Print Friendly, PDF & Email

8 Beatus dives qui inventus est sine macula et qui post aurum non abiit nec speravit in pecunia et thesauris 9 quis est hic et laudabimus eum fecit enim mirabilia in vita sua (Eccl. 31, 8-9).

8 Feliz o rico que permanece sem pecado, que não se liga à procura do ouro nem coloca a sua esperança na riqueza! 9 Quem é ele? Não o louvaremos, porque fez maravilhas na sua vida (Eccl. 31, 8-9).
 

Primeiro Prelúdio. – Santo António era de nobre família, abraçou a pobreza por um ardente amor por Nosso Senhor, e para o recompensar, Nosso Senhor amou-o, visitou-o e concedeu-lhe o dom dos milagres.

Segundo Prelúdio. – Grande santo, éreis pelo vosso ardente amor por Nosso Senhor um santo do Sagrado Coração, ajudai-nos a fazer reinar o Coração de Jesus nos nossos corações e na sociedade.

PRIMEIRO PONTO: Amou Nosso Senhor até desejar o martírio. – Santo António de Pádua foi um dos santos mais amorosos para com Nosso Senhor, por isso agradou a Nosso Senhor dar um grande brilho ao seu culto no momento mesmo em que se propaga a devoção ao Sagrado Coração.
António de Pádua, no mundo Fernando de Bulhão, era de uma família de santos. Era segundo sobrinho de Godefroy de Bouillon, o qual era filho de Sta. Ida, condessa de Bolonha. Nasceu em Lisboa, no palacete da sua família, perto da catedral. Aos cinco anos, já todo penetrado de santidade, faz voto de virgindade. Aos dez anos, é colocado na escola dos clérigos de Nossa Senhora do Pilar. É o modelo dos alunos. O demónio vem tentá-lo sob uma forma hedionda, o pequeno clérigo expulsa-o com um sinal da cruz traçado sobre o chão e que ficou marcado miraculosamente sobre o mármore.
Torna-se religioso agostinho no convento de Sta. Cruz, em Coimbra. O seu amor por Nosso Senhor crescia sempre. Inveja a sorte de piedosos religiosos franciscanos que vão levar a fé a Marrocos com perigo das suas vidas, e quando trazem os seus despojos a Coimbra, depois que foram martirizados, arde no desejo de morrer também pelo Salvador que morreu por nós. Faz-se franciscano para ir também para Marrocos. E nós, sentimos bastante o amor de Nosso Senhor nos nossos corações, para desejarmos fazer por ele alguns sacrifícios?

SEGUNDO PONTO: O apóstolo do Sagrado Coração. – A Providência não quis que chegasse a Marrocos, foi lançado sobre as costas da Sicília. Vai aquecer /650 ainda o seu coração junto do de S. Francisco de Assis. O seu talento revela-se, fazem-no professor, depois missionário. Ganha almas inumeráveis ao amor de Nosso Senhor. Foi, no séc. XIII, diz o P. Marie-Antoine, o doutor e o escritor do Coração de Jesus. Conduz sempre os seus auditores ao pensamento do amor, como objectivo final da vida cristã, e é no Coração do Salvador que mostra a fonte e o trono deste amor.
Diz: «Sim, a ferida do lado de Jesus é um sol que ilumina todo o homem. Pela abertura do Sagrado Coração foi aberta a porta do paraíso donde nos vem toda a luz. É lá que está o asilo assegurado da arca da paz e da salvação. O Salvador abriu o seu lado e o seu Coração à pomba, isto é, à alma religiosa, a fim de que pudesse encontrar um lugar de refúgio.
Sede como a pomba que estabelece o seu ninho no mais profundo da pedra. Se Jesus Cristo é a pedra, a cavidade da pedra é a chaga do lado de Jesus, que leva ao seu Coração.
Havia na antiga lei dois altares, o altar de bronze ou dos holocaustos, que estava fora do santuário, e o altar de ouro do santuário mesmo. O altar de bronze da lei nova é o corpo sangrento de Cristo imolado em presença do povo; o altar de ouro é o seu Coração ardente de amor, e lá está o incenso que sobe para o céu».
Os seus sucessos eram maravilhosos.
Se queremos ganhar almas para Nosso Senhor, é preciso primeiro excitar-nos ao seu amor. O fervor do nosso coração comunicar-se-á facilmente àqueles que estiverem em relação connosco.

TERCEIRO PONTO: Os belos milagres são uma recompensa do seu amor por Nosso Senhor. – Os seus prodígios são inumeráveis. Mas o seu carácter mesmo mostra como estava unido a Nosso Senhor por um terno amor. – Numa noite de Natal, como estava retido na enfermaria pelos deveres do seu cargo, em Coimbra, ouviu tocar a elevação. Bem desejava ele ver a Hóstia e adorar o seu Salvador nascente, pôs-se de joelhos, os muros abriram-se e assistiu à elevação.
Mais tarde, era em Puy, quando rezava à noite, o Menino Jesus desceu até ele, pôs-se nos seus braços e fez-lhe mil carícias. O seu hospedeiro que passava diante do seu quarto viu isso. É o milagre que se representa normalmente.
Estes prodígios mostram o terno amor recíproco de Jesus e de António.
Agora, Santo António é o provedor dos pobres. O seu Coração /651 identificou-se com o de Jesus. Tem piedade das multidões, como Jesus tinha piedade delas na Galileia. Distribui o pão por um milagre de providência. Diz às almas: «Dai-me pão para os pobres, e obterei para vós junto de Deus as graças de que tendes necessidade».
Tenhamos confiança neste grande amigo do Sagrado Coração. Peçamos-lhe para pacificar as dissensões sociais que reinam hoje. Rezemos-lhe para nos ajudar a fazer reinar o Coração de Jesus.

Resoluções. – Tenhamos uma grande devoção a Santo António referindo-a ao Sagrado Coração. Tem a missão de fazer amar o Sagrado Coração. Manifesta a sua bondade pelas almas e pelos pobres.
Ajudemo-nos da sua intervenção poderosa junto do Coração de Jesus.

Colóquio com Santo António.