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Porque procurais
entre os mortos
Aquele que vive?
Não está aqui; ressuscitou!
(Luc.24,5-6)

“O Senhor ressuscitou verdadeiramente!”. É este o grito que responde à nossa palavra de esperança. O grito que, na boca de S. Paulo, se torna desafio: “Onde está, ó morte, a tua vitória?” (l Cor 15, 55).

Páscoa é, com efeito, a festa em que a esperança é transformada em certeza. O mundo esperava o domínio sobre a dor, a morte e o pecado; hoje sabe que a dor é redenção, a morte é apenas preâmbulo de ressurreição, a ferida do pecado pode ser curada com a transfusão do sangue de Cristo na nossa vida pelo Baptismo e pelos demais sacramentos.

Páscoa é, também, tempo de anunciar esta certeza a todos os homens. Madalena viu o sepulcro vazio e correu a avisar Pedro e João. Pedro e João correm ao sepulcro: verificam o facto e acreditam. Madalena vê então o Senhor e diz aos Apóstolos: “Vi o Senhor!” (Jo. 20, 18). Os discípulos vêem o Mestre e dizem a Tomé: “Vimos o Senhor!” (Jo. 20, 25). Os dois discípulos de Emaús reconhecem-n’O à fracção do pão e regressam a Jerusalém a contar aos outros…

A Ressurreição é o núcleo central da pregação, conforme deduzimos da leitura dos Actos dos Apóstolos: “Jesus de Nazaré, que passou fazendo o bem e curando a todos (…), Ele, a quem deram a morte, suspendendo-O num madeiro. Deus ressuscitou-O ao terceiro dia. Jesus mandou-nos pregar ao povo e testemunhar…” (Act.10,34-43).

Eis a estafeta que nos entregaram. É este o testemunho que temos de dar. Não tendo vergonha de falar de Cristo e sendo cristãos vivos numa Igreja viva no meio do Mundo.

Páscoa tem de ser, também, um profundo acto de fé no futuro. A ressurreição aponta o caminho novo, o caminho em frente, a vida que se há-de manifestar, as coisas do alto (Col. 3,1-4).