Foligno (Itália), 6-10 de Março de 2017
Este foi um dia muito cheio e particularmente intenso. É verdade que chegámos ao fim bastante cansados, mas felizes por termos levado a bom porto o programa que tínhamos delineado para este primeiro dia completo de trabalho.
O dia foi passado integralmente à volta dum tema que nos preocupa, como preocupa toda a Igreja e as sociedades europeias em que estamos inseridos: o acolhimento e acompanhamento de refugiados e migrantes. Nem sequer é preciso explicar porque está o tema na ordem do dia. Estando nós em Itália, um dos países da União Europeia que mais refugiados tem recebido nos últimos anos, pareceu-nos de todo oportuno debater o tema.
O assunto não era novidade para ninguém. Não nos interessou teorizar demasiado acerca do tema, mas antes perceber o que temos feito e o que podemos fazer para melhorar este serviço aos mais vulneráveis da nossa sociedade. Foram várias as pessoas que vieram para nos ajudar na nossa reflexão e partilha. Não foram estudiosos da problemática, mas sim gente que está no terreno, dando do seu tempo e da sua vida em defesa e proteção dos mais indefesos.
Estiveram representantes do Centro Astalli de Roma, um centro do Serviço Jesuíta aos Refugiados, da Comunidade Santo Egídio, da Caritas de Foligno; estiveram os nossos Confrades que trabalham no acolhimento de refugiados em Nápoles e em Bolonha e estiveram um refugiado curdo e o Ibrahim, um refugiado natural do Benim, com nacionalidade do Mali, e que se encontra acolhido na nossa casa de Nápoles.
Partilhámos muitas experiências, houve momentos de bastante emoção, agradeceu-se o muito que já se faz e pediu-se forças ao Senhor da Vida para fazermos muito mais e melhor, trabalhando em rede e estreita colaboração, seja entre nós, seja com outras Congregações e organizações que já se encontram empenhadas nesta nobre missão.
José Agostinho Sousa, scj
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