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Foi na passada segunda-feira, dia 20 de Janeiro, ao fim da tarde, que cheguei ao Mosteiro de Maromby para orientar o Retiro anual aos padres das Dioceses de Mananjary e de Farafangana, as duas Dioceses de Madagáscar que estão ao cuidado pastoral de dois Bispos Dehonianos: o português D. Alfredo Caires e italiano D. Gaetano.

O Mosteiro de Maromby fica nos arredores de Fianarantsoa, mas suficientemente retirado para proporcionar aos Monges Cistercienses o ambiente de clausura que caracteriza o seu modo de viver. Esta semana também temos sido um pouco Monges, porque é por aqui que passamos os dias, em oração e meditação, sem muito que nos perturbe ou distraia.

Se as contas não me falham, são 25 os padres que participam, maioritariamente da Diocese de Mananjary. Para além do pregador, há apenas um padre não malgaxe no grupo, um esloveno, que trabalha na Diocese de Farafangana. Nesta tarde de quinta-feira chegaram dois “reforços”: D. Alfredo e o também português P. Luís Dinis. O Retiro termina amanhã à noite; aproveitam o último dia. Hoje os três lusos atravessámos a cidade e fomos à outra colina, jantar na Casa Nossa Senhora de Fátima, a casa de formação que temos aqui em Fianarantsoa; mas regressámos a horas monásticas!

O ambiente ajuda e o Retiro tem corrido bastante bem: o silêncio tem sido respeitado quase em absoluto e ninguém tem faltado aos atos comuns – meditações, orações e refeições. Encarrego-me das duas meditações diárias e da presidência da Missa e respetiva homilia. A língua utilizada nas meditações e nas orações é maioritariamente o francês, mas nota-se que alguns têm dificuldade em expressar-se em francês. Quando há algum aviso a fazer e também para algumas leituras na Missa e sobretudo os cânticos, a língua privilegiada é o malgaxe. E como é bonito ouvi-los cantar em malgaxe! É mesmo um convite à oração e à reflexão!

As refeições e acolhimento estão a cargo duma Comunidade de Irmãs que também vive aqui nos domínios do Mosteiro. Quanto a Monges, aparecem pouco, como é natural, mas vamos vendo um ou outro. Acho que já os vi a todos, porque estive na igreja num dos momentos em que rezavam o ofício: são algumas dezenas, aparentam ser relativamente jovens, rezam e cantam muito bem.

P. José Agostinho Sousa, scj

 

Mosteiro De Maromby – Madagáscar

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