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Nascimento dos “Oblatos do S. Coração de Jesus”

A Congregação dos Sacerdotes do Coração de Jesus nasce do zelo apostólico de Leão Dehon de querer que a sua acção a favor dos pobres e das classes deserdadas fosse estendida e continuada; e ainda do seu grande amor ao Coração de Jesus, e o Pe. Dehon deseja que Ele seja re-amado também pelos outros.

Jovem sacerdote em S. Quentin, ele encontra um ambiente adapto para realizar o sonho de apostolado social em favor dos operários e dos pobres; encontra um ambiente adapto para amadurecer as atitudes espirituais de amor e reparação ao Coração de Jesus, a que o Pe. Dehon tinha sido iniciado quando seminarista.

O Pe. Dehon nas suas Recordações (14.03.1912), assim narra a fundação do Instituto. “Eu tinha a vocação religiosa desde a minha adolescência. Era a conclusão de todos os meus retiros, mas não sabia que instituto preferir. Procurava e esperava. A minha grande atração era pelo Sagrado Coração e a reparação. Mas em 1877 não conseguia resistir mais. Com cartas e viagens procurei se alguma Obra já começada pudesse satisfazer a minha atracção pelo S. Coração e pela reparação. Sabia que o Espírito Santo suscitava um pouco por toda a parte a mesma atracção pela reparação eucarística e sacerdotal”. E aqui o Pe. Dehon elenca seis Institutos, dedicados ao S. Coração, que atraíam o seu interesse; mas… “não encontrei nada de bem começado, e, por outro lado, eu estava demasiado preso pelas minhas obras sociais para poder partir.. Que fazer?…

Cheguei a perguntar-me se a Providência não quereria talvez induzir-me a começar, eu mesmo, alguma coisa”. Em Fevereiro de 1877 Pe. Dehon acompanha a Roma o seu Bispo, Mons. Thibaudier, na visita “ad limina”; mas também com o desejo secreto de descobrir algum novo Instituto que desse resposta à sua vocação. Voltando a França, Leão Dehon passa antes pelo Santuário Mariano de Loreto, onde celebra a S. Missa, e aqui, como refere, toma a decisão, talvez por iluminação do Verbo feito carne em Maria Virgem, de dar, ele mesmo, vida a uma nova Obra. De facto numa sua carta, escrita alguns anos mais tarde (abril de 1894) a um confrade, atestava: “Nós nascemos em Loreto em 1877”. E. de facto, voltando a S. Quentin, ele revela o seu projecto ao Bispo.

Ora, aqui está a feliz coincidência de dois projectos: um do Bispo, que desejava instituir um Colégio liceal para a Diocese, a confiar a um pequeno Instituto religioso; e o outro projecto, o de Leão Dehon, de fundar um Instituto religioso consagrado ao S. Coração: para a reparação e para o seu Reino. O Bispo, por isso, autoriza Leão Dehon a fundar um novo Instituto à sombra de um Colégio: era 8 de Junho de 1877, festa do S. Coração. Nasceram assim os “Oblatos do Sagrado Coração de Jesus” e o Colégio São João. No ano seguinte Pe. Dehon emite a sua profissão religiosa na festa do S. Coração: era 28 de Junho de 1878. São as duas importantes datas do início e do nascimento oficial dos “Oblatos do Sagrado Coração”.
Pe. Dehon escolheu o título de “Oblatos” porque esse nome exprime claramente a espiritualidade de oblação reparadora e a disponibilidade apostólica, que caracteriza este Instituto.

Da entrevista do P. Umberto Chiarello Scj à TeleDehon em Março de 1996, publicada como opúsculo para os benfeitores na revista “Piccola Opera Sacro Cuore” de Vitorchiano, em Março de 1997.

Tradução: P. Manuel Chícharo, scj