A Província Portuguesa dos Sacerdotes do Coração de Jesus – Dehonianos informa do falecimento do P. António Jardim dos Santos, com 91 anos de idade, ao início da tarde desta sexta-feira, 1 de maio de 2026, depois de lhe ter sido administrado o Sacramento da Santa Unção.
O P. António Santos era natural da Calheta (Ilha da Madeira) e membro da Congregação desde 1958, quando emitiu a sua primeira profissão religiosa. Mais tarde, em 1964, foi ordenado presbítero, tendo assumido várias tarefas ao serviço da Igreja e da Congregação. Atualmente era membro da comunidade do Colégio Missionário Sagrado Coração, no Funchal, onde residia desde 2017.
Hoje damos graças a Deus pela sua consagração ao Senhor nesta Congregação e pelo espírito de missão com que sempre serviu o Povo de Deus nas mais variadas tarefas que lhe foram confiadas. Recordamos com particular gratidão os anos em que trabalhou nas várias etapas da formação de novos religiosos da Congregação. O Senhor o recompense por tamanha generosidade.
Ao Senhor Jesus Ressuscitado confiamos a sua vida: ele que se entregou a Deus numa vida de união ao Sagrado Coração de Jesus, viva agora eternamente unido ao seu Senhor na glória da ressurreição.
De momento, não temos ainda informações precisas sobre a celebração das exéquias do P. António Jardim dos Santos. Assim que estabelecermos a data e hora das celebrações fúnebres, daremos essa informação através dos nossos vários canais de comunicação.
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O P. António Jardim dos Santos nasceu a 28 de janeiro de 1935 na freguesia e concelho da Calheta, na ilha da Madeira. Era filho de Alfredo Jardim dos Santos e de Maria Augusta Jardim. Recebeu o batismo no dia 2 de fevereiro desse mesmo ano na paróquia do Espírito Santo da Calheta, na diocese do Funchal. Depois de ter sido instruído na doutrina cristã e de ter recebido a primeira comunhão, recebeu o sacramento da confirmação nessa mesma paróquia no dia 30 de outubro de 1942.
Depois de ter frequentado a escola primária, entrou no Colégio Missionário Sagrado Coração, no Funchal, em 1949, tendo aí permanecido até 1954. Nesse ano, quando a Congregação estava ainda a dar os primeiros passos na cidade dos estudantes, o seminário dehoniano funcionava no Seminário Diocesano de Coimbra; aí o P. António Santos estudou filosofia ao longo de três anos (1954-1957).
A 1 de julho de 1957, no Colégio Camões, em Coimbra, foi recebido postulante na Congregação. Quase três meses mais tarde, 28 de setembro de 1957, iniciou o seu ano de noviciado em Albisola Superiore, na Itália. Fez a primeira profissão religiosa nesta mesma localidade italiana a 29 de setembro de 1958.
Os dois anos seguintes (1958-1960) ditaram que regressasse a Portugal para colaborar na formação do seminário menor que funcionava, então, na Casa do Sagrado Coração de Jesus, em Aveiro.
Entretanto regressou à Itália, mais precisamente a Bolonha, onde fez os seus estudos teológicos no Studentato per le Missioni, entre os anos de 1960 e 1964. Nesses anos, foi dando alguns passos que marcaram a evolução do seu percurso formativo. Emitiu a sua profissão perpétua a 29 de setembro de 1961. Entre 1961 e 1963 foi recebendo as chamadas ordens menores: a tonsura a 25 de fevereiro 1961; o ostiariado e leitorado a 23 de dezembro de 1961; o exorcistado e o acolitado a 29 de junho de 1962; o subdiaconado a 23 de junho de 1963.
Foi ordenado diácono a 21 de dezembro de 1963, no Studentato per le Missioni, em Bolonha, na Itália; na mesma casa religiosa recebeu a ordenação presbiteral, a 28 de junho de 1964. Ambas as ordenações lhe foram conferidas pelo arcebispo de Bolonha de então, Cardeal Giacomo Lercaro.
Regressado a Portugal em 1964, foi enviado para o Colégio Missionário Sagrado Coração, no Funchal, onde permaneceu até 1971. Nesse ano, foi transferido para o Instituto Missionário Sagrado Coração, em Coimbra, tendo aí trabalhado até 1980. Em ambos os seminários: no Funchal e em Coimbra, trabalhou como prefeito de disciplina, dedicando-se à formação dos candidatos à vida religiosa e ao sacerdócio na Congregação. De 1980 a 1983, foi chamado a servir a Congregação como superior do Seminário Nossa Senhora de Fátima, em Alfragide.
Chamado a desempenhar o serviço de Mestre de Noviços, foi enviado para Roma (1983-1984), onde se preparou para essa nova função que assumiu entre 1984 e 1991, na Casa do Sagrado Coração de Jesus, em Aveiro.
Em 1991, depois de vários anos consagrados ao serviço da formação de candidatos à vida religiosa e de jovens religiosos, assume o desafio da paroquialidade, tendo sido pároco da Paróquia de Nossa Senhora de Fátima da Póvoa de Santa Iria, no Patriarcado de Lisboa, entre 1991 e 2013. Nesses anos residiu na comunidade da Casa de Santa Maria, primeiro em Vialonga e, mais tarde, a partir de 1992, no Forte da Casa, para onde se transferiu a comunidade; nos últimos três anos que viveu nesta comunidade, assumiu a função de superior.
Quando se retirou do serviço paroquial na Póvoa de Santa Iria, foi transferido para o Seminário Missionário Padre Dehon, em Rito Tinto, na diocese do Porto, onde permaneceu ao longo de dois anos (2013-2015). Daí foi transferido para a Comunidade religiosa de São José, da Ribeira Brava, na ilha da Madeira, onde colaborou pastoralmente com os confrades párocos das Paróquias da Ribeira Brava, Serra de Água, São João e São Paulo.
Os últimos anos da sua vida foram passados na comunidade do Colégio Missionário Sagrado Coração, no Funchal, onde residia desde 2017, caraterizando-se pela sua presença serena e afável.
Destacamos ainda os anos em serviu a Província Portuguesa dos Sacerdotes do Coração de Jesus como Conselheiro Provincial, nomeadamente entre 1970-1973, como 3º Conselheiro Provincial, em 1976-1979, como 1º Conselheiro Provincial, e entre 1982-1983, como 3º Conselheiro Provincial.
Ao longos dos seus anos como religioso dehoniano, trabalhou ativamente em várias comissões provinciais: Comissão pré-capitular de formação (1972); Comissão preparatória do Capítulo Provincial (1974); Comissão para determinar a localização do noviciado (1975); Comissão de Educação, com a finalidade de coordenar o sector da “Orientação Vocacional” (1979); Comissão de Vida Religiosa (1981-1985); Comissão de Formação e Vida Religiosa (1985-1988); Grupo de estudo sobre “A nossa consagração e vida religiosa”, em vista da redação do Diretório Provincial (1987); Comissão de Espiritualidade e Apostolado (1988-1991); Comissão de formação; 1991-1994.
Por uma vida tão profícua, particularmente no serviço da formação e da paroquialidade, a nossa alma eleva um grito de louvor a Deus. Damos graças a Deus pelo espírito de serviço que habitava a vida do P. António Jardim dos Santos e que motivou as gerações mais jovens com quem contactou.
O ritual das exéquias sintetiza bem a nossa oração: “Ele, que no Batismo se tornou filho de Deus e no sacramento da Ordem foi constituído dispensador dos divinos mistérios, possa agora participar no banquete dos Santos, no céu”.
A Cristo, Bom Pastor do coração manso e humilde, entregamos a vida do nosso irmão P. António Jardim dos Santos.
Pe. Ricardo Jorge Ribeiro Freire de Oliveira, scj
Secretário Provincial
Falecimento do Pe. António Jardim dos Santos
No início desta tarde, faleceu no Hospital Dr. Nélio Mendonça, no Funchal, o Rev.mo Pe. António Jardim dos Santos, nosso confrade, mais conhecido como Pe. Santos.
Neste momento, a Província Portuguesa dos Sacerdotes do Coração de Jesus une-se em oração pelo descanso eterno do Pe. Santos, agradecendo a Deus pelo dom precioso que constituiu para todos nós. O seu trabalho na formação dos seminaristas e dos jovens religiosos, assim como o seu empenho na pastoral paroquial, foram marcados por uma imensa dedicação, criatividade e dinamismo, que ainda hoje estão a dar os seus frutos.
Depois dos muitos anos empenhado na formação, no Colégio Missionário Sagrado Coração (Funchal), no Instituto Missionário Sagrado Coração de Jesus (Coimbra), no Seminário Nossa Senhora de Fátima (Alfragide) e na Casa do Sagrado Coração de Jesus (Aveiro), e na pastoral paroquial, na zona de Lisboa, ele passou os últimos anos na comunidade do Colégio Missionário Sagrado Coração, no Funchal, limitado fisicamente, mas sempre muito lúcido e resiliente, feliz e interessado em saber notícias da Província e dos confrades que se encontram a trabalhar mais longe. Apesar de ter acompanhado quase toda a história da vida da Província, o seu discurso era normalmente virado para o futuro, aberto à novidade, sem saudosismos paralisantes do tempo que passou.
Faleceu ao início desta tarde no Hospital do Funchal, depois de ter recebido a Santa Unção, o sacramento que o confortou na sua dor e sofrimento e que o preparou para o verdadeiro encontro com o Senhor.
À família do Pe. Santos expressamos os nossos sentimentos de pesar, nesta dor e esperança que partilhamos, por tudo o que ele era para nós.
Que o Senhor nosso Deus, a quem ele dedicou toda a sua vida, o Deus da bondade, da misericórdia e do perdão, o acolha agora junto do seu coração e o faça descansar nesse abraço eterno, o único lugar onde podemos verdadeiramente descansar em paz.
Dai-lhe Senhor o terno descanso nos esplendores da luz perpétua.
Que a sua alma descanse em paz. Amén.
Pe. João Nélio Simões Pereira, scj
Superior Provincial




