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“A experiência de fé do Padre Dehon a partir das suas viagens e peregrinações” foi o tema de abertura deste dia apresentado pelo Pe. Francisco Manuel Costa. O conferente fixou-se nas viagens juvenis do Padre Dehon “porque correspondem ao grande período da sua formação humana, espiritual e carismática… Ele considerou-as uma graça de Deus e um elemento importante da sua experiência espiritual”, justificou. Depois de apresentar as fontes, – Memórias, Cartas e Diário -, o Pe. Costa explicou o sentido da expressão “experiência de fé” para indicar alguns dos seus aspetos caraterísticos. Leão Dehon, para além do que era comum aos jovens cristãos da sua época, fez a sua experiência de fé no encontro com a natureza, com a arte sacra e profana, tanto cristã como pagã e outras tradições cristãs. A majestade da Natureza, a beleza da arte, a espiritualidade das diversas igrejas cristãs elevavam-no à contemplação da majestade, da beleza, do amor e da misericórdia de Deus. A experiência de fé do Padre Dehon foi um mergulho experiencial no mistério cristão… na aventura e nos perigos. Para essa experiência contribuiu notavelmente a grande viagem ao Médio Oriente, particularmente à Terra Santa em que adquiriu preciosos conhecimentos estéticos, geográficos e históricos mas, sobretudo, teve ocasião de aprofundar a sua fé.

No segundo encontro da manhã, foram apresentadas as conclusões dos trabalhos de grupo do dia anterior onde se faziam as seguintes propostas: confrontados com a experiência de fé de Abraão e de Job, indicar o modo como cada um procura reavivar, purificar, confirmar e confessar a própria fé; segundo os exemplos de Jesus Cristo, apontar formas para abordar, no anúncio da fé, a sociedade contemporânea; segundo a Fé da Igreja, e a exemplo do Padre Dehon, indicar sugestões para viver melhor o Ano da fé nas nossas comunidades e nos espaços de missão em que nos movemos. O Pe. Manuel Barbosa apresentou uma coleção de pensamentos espirituais do Padre Dehon, úteis para a vivência do Ano da Fé.

Os trabalhos da manhã terminaram com a celebração da Eucaristia presidida pelo Pe. Armando Baptista da Silva.

Da parte da tarde, realizou-se um painel intitulado “Três modos de viver a Fé hoje”. Colaborou o casal Ana e Vasco Varela, que falaram sobre a sua experiência de fé na família. A Irmã Deolinda Rodrigues (das Missionárias Dominicanas do Rosário), falou sobre a sua experiência de fé como religiosa em países de missão e nas periferias de Lisboa. O Pe. Luís Alberto, pároco de Igreja de Nossa Senhora de Fátima, em Lisboa, encerrou as intervenções falando da sua experiência de fé como padre diocesano. Foram três belos testemunhos de que, havendo uma meta comum – a santidade – há diversos caminhos para lá chegar, segundo a vocação e os carismas de cada um.

 No último encontro, o Ecónomo Provincial apresentou questões referentes ao seu serviço bem como às obrigações decorrentes da nova Concordata. Depois, o Superior Provincial tomou a palavra para dar informações sobre a reestruturação de serviços pastorais e de comunidades, da orientação de alguns confrades para estudos especializados, bem como da continuação de colaborações internacionais, do termo de outras, e do início de uma nova colaboração num projeto do Governo Geral.

Para terminar, foi apresentada a mensagem a dirigir à Província, que foi aprovada por aclamação.

Fernando Fonseca, scj

Nota: este artigo foi redigido segundo o acordo ortográfico