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O Pe. José Vieira Alves nasceu a 5 de Dezembro de 1934, na freguesia da Ponta do Sol, Madeira, sendo o mais novo de 13 irmãos.
Em 1948, entrou no Colégio Missionário com o segundo grupo de alunos. Tendo ficado sozinho, por desistência dos seus colegas, os superiores fizeram-no avançar um ano e integraram-no no grupo dos primeiros alunos, entrados em 1947. Foi esse grupo que, em 1952, rumou a Coimbra para dar início ao Instituto Missionário. Depois de três anos de estudos no Seminário Maior de Coimbra, o jovem Alves foi fazer o seu noviciado em Albisola Superiore, na Itália, tendo professado a 29 de Setembro de 1956. Depois do estágio no Colégio Missionário, seguiu para Bolonha, Itália, onde concluiu o curso de Teologia, sendo ordenado sacerdote em 1961. Ao terminar o 4º ano de Teologia, em 1962, partiu para Moçambique, onde foi professor durante vários anos no Seminário de S. Francisco Xavier, em Milevane. Em 1971 foi para o Gurúè como responsável pelo grupo de seminaristas que, de Milevane, para aí foi deslocado, continuando a leccionar. De 1972 a 1973 frequentou o Instituto “Lumen Vitae”, em Bruxelas. Ao regressar a Moçambique, foi-lhe confiada a direcção do Catequistado de Nauela. A partir de 1975 trabalhou sucessivamente nas Missões do Ile e de Namarroi. Em 1978 voltou a trabalhar na formação, agora na casa de Maputo. No ano seguinte integrou a equipa que abriu a Casa do Coração de Jesus, em Quelimane. Em 1993, vai para o Fomento (Maputo), como formador, vindo a ser superior da comunidade e pároco de Infulene. A sua disponibilidade voltou a manifestar-se quando, em 1998, lhe foi pedido para acompanhar os estudantes de Teologia nos Camarões. Aí adoeceu, tendo de regressar a Portugal. Colocado no Colégio Missionário, Funchal, integrou a equipa formadora, prestando preciosa colaboração como Director Espiritual. Aí se revelou a terrível doença que lhe proporcionou a ocasião para escrever o último e edificante capítulo da sua oblação ao Coração de Jesus .
O Pe. Alves foi um homem extremamente generoso e dedicado ao Reino do Coração de Jesus e ao serviço da Congregação. Praticamente toda a sua vida sacerdotal foi dedicada às Missões, onde durante 36 anos se dedicou principalmente à formação, contribuindo decisivamente para a afirmação do nosso Instituto em Moçambique.

Pensamento do Padre Dehon

“As obras do Instituto são muito variadas. Referem-se sobretudo à pregação e ao ensino, com especial preferência pelas missões longínquas, que exigem generosos sacrifícios. Devem, no entanto, os nossos religiosos, no seu zelo pelas obras, reservar todos os dias o tempo prescrito para as suas práticas de piedade e, particularmente, para a adoração reparadora” .
“Leão XIII indica três vezes, na Encíclica Rerum novarum, a caridade superabundante do Coração de Jesus como o grande e único remédio para o mal social… Não será esta doutrina, que prepara a paz, um caminho a retomar pela devoção ao Sagrado Coração de Jesus, por esta devoção cada vez maior, que nos mostra o Coração de Jesus transbordante de amor e que nos convida a uma caridade sem medida para com os nossos irmãos, particularmente os que sofrem?”

[ Fernando Fonseca, scj ]