De 9 a 26 de setembro estive na República Democrática do Congo (RDC – ex-Zaire), em visita aos confrades e Comunidades da Congregação dos Sacerdotes do Coração de Jesus (Dehonianos). A visita insere-se no contexto da nova missão que o Governo Geral me confiou de coordenar e acompanhar os projetos de desenvolvimento, de cooperação e de ajuda humanitária que temos espalhados pelo mundo.
 
Um país destruído
 
A RDC é um país muito marcado pelas sucessivas guerras e pelos mais variados conflitos que semearam destruição e morte ao longo dos últimos anos. Hoje não há um estado de guerra declarado, há aqui e acolá alguns focos de rebelião e de tensão, mas o país demora a encontrar o caminho da estabilidade e do desenvolvimento. As longas viagens que fiz permitiram-me ver um país onde os traços destruidores da guerra são ainda evidentes, com estradas em muito mau estado, rede elétrica quase inexistente, rede escolar e de saúde muito precária, abastecimento de água potável muito raro, confinado às grandes cidades. A grande maioria da população vive num gritante nível de pobreza ou de miséria. Há muito, mesmo muito a fazer para colocar o país no rumo do desenvolvimento e da justiça social.
 
Dificuldades duma missão
 
A Congregação está há muito na RDC. Já passaram por lá sucessivas gerações de missionários, é o país onde mais dehonianos foram martirizados, sobretudo nas rebeliões de 1964, há precisamente 50 anos. É muito o que os nossos missionários têm feito pela Igreja e pela sociedade congolesas, sobretudo na promoção dos mais carenciados e dos mais vulneráveis da sociedade.
Hoje a nossa Província no Congo é constituída sobretudo por confrades congoleses, o número de missionários europeus é bastante reduzido. Trata-se de uma Província jovem, com muitas vocações, mas que se debate com as carências comuns à generalidade da sociedade: há boa vontade, há ideias, faltam os meios…
 
Projetos de desenvolvimento
 
A nossa visita (minha e do P. Tomasz, confrade polaco) teve como principal objetivo a observação in loco da situação presente, a análise dos projetos já em curso e o lançamento de novos projetos que permitam traçar novos rumos de desenvolvimento e de promoção humana. Refletimos juntos, fizemos sessões de formação, procurámos ver os projetos que em cada lugar melhor poderiam responder às maiores necessidades e urgências existentes. Há muitas ideias, os trabalho de estudo e de projeto estão lançados. Que Deus nos ajude a levá-los a bom porto.  
 
 
José Agostinho F. Sousa, scj