Voluntários Dehonianos em Angola

▬ Há uma semana que este grupo de voluntários da ALVD (Associação dos Leigos Voluntários Dehonianos) está em terras angolanas e vimos agora contar-vos algumas novidades.
Luau foi visível ao fim de dois dias e depois de 1400 km de viagem, feita a partir de Luanda. Apesar da dureza do caminho, foram memoráveis as maravilhosas paisagens, pessoas e cidades por onde passámos e mesmo as imensas e longas paragens obrigatórias que a polícia local nos fazia na entrada de cada província. O povo angolano cativa-nos logo ao primeiro olhar com o seu sorriso alargado e com o seu cumprimento afável. Todos nos olham com esperança e gratidão.
Foi com pompa e circunstância e com um verdadeiro banquete, que há muito já não víamos, que fomos recebidos à chegada a Luau pelo superior da missão, Pe. Joaquim Freitas e pelas Irmãs Franciscanas Hospitaleiras do Imaculada Conceição. Foi geral o sentimento de gratidão e alegria de todo o grupo, foi uma forma de nos sentirmos em casa. Mas a maior surpresa foram as condições de alojamento que nos proporcionaram para estes 30 dias de estadia em Luau.
Depois do repouso necessário para recuperar energias da fatigante viagem, pusemos logo mãos à obra e a meio do primeiro dia iniciámos o nosso projecto. Reunimo-nos com os professores de Luau para apurar as expectativas do nosso público-alvo e projectarmos da melhor forma a nossa intervenção.
Ao segundo dia, estávamos em pleno com todo o projecto: iniciámos os trabalhos na biblioteca e a formação a cerca de 60 professores.
Tudo está a correr como previsto e planeado. A aceitação por parte dos professores e da comunidade local não poderia ser mais positiva tendo mesmo ultrapassado as nossas expectativas.
Deste lado do equador, a vida começa pelas 6h00 da manhã com a eucaristia mas às 6h00 da tarde é noite cerrada e por volta das 21h00, todo o povo se recolhe nas suas casas, fazendo nós o mesmo.
Daqui continuaremos a dar noticias para que possam seguir a par e passo o andamento do projecto: “Ensinar para aprender em Luau”.

» Jorge André Magalhães, scj