João Amaro Pestana, scj

A vocação nasce do impulso que nos chama a viver como Jesus, a deixar a nossa autorreferencialidade e mergulhar na profundidade do ser de Jesus. Hoje revejo-me neste pequeno desejo de Jesus para mim. O meu ‘sim’, feito entre o medo e a confiança na adolescência ao entrar para o Seminário, quer-se para toda a vida como atitude contínua. É este o desejo que fundamentou a minha consagração religiosa na Congregação dos Sacerdotes do Coração de Jesus (Dehonianos).

Ao rever os momentos formativos em cada etapa, tudo o que tenho feito até hoje ganha um novo sentido e uma nova força no mistério de Cristo. Talvez por ser madeirense, ao olhar o horizonte do oceano aprendi a apreciar os inesgotáveis dons de Deus e aprendi que a vocação não é algo acabado, mas uma relação que tende para a plena identificação com Jesus. O que sou acontece na medida que vou-me descobrindo na tela em que Deus é o Pintor.

É assim que alguém se sente quando ouve o chamamento de Deus. Senti-me inundado pelo amor de Deus que permanece em nós e fiz votos para viver uma vida de entrega oblativa à semelhança de Jesus que se entrega ao Pai. E, após quatro anos, não me arrependo deste projeto. Recentemente, descobri uma vontade em ser missionário e deixar-me levar até onde Jesus apontar.

Talvez deixe este conselho a quem sente esta inquietação vocacional: deixa-te guiar pela Luz que ilumina a tua vida, permanece sempre no Coração de Jesus!