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Maliana é uma cidade de Timor Loro Sae, a 149 km de Díli, que é a capital, com 22.000 habitantes. É a capital do distrito de Bobonaro. Está localizada a poucos quilómetros da fronteira da Indonésia. É a sede da Diocese de Maliana.

Maliana tem muita agricultura, sobretudo arroz, milho, mandioca e banana. Durante o tempo da ocupação da Indonésia, Maliana fornecia arroz para todo o Timor Loro Sae  e para o Timor da Indonésia.

Maliana tem sete cidades: Lahomea, Holsa, Ritabou, Odomau, Raifun, Tapo-Memo and Saburai. Tem grandes ribeiras: Bulobu, Nunura, Malibaka e Bui Pirar. Os dialetos de Malianba são: Bunak and Kemak. A maior parte da população fala Tetum, embora o português seja a primeira língua pela constituição timorense.

Maliana teve e tem um grande colégio com boa fama de educação – Colégio Infante Sagres -, tendo entre outros alunos o atual bispo de Baucau (D. Basílio) e muitos políticos atuais timorenses.

  

A viagem para Maliana começou no aeroporto de Lisboa, dia 11 de Abril, quinta-feira, às 14h20. Depois de passar pelo Dubai e por Singapura, cheguei a Díli, sábado, ou seja, dia 13 de abril, dois dias depois a Timor Loro Sae, às 14h20.

Os representantes da diocese de Maliana levaram-me até Maliana. Calcorreámos estradas não muito alcatroadas, e com mais do que alguns buracos com um diâmetro significativo e bastante visível. Assim, saímos às 15h00 e chegámos às 21h00.

O domingo, dia 14, serviu para planear com o bispo estes dias que vou estar aqui em Maliana: jornadas com os padres, religiosos e religiosas (100 participantes), jornadas com os organismos da diocese (200 participantes), jornadas com os jovens (200 participantes), jornadas com os alunos das escolas (300 participantes), jornadas com os professores de religião (150 participantes), jornadas com os catequistas (200 participantes). Estes são representantes ou delegados dos respetivos grupos.

Ainda no domingo de manhã, seguiu-se um encontro com a responsável pela catequese da diocese, a irmã canossiana Rosa que, apresar da sua idade, tem um dinamismo e uma capacidade de coordenação que era capaz de ganhar um concurso nos computadores!

O almoço foi em casa das irmãs de clausura Clarissas que vieram de Monte Real. Enquanto não têm o convento/mosteiro construído, estão numa casita, mas o almoço foi como se fosse num restaurantão. Bom almoço. Obrigado.

Lá lhes ofereci o meu livro Cristãos com Fé e escrevi a dedicatória: Atenção. Estamos no ano da fé (sta).

Lá fomos começando o trabalho de sol a sol, como os jornaleiros…

E estamos a continuar até ao dia 26 de Abril, já que a 27 começo a minha peregrinação aérea para Lisboa…

 

Adérito Gomes Barbosa, scj