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Os últimos dias tinham sido muito iguais uns aos outros, quase sempre com o mesmo esquema: trabalhos de grupo com as dinâmicas pré-estabelecidas, partilha em plenário, definição das prioridades… Mas foi trabalho que deu bons resultados.

O dia de hoje tinha, logo à partida, um programa previsto bem mais diversificado.

As moções eram poucas, mas foram bem discutidas, antes de serem propostas à votação. As 3 moções apresentadas pelo Governo Geral foram aprovadas, umas com maior dificuldade que outras; a moção apresentada pelo P. Pedro Coutinho foi remetida para o dia seguinte, com pedido de nova redacção.

Hoje “fomos” até ao Chade, guiados pelo Pe. David Dagsou. Ficámos a conhecer a evolução desta nova presença da Congregação (desde 2010) e das dificuldades encontradas. Estamos numa região de maioria cristã, mas muito pobre, pobreza que se acentuou com as cheias de 2012. Os nossos missionários procuram empenhar-se na ajuda aos mais pobres e na alfabetização das populações. As dificuldades são muitas: não há igrejas nem capelas onde celebrar, não há escolas nem salas onde ensinar. Já há projectos e as construções poderão começar a qualquer momento.

Família Dehoniana também se apresentou. Esse trabalho ficou a cargo da Silvia Bertozzi, da Grace Escobia e do Pe. Claudio Weber. Fizeram o percurso pela breve história deste movimento e apresentaram-nos o Iter formativo que está em plena gestação – os dois primeiros dos 4 anos previstos já estão preparados.  

A parte da tarde, dedicámo-la à leitura e debate da proposta de mensagem final. É um trabalho de grande fôlego, resultado das sínteses feitas ao longo de todo o Capítulo por equipas pré-designadas. Claro que contém ainda imperfeições, mas é precisamente para as corrigir que se fez este trabalho, primeiro em assembleia plenária e depois em grupos linguísticos.

O dia terminou com um espectáculo de luz, som, música e narrativa, que nos fez percorrer a vida do Padre Dehon, as suas fontes de inspiração, a herança espiritual e social que deixou. Esta “viagem” pela vida do nosso Fundador e a história da nossa Congregação trouxe-nos até aos nossos dias e à inspiração que é para nós hoje a palavra e a vida do Papa Francisco. Foi um tempo agradável, tranquilo, mas bem revelador do muito trabalho de preparação feito pelo grupo que nos apresentou esta “fotografia” do nosso Fundador.

José Agostinho F. Sousa, scj