Visita ao Luau

Em Luena, estive muito de passagem. Parti depois para o Luau, onde permaneci alguns dias, tempo suficiente para visitar a missão e arredores, celebrar por diversas vezes com a comunidade paroquial, reunir com a comunidade religiosa e até… pôr um pé na República Democrática do Congo!

A viagem foi feita de comboio, durante sete horas e meia, mas bem passadas, pela beleza das paisagens que íamos contemplando e pela curiosidade que sempre suscitava o incrível movimento de pessoas em cada estação em que parávamos. Havia de tudo: crianças a correr para ver o comboio mais de perto; muita gente a vender e a comprar de tudo um pouco; muitos polícias e militares, a fazer não se sabe bem o quê.

A chegada tranquila ao Luau trouxe surpresas muito agradáveis: a residência da comunidade e a igreja foram alvo de fantásticas obras de recuperação, que faz delas edifícios de causar inveja a qualquer outra missão ou paróquia. Também a escola ao lado tem óptima apresentação, muito graças à boa cooperação que existe com as Irmãs Franciscanas Hospitaleiras, a casa de quem fomos almoçar no Domingo.

Graças ao acolhimento fraterno e incansável do P. Madella, do P. Joaquim e do Ir. Abraão, tive oportunidade de ficar a conhecer bem todos os cantos da missão e da Paróquia Santa Teresinha. Chegámos inclusive a atravessar a ponte que faz fronteira com a República Democrática do Congo, dando até para pôr um pezinho nesse grande país.

Nos dias que passei no Luau, celebrei ora em casa, com a comunidade religiosa, ora na paróquia. Na primeira vez que celebrei na igreja paroquial, no Sábado, 23, deu-se uma feliz coincidência: a luz da rede pública iluminou pela primeira vez o belo templo! Mas claro que foi no Domingo que se deu a grande celebração, às 8h da manhã: muita gente, com um dos muitos grupos corais a animar a Missa, com os cânticos alegres e movimentados do costume. No final até fiz uma saudação em francês, dirigida aos muitos congoleses que faziam parte daquela assembleia dominical.

Para sair do Luau já não voltei a usar o comboio: o P. Joaquim conduziu-me de carro até à cidade de Saurimo, na Lunda Sul, de onde saí de avião para Luanda. Para trás ficavam dias muito bem passados, a aguçar a vontade de por ali ficar.

 

P. José Agostinho F. Sousa