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A noite do dia 23 de Julho no Seminário Missionário Padre Dehon (SMPD) deu início aoSMPD Summer Break – Road Trip, com um passeio pela Ribeira. O grupo era composto por oito seminaristas, dois pré-seminaristas, para além do Pref. Pedro Sousa, do Diác. Gil Alfredo e do Pe. José Domingos.

No dia seguinte, saímos em direcção a Sintra. Passámos a tarde na Quinta da Regaleira, lugar que deixa qualquer um extasiado, tal o mistério e a beleza que envolvem este espaço. Os seminaristas ficaram encantados com os poços, os túneis, as escadarias, mas havia muito mais: uma bela capela, um palácio elegante, caminhos agradáveis e todo um espaço natural extremamente convidativo. Após o jantar em Alfragide, fomos até Belém, onde vimos o Padrão dos Descobrimentos e a Torre de Belém, concluindo este momento com um delicioso pastel de Belém.

Na manhã de sexta-feira, abalámos em direcção ao Algarve. A primeira paragem foi a Praia do Camilo (em Lagos). Rapidamente, os seminaristas desceram as acentuadas escadas de madeira, que davam acesso a uma praia pequena (demasiado pequena para as pessoas que lá estavam), incrustada nas arribas, com um mar tranquilo e delicioso e onde existia um túnel que ligava a uma outra praia ainda mais pequena. Tudo isto dava a ideia de estarmos num espaço à parte, afastado das perturbações e barulhos, um pequeno paraíso… Ao fim da tarde, partimos para Castro Marim, onde pernoitámos na suave convivência daquela vila, bastante antiga, muralhada de modo imponente e altivo e com muitos mosquitos irritantes…

O dia de sábado foi passado num parque aquático. É escusado fazer qualquer descrição. Os seminaristas tinham uma grande dificuldade em pararem junto da sua toalha, mesmo que fosse para almoçar ou colocar creme protector. Havia muitas experiências radicais a fazer, havia muitos medos a superar, havia apelos que reclamavam uma resposta firme e pronta. Inclusivamente, a própria repetição desses desafios não tinha aquele ar de enfado ou rotina que existem noutras actividades.

No domingo, levantámo-nos bem cedo, porque tínhamos missa em Altura às 8h30. Terminada a eucaristia, havia toda uma viagem de regresso ao Porto para empreender.

Como alguém ia dizendo aos pais dos seminaristas, os rapazes chegaram sãos e salvos, mas não assumíamos qualquer responsabilidade pelos escaldões. Nos seus olhos, havia alegrias e cansaços; na sua pele, escaldões e vermelhidões; e uma vontade enorme de dormir…

 

José Domingos, scj