Jesus não pede para imitar o administrador nos seus gestos, mas para ser como Ele na procura do essencial.

5. À ESCUTA DA PALAVRA.

Eis Jesus que Se põe a dissertar sobre a economia, mas uma economia que parece envolver falsários… Como compreender tal parábola na boca de Jesus? Podemos logo pensar que Ele não quer dar o administrador desonesto como exemplo, mesmo se o mestre deste faz o seu elogio. Jesus chama-o explicitamente “administrador desonesto, com esperteza”. Jesus conhece o coração do homem, um coração perverso. Mas Jesus não fica nesta dimensão do coração do homem. Ele sabe que em todo o homem, por mais pervertido que seja, há sempre um cantinho positivo. Ele vê a prova de habilidade do administrador para conseguir safar-se. Esta habilidade é colocada ao serviço de um mal. Mas, em si mesma, pode ser posta ao serviço do bem. Então, diz Jesus, se vós, meus discípulos, que sois chamados “filhos da luz”, sabeis ser tão habilidosos a respeito da vossa vida cristã, quantas coisas poderão mudar! Jesus aproveita para recordar o seu ensino constante sobre o dinheiro e a riqueza material. Não podemos viver sem dinheiro. Mas saibamos utilizá-lo com habilidade, para o bem. Que ele não se torne um mestre tirânico. Saibamos utilizá-lo, não para nos enriquecermos egoisticamente, mas para o pôr ao serviço do bem dos outros, a começar pelos mais pobres. Aqui, a nossa habilidade deve estar ao serviço do bem! Não levaremos dinheiro no nosso caixão. Mas o bem que com ele tivermos feito seguirá para além da morte, “nas moradas eternas”. A lição continua sempre válida hoje!

6. ORAÇÃO EUCARÍSTICA.

Pode-se escolher a Oração Eucarística III para Assembleias com Crianças… Parte da oração ilustra a situação evocada pelo Evangelho.

7. PALAVRA PARA O CAMINHO…

Deus ou o dinheiro? Amós e Lucas convidam-nos a um sério exame de consciência sobre a nossa maneira de praticar a justiça social e de utilizar o dinheiro. Quantos pobres, hoje no mundo, são explorados com meia dúzia de euros por alguns que enriquecem sobre a sua miséria? Não acusemos ninguém! Nesta semana, retomemos estes textos para fazer o ponto da situação em toda a verdade. A que mestre estamos amarrados: a Deus ou ao dinheiro?

 

UNIDOS PELA PALAVRA DE DEUS
PROPOSTA PARA ESCUTAR, PARTILHAR, VIVER E ANUNCIAR A PALAVRA

Grupo Dinamizador:
José Ornelas, Joaquim Garrido, Manuel Barbosa, Ricardo Freire, António Monteiro
Província Portuguesa dos Sacerdotes do Coração de Jesus (Dehonianos)
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