A Semana da Província conhece, desde os seus inícios mais remotos, uma santa e veneranda tradição. O penúltimo dia é ocasião de passeio: momento de convívio alegre e jovial, de conhecimento da nossa história e cultura, de contacto com diferentes tradições e costumes nacionais.

O passeio deste dia levou-nos ao Alentejo, com as suas planícies de perder de vista; com os seus vinhedos, olivais e chaparros; com as suas aldeias de casas pequenas e rasteiras, brancas e próximas; mas também com os seus rebanhos e manadas, que preenchiam os campos verdejantes nesta altura do ano.

Depois de uma paragem técnica em Montargil, rumámos a Alter do Chão, vila famosa pela Coudelaria Nacional e o seu cavalo lusitano. Nesta terra simpática e acolhedora, almoçámos alentejanamente, degustando os sabores da região com entusiasmo e apetite. Fomos muito bem acolhidos e servidos, e atrevo-me a dizer que Alter do Chão deixou uma marca profunda na nossa memória.

A paragem seguinte foi a freguesia de Fronteira, com o seu Centro Interpretativo da Batalha de Atoleiros, que visitámos com curiosidade e interesse. Foi um momento cultural, no qual podemos aprofundar os conhecimentos da nossa história secular, particularmente da crise dinástica de 1383-1385. A figura de D. Nuno Álvares Pereira – ou S. Nuno de Santa Maria – destaca-se entre todos aqueles que se empenharam neste momento tão marcante dos finais da nossa Idade Média.

Ainda parámos em Avis, mas o pouco tempo de que dispúnhamos não fez jus à beleza desta vila alentejana, lugar solene e com requinte, que se distingue à distância, e que reclama uma visita mais demorada.

Regressámos a Alfragide, largamente satisfeitos com tudo o que vimos e ouvimos. A chuva, que pouco depois da nossa chegada começou a cair, fez-nos dar conta de como fomos agraciados ao longo do dia. Este foi, sem dúvida, um dia alegre e bem-disposto, distendido e sereno. É isto um pouco daquilo que sempre podemos encontrar no nosso Alentejo…

 

José Domingos Ferreira, scj