Depois de dois anos atípicos, foi possível voltar a reunir, em Fátima, a Família Dehoniana, na habitual peregrinação anual, no passado Domingo, dia 5 de Junho.

Este ano, o lema da peregrinação invocava o aniversário dos 75 anos de presença Dehoniana em Portugal (1947-2022): “um coração para amar”, pretendia invocar a herança que queremos agradecer e um programa para o presente e o futuro.

Inseridos na dinâmica do Santuário de Fátima, participámos na oração do rosário e celebrámos a Eucaristia, no recinto, presidida pelo capelão, P. Francisco Pereira. A Solenidade de Pentecostes foi por si só um convite à abertura ao Espírito do Deus vivo, ao fim do medo, à ousadia de anunciar o evangelho com a própria vida no tempo presente. O Sínodo 2021-2023, referido na homilia, enquadra-se na consequência do Pentecostes: na diversidade das línguas, os primeiros cristãos não procuraram a uniformidade da mítica Babel, antes, a diversidade é compreendida à luz de um amor incondicional de Deus por todos, que a todos toca, que em todos habita, e que através de todos se manifesta originalmente, indicando a escuta atenta e consequente como caminho pascal.

Após o almoço, os mais de 800 peregrinos, participaram numa sessão no auditório do Centro Pastoral Paulo VI, conduzida pelo Coordenador da Família Dehoniana, o P. Igor Oliveira. Com a sua energia e criatividade características, foi conversando com P. João Chaves recordando uma colecção de memórias desde os primeiros tempos dos Dehonianos em Portugal. Ouvimos na primeira pessoa, a partir da Madeira, um dos Dehonianos portugueses da primeira hora: o P. Manuel Martins, o grande pastor da comunidade cristã de Linda-a-Velha. Recordamos a ousadia e o arrojo dos Dehonianos que nos precederam, a generosidade dos benfeitores desde a primeira hora, o discernimento e a coragem de confrades e leigos na fundação e acompanhamento de instituições e comunidades que procuraram, ao longo dos tempos, ir ao encontro de diversas necessidades com um estilo Dehoniano, que pretende ser sempre cada vez mais expressão do Coração de Jesus. Acolhemos o testemunho do P. Joaquim Freitas, missionário em Angola, e do P. Luciano Vieira, missionário em Moçambique, bem como do postulante Nuno Gomes e do jovem Dehoniano do Brasil, João Batista Souza.

Aos mais aficionados que chegaram de véspera, juntaram-se cerca de 40 grupos missionários, bem como grupos das comunidades paroquiais ao cuidado dos Dehonianos, consagradas da Companhia Missionária, consagradas e amigos das Missionárias do Amor Misericordioso do Coração de Jesus, membros da Associação de Leigos Voluntários Dehonianos, Juventude Dehoniana, antigos alunos do Seminário Missionário Padre Dehon, antigos confrades, “Famílias Dehon”, bem como Dehonianos de todas as gerações, familiares, amigos e benfeitores. Directamente da Madeira, o “Projecto Akustica” animou musicalmente toda a tarde, desde inéditos aos velhos clássicos, tendo o grupo da Outurela animado o momento de louvor.

A festa da Família Dehoniana, terminou com o anúncio, em directo para todo o mundo, do próximo Encontro Europeu da Juventude Dehoniana a começar a 28 de Julho de 2023, terminando com a Jornada Mundial da Juventude Lisboa 2023, de 1 a 6 de Agosto.
A todos os que se empenharam na preparação desta Peregrinação, desde o palco à lente atenta do P. Zeferino Policarpo dizemos: valeu a pena.

Mantendo a tradição da Peregrinação Dehoniana no primeiro Domingo de Junho, vemo-nos de novo no próximo ano.

P. António Pedro Monteiro,
Secretário Provincial