Vir a Roma e… ver o Papa!

Acontece muitas vezes: vir a Roma e não ver o Papa. E assim se cumpre a sabedoria popular, lembrando que nem sempre é possível concretizar os sonhos e objectivos que nos movem. Mas desta vez aconteceu mesmo: viemos a Roma e vimos o Papa! Não só vimos, como até visitámos pessoalmente. A possibilidade já pairava: talvez alguns de nós pudessem usufruir da visita ad limina dos bispos lusos para um encontro mais próximo e pessoal com Bento XVI. Pois foi o que aconteceu!
O Pe António Loureiro e o Pe Nélio Gouveia responderam positivamente o amável convite de D. Manuel Quintas, ao passo que o Pe José Agostinho, que vos escreve, aceitou a fraterna sugestão de D. António Braga. Dizem os contemplados que foi experiência única, para jamais esquecer. Afinal, não é todos os dias que se tem esta possibilidade de ser recebido e cumprimentado pessoalmente por Sua Santidade. Mas o melhor será mesmo falar com os interessados, quem queira partilhar de tão rara experiência.
Mas nem só de visitas ao Papa se vive em Roma. Aliás, estas foram apenas felizes coincidências, porque, afinal, nem sequer estavam nos nossos horizontes mais optimistas. Estas idas ao Vaticano aconteceram na 6ª e no Sábado, respectivamente. Mas, antes e depois, muita coisa foi acontecendo por estes lados.

Desafios da Formação SCJ

A última crónica saída destas paragens dava conta do Encontro de Formadores SCJ. Foi para isso que viemos. E foi, creio, um trabalho sério e proveitoso. Depois de termos reflectido nas diferentes dimensões da Formação SCJ, passámos depois à análise das diferentes etapas da mesma: candidatos ao Seminário, Postulantado, Noviciado e Pós-Noviciado. A primeira conclusão a que facilmente chegámos foi a de que são bem diferentes as experiências, consoante as Províncias e outras Entidades da Congregação. Ainda há quem tenha Seminário Menor e quem há muito os deixou ou nunca os teve. Mas outra conclusão tirámos também facilmente: no essencial, no que se refere aos principais conteúdos da Formação, há uma grande coincidência nos diversos países.
Debatemos, reflectimos, partilhámos, propusemos novos caminhos, novas formas e novos conteúdos; colocámos tudo nas mãos do Governo-Geral, que aqui nos convocou, na certeza de ser este assunto que interessa sobremaneira e que irá, seguramente, continuar a ser reflectido e aprofundado. Da nossa parte, fica o compromisso de levar para as nossas Províncias, Regiões e Distritos, tudo quanto por aqui nos ocupou ao longo dos últimos dias.

Jantar episcopal

Mesmo para esta comunidade, habituada a grandes e movimentadas reuniões eclesiais, o jantar de dia 8, 5ª Feira, foi notícia: estiveram presentes quase todos os bispos portugueses presentes na visita ad limina. O convite partira do Superior Geral e seu Conselho e foi prontamente acolhido pelos nossos bispos, que quiseram participar nessa refeição fraterna, sinal da comunhão e universalidade da Missão que une toda a Igreja. Foi um momento bonito de partilha, que juntou à mesa os bispos, o Governo-Geral e os dehonianos portugueses presentes em Roma.

Pelas ruínas de Pompeia

Aproveitámos o Domingo, por ser o dia do Senhor e, no caso, um dia cheio de sol. Abandonámos a capital pela manhã e regressámos à noite, já com chuva. Formámos um grupo constituído por alguns brasileiros e pelos portugueses que puderam ir, os mesmos das visitas papais. Foi um dia de belo passeio pela história e por aquilo que a feroz erupção do Vesúvio no remoto ano 79 da nossa era nos legou. Fantástico, dizíamos!

| José Agostinho F. Sousa, scj |