Por que buscais o Vivente entre os morto? Não está aqui; ressuscitou (Lc 24,5)

Porque buscais entre os mortos Aquele que está vivo? Não está aqui; ressuscitou! (Lc 24, 5). O túmulo está vazio, Cristo não está entre os mortos, voltou à vida!

A festa da Páscoa levanta-se de novo como grito de esperança e de alegria, celebração da libertação e da salvação, raio de luz no meio das trevas.

A Páscoa foi sempre assim celebrada: a Páscoa judaica celebra a libertação da escravidão do Egipto; a Páscoa cristã celebra a ressurreição de Jesus Cristo, depois da experiência terrivelmente difícil, que passou pelo caminho do Calvário e pela morte na Cruz. A Páscoa é, assim, a experiência de vida nova e de renovada esperança, que vem depois de experiências amargas de dor e de sofrimento.

Este ano celebramos a Páscoa, mais uma vez, num contexto muito difícil de pandemia, num sofrimento que se alastra ao mundo inteiro. Não podemos celebrar com a alegria e o entusiasmo de outros tempos, não nos encontramos para a festa alargada de família, cheia de abraços e de cânticos de aleluia. Acreditamos que ao respeitarmos este distanciamento estamos a proteger-nos e a respeitar-nos uns aos outros, fazendo com que voltemos em breve a poder estar juntos e a celebrar a vida e a esperança em família e em comunidade.

Nesta Páscoa vamos poder rezar juntos, apesar de condicionados. Peçamos ao Senhor ressuscitado que acolha no seu Reino de Amor e Paz todos os que esta pandemia nos levou; que dê força e ânimo aos que estão de luto e em sofrimento; que ampare e proteja todos os que se dedicam por inteiro a minimizar a dor e o sofrimento de todos os que esta pandemia afeta; que renove a esperança dos que estão a ser mais prejudicados por esta crise sanitária, económica, espiritual e anímica.

Na Páscoa, o Senhor convida-nos a sentar-nos com Ele à mesa, a partilhar do seu corpo e do seu sangue, a servir humildemente os irmãos. Que este convite nos abra o coração e nos torne mais sensíveis à comunhão fraterna, à partilha com os mais necessitados, os sozinhos e abandonados, os doentes, os refugiados e os deserdados desta terra. Que a Páscoa traga força e alento para o caminho e nos torne mais comprometidos na construção duma sociedade mais justa, mais fraterna e solidária, em que todos possam sentir e celebrar a boa notícia de Cristo Ressuscitado.

Santa e Feliz Páscoa para todos vós: confrades, familiares, amigos e benfeitores, membros da grande Família Dehoniana. Que a alegria, o amor e a paz habite o coração de todos. Cristo ressuscitou! Aleluia! Aleluia!

P. José Agostinho Sousa, scj