Luau, 11 de Março de 2007
Bem cedo, preparámos as bagagens para o regresso a Luena e tomámos o pequeno-almoço.
Pelas 8 horas, presidi à solene Eucaristia na igreja do Luau. Até meteu incenso… A igreja estava repleta de fiéis vindos de várias comunidades da missão. O P. Joaquim introduziu a celebração e apresentou os visitantes. Liturgia em português e em coqwe, com tradução. Fiz a homilia à base de três símbolos da liturgia da Palavra: a figueira seca que pode dar frutos, a sarça ardente da presença de Deus, o rochedo que é Cristo na nossa vida. Ofertório longo, com a oferenda de tantos produtos da terra: mandioca, milho, bananas, cana-de-açúcar, galinhas (vivas!), amendoim… No final, falaram os três Provinciais: P. Tullio Benini, P. Elio Greselin e eu próprio. O P. Joaquim encerrou os agradecimentos, informando que o P. Jorge Alves iria de seguida de férias e que, no dia 25 de Março, o Bispo de Luena viria ao Luau despedir-se da comunidade e apresentar oficialmente a comunidade das Irmãs Franciscanas. A missa festiva não foi muito longa, demorou apenas cerca de duas horas…
Depois das últimas arrumações e de um almoço de despedida, iniciámos a viagem de regresso a Luena. Íamos os cinco padres (os três Provinciais e os dois missionários), a Irmã Júlia e um catequista que vão participar na Semana Pastoral da Diocese, assim como um motorista da JRS, acompanhado de um jovem, para levarem o carro de regresso ao Luau.
Possuídos da possível calma necessária para encetar mais uma dura viagem para os rins e não só, conseguimos chegar à famosa ponte ainda em reconstrução. Do outro lado, esperava-nos o jovem diocesano Padre Lopes, para nos levar a Luena. Depois das malas transferidas, recomeçámos a viagem, nalgumas partes a alta velocidade, sobrevoando enormes buracos e lagoas. O carro era novo… A reza do Rosário abrandou o andamento; alguém propôs mesmo a continuação da oração… É uma viagem dura, mas que tem de ser feita (não há alternativa!). O Padre Lopes conduziu-nos a bom porto, isto é, a Luena, onde “aterrámos” pelas 21.30 horas. Nada mau, 9 horas e meia de viagem. Mas chegámos todos partidos e rebentados, sem saber onde assentar algumas partes do corpo…
Jantámos Casa Episcopal (Bispado) e agradecemos a Deus mais este dia da sua presença em nós, acompanhando-nos nestes caminhos “ad gentes”, onde tanto falta e pouco se pode dar. É a oblação das pessoas, dos confrades missionários, que acontece! Tudo o resto é acréscimo…
| Manuel Barbosa, scj – Superior Provincial |