A pandemia do Covid-19, dos últimos anos, alterou a nossa realidade, trazendo muitas mudanças às nossas vidas, também à ALVD. A limitação na nossa mobilidade como forma de conter a pandemia obrigou a uma paragem no envio de voluntários para projetos em missão e trouxe muitas mudanças, algumas delas positivas. Como um pouco por todo o mundo, o isolamento, o distanciamento, as contingências levaram-nos a refletir sobre o futuro que queremos, e desejar dar, mais que nunca, o nosso contributo.

Neste ano, a situação alterou-se, sentimo-nos mais seguros, o medo parece estar a ir embora, estamos a começar a viver novamente.   São ainda muitos os desafios que permanecem, mas queremos continuar a nossa missão. Como dizem os estatutos da ALVD, queremos “cooperar, em regime de voluntariado, na formação humana, social e cristã nos países em desenvolvimento e aprofundar a vocação missionária e laical”.

No núcleo norte da ALVD, a partir do Seminário Missionário Pe. Dehon, desde outubro passado, reiniciamos os nossos momentos formativos mensais, e cerca de 20 voluntários estão em preparação para um desejado envio no verão deste ano.

Este Verão, o núcleo norte da ALVD, quer avançar, durante os meses de Junho a Agosto, com vários projetos de voluntariado com voluntários oriundos dos Concelhos de Gondomar, Famalicão, Paredes, Paços de Ferreira, Santo Tirso, Maia, Matosinhos e Penafiel. Com estes voluntários faremos três grupos de missão.

O primeiro grupo rumará à cidade do Gurué, em Moçambique, e atuará na área social e na área da educação. Trabalharão na Escola Comunitária de S. Agostinho e no Centro Polivalente Leão Dehon junto à nossa missão. A cidade do Gurué fica na província da Zambézia, no centro de Moçambique e dista cerca de 1800 km de Maputo e cerca de 500 km da capital da província que é Quelimane. O projeto engloba o envio de 8 voluntários sendo que sete destes voluntários são parte de duas famílias. Uma delas é constituída pelo pai, a mãe e as duas filhas; a outra pelo pai, a mãe e o filho. Esta será a primeira vez que enviamos um agregado familiar em missão.

O segundo grupo irá partir para Angola, para a cidade de Luena, na província do Moxico. Este grupo de 3 voluntários, propõe-se dar apoio na área da educação, ao nível das infraestruturas, com a construção de salas de aulas e apoio na lecionação e alfabetização.

O terceiro grupo partirá também para Angola, para a cidade de Luau, situada também na província do Moxico, a cerca de 320 quilómetros de Luena. Este grupo será composto por 6 voluntários. Eles propõem-se dar apoio na área da educação, concretamente na lecionação e alfabetização, e na área social. Nesta cidade, a missão coordena a Escola de Santa Teresinha, uma escola com cerca de 860 alunos, com idades compreendidas entre os 5 e os 15 anos.

A ALVD também está a dar apoio na formação e consolidação de uma parceria entre escuteiros: Um grupo de cerca de 20 escuteiros da paróquia de Esgueira, Aveiro, está-se a preparar para partir em missão. Irão partilhar a juventude e ideal escutista com os escuteiros das nossas missões em Angola.

Ultimamente estes grupos além dos encontros de formação têm se empenhado em várias ações de angariação de fundos para ajudar ao custo dos projetos. Entre as várias iniciativas, contam-se uma noite de fados, a participação em feirinhas junto das Igrejas das suas paróquias, caminhadas solidárias e partilha de um conjunto de pulseiras solidárias e de imagens em prol da missão.

Estes grupos de voluntários são um sinal claro de que a Igreja é cada vez mais universal e carismática. Assumimos a expressão do Papa Francisco quando diz que ‘“viver a missão é aventurar-se no cultivo dos mesmos sentimentos de Cristo Jesus e, com Ele, acreditar que a pessoa ao meu lado é também meu irmão, minha irmã. Que o seu amor de compaixão desperte também o nosso e, a todos, nos torne discípulos missionários”.

Estejamos ao lado de todos aqueles que partem em missão com o nosso apoio e oração.

Eduardo