Mensagem de Natal do Superior Provincial, P. José Agostinho Sousa

Publicado por Dehonianos – Sacerdotes do Coração de Jesus em Quarta-feira, 23 de dezembro de 2020

 

NATAL DE ESPERANÇA…  

Vivemos tempos estranhos e difíceis, todos o sabemos; este Natal é atípico, diferente de todos os outros.

Tudo parece desmoronar-se, cair por terra, desaparecer; insegurança e incerteza marcam o nosso quotidiano.

Perante tais dificuldades, pode acontecer-nos, legitimamente, de desanimar, desistir, baixar os braços, sentir que nos faltam as forças e a vontade de caminhar, de lutar… ou podemos ir à procura de reencontrar as razões da nossa esperança, a fonte da nossa energia, a luz capaz de iluminar os nossos dias mais sombrios, as nossas noites mais frias e desamparadas, os nossos passos mais incertos e inseguros.

Neste tempo assim, vale a pena ouvir de novo a palavra dirigida a Maria e a José: não temas!; ou a palavra dirigida aos pastores: não temais!

É a mesma palavra dirigida a cada um de nós, uma Palavra que nos chega do Presépio de Belém, do lugar onde as portas não se fecham, onde os ajuntamentos não são contagiosos, onde os abraços não são perigosos. No Presépio de Belém encontramos Deus feito Menino, Deus que se faz um de nós, que se faz connosco, que assume a nossa fragilidade.

Deus Menino não está escondido nem confinado, não se encontra em isolamento profilático, antes está à nossa espera, de braços abertos para nos acolher e abraçar, não num abraço meramente virtual, mas num abraço que nos aquece e conforta.

Todos são convidados a visitar e contemplar o Presépio de Belém, tal como o foram os pastores e os magos, os estrangeiros e os marginais: não há lotação controlada, não há triagem de raças ou etnias, de cores, de nacionalidades ou de religiões. No Presépio de Belém há lugar para todos, porque todas as vidas contam, todas as vidas são igualmente dignas, porque Ele vem para todos, a todos quer salvar, a todos quer trazer a alegria de ser e de viver.

Neste Natal, mais do que nunca, precisamos de ser próximos uns dos outros e uns para os outros. Distantes e separados, precisamos de sentir o calor da proximidade, a presença, ternura e carinho dos que mais contam e significam para nós.

Que, por nós e connosco, aconteça Natal em todas as vidas, em todos os corações, especialmente dos mais tristes, sós, abandonados e marginalizados. Que levemos fartura às mesas vazias, conforto às casas frias e despidas, calor aos corações tristes e desamparados.

A todos os Confrades, a toda a Família Dehoniana, a todos os familiares, amigos e benfeitores, desejo, em meu nome e em nome de toda a nossa Província, um Santo e Feliz Natal, cheio de luz e paz, cheio de esperança, de solidariedade, de partilha e de encontro. E que 2021 chegue carregado das melhores bênçãos e graças de Deus Menino, cheio de renovada esperança.

P. José Agostinho Sousa, scj