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O Pe. Eugénio Borgonovo nasceu a 9 de Agosto de 1930, em Aicurzio, Milão. Fez a sua primeira profissão religiosa a 29 de Setembro de 1950. Depois de estudar quatro anos de Filosofia, em Monza, veio para Coimbra, em 1954, para exercer o serviço de prefeito no Colégio Camões. De 1956 a 1960 estudou Teologia no Seminário Maior de Coimbra. Foi ordenado sacerdote a 28 de Junho de 1959. De 1960 a 1968, foi prefeito de disciplina no Colégio Infante D. Henrique, na Madeira. De 1968 a 1973, foi prefeito de disciplina no Seminário Pe. Dehon, na Portelinha. De 1973 a 1977 foi superior da comunidade e reitor da Igreja do Loreto, em Lisboa. Os últimos 20 anos da sua vida, de 1977 a 1997, passou-os no Colégio Infante como superior, ecónomo, assistente e pároco do Curral dos Romeiros. Faleceu a 7 de Outubro de 1997.
O Pe. Eugénio foi sempre uma pessoa muito querida nos lugares onde exerceu o seu ministério sacerdotal. Foi particularmente querido no Colégio do Infante, onde gastou 28 anos da sua vida, entregando-se de alma e coração, com verdadeiro zelo pastoral e grande entusiasmo à educação humana e cristã das centenas de jovens que por ali passaram. Também granjeou notável estima no Curral dos Romeiros, comunidade pobre e afastada, onde ele próprio tinha que dar catequese às crianças. Ao lembrar a sua vida e acção, D. Teodoro de Faria, Bispo do Funchal, dizia na homilia da missa exequial: “Obrigado, Pe. Eugénio, por esta imagem de pastor, de missionário, que mostrava o seu amor a Cristo, sem esperar muitos frutos… mas empenhado em semear a Palavra, com espírito de fé”. E acrescentava: “A Congregação dos Sacerdotes do Coração de Jesus… pode orgulhar-se também neste seu filho…”

Pensamento do Padre Dehon

“Não basta carregar a cruz exterior e forçadamente; é preciso abraçá-la com amor, carregá-la com coragem e com alegria, desejá-la com ardor, como o maior e mais seguro tesouro” .
“Nas escolas laicas, onde se prescinde completamente do ensino religioso, onde o Evangelho foi substituído junto das crianças pelos princípios de 89, onde o catecismo foi substituído pelo manual cívico, onde a história sagrada foi substituída pelos acontecimentos memoráveis da revolução (francesa), etc., a alma da pobre criança… perde o que lhe resta de piedade e de sentimentos religiosos, que eventualmente recebeu na primeira educação (junto da família). É verdade que este males já têm remédios; são grandes os sacrifícios que os católicos se impõe todos os anos para criar e manter escolas e patronatos; mas isso ainda não é suficiente” .

[ Fernando Fonseca, scj ]