Vindos das muitas comunidades dehonianas do nosso país, reunimo-nos em Alfragide para a XI Semana da Província. Desde os inícios, este é um tempo que se caracteriza pela alegria pascal, mas também pelo contentamento de nos reencontrarmos e desfrutarmos juntos momentos de convívio com qualidade. Não menos relevante é o facto de que o último encontro já ter sido em 2017.

O tema escolhido para estes dias foi a formação permanente, que constitui um verdadeiro desafio para todos os consagrados e ministros ordenados. A Comissão Provincial para a Formação Permanente e Inicial, ao organizar estes momentos de reflexão e partilha espiritual, persegue o objectivo de uma maior consciencialização dos participantes para a necessidade de cuidarem da sua formação contínua, ao longo de toda a sua vida.

Uma das particularidades deste ano é a presença do Superior Geral, o padre Carlos Luis Suárez, que, tendo vindo à Madeira para visitar alguns amigos seus, aceitou o nosso convite e está aqui connosco a viver alguns destes dias. A sua presença enche-nos de contentamento e dá a este encontro uma outra cor.

O encontro começou com o almoço, verdadeiro momento de festa e de reencontro, que se prolongou no convívio alegre e sereno, até ao início dos trabalhos. As palavras iniciais couberam ao padre João Nélio Pereira, superior provincial, que abriu a XI Semana da Província e a situou no contexto das anteriores. Em seguida, o padre Carlos Luis Suárez, superior geral, dirigiu umas palavras à assembleia, salientando o período pascal como o tempo ideal para a formação permanente, ao estilo dos discípulos de Jesus, chamados a recordarem-se de tudo aquilo que Ele lhe tinha ensinado. Por último, coube ao frei José Nunes, dominicano, a meditação principal com o título “a comunhão e o exercício do discernimento comunitário”. Esta meditação servia de arranque para o que viria a seguir.

Depois do lanche, reunimo-nos em grupos para a primeira sessão de discernimento comunitário, na qual procuramos fazer memória da formação recebida ao longo dos anos. Foi um momento de partilha e de abertura franca entre uns e outros, mas sobretudo uma tomada de consciência da maneira como vivemos aqueles tempos já bem longínquos para alguns de nós.

A Eucaristia foi presidida pelo superior geral e pode dizer-se que foi um momento celebrativo vivido com o coração. Com as suas palavras, alertou-nos para a tentação dos apóstolos esquecerem aquilo que Jesus lhes disse, tentação que também nos pode afectar a todos.

Após o jantar, foi possível passear pela cidade de Lisboa ou ver um filme. Foi uma escolha deixada ao critério de cada um, porque o dia fora, sem dúvida, muito cheio…

José Domingos Ferreira, scj