Ano A
32.º DOMINGO DO TEMPO COMUM
Tema do 32.º Domingo do Tempo Comum
Os textos que a liturgia do trigésimo segundo Domingo do Tempo Comum nos convida a escutar contêm um veemente apelo à vigilância. Recordam-nos que a segunda vinda de Jesus está no horizonte final da história humana. De olhar fixo nesse horizonte, caminhamos pela vida atentos ao Senhor que vem, com o coração sempre preparado para O acolher.
Na primeira leitura um “sábio” de Israel apresenta-nos a “sabedoria”, dom gratuito e incondicional de Deus oferecido aos homens para os ajudar a encontrar os caminhos que conduzem à vida verdadeira. A iniciativa de Deus resulta do seu amor infinito, da sua eterna preocupação com o bem e a felicidade dos seus queridos filhos. Ao ser humano resta estar atento, vigilante e disponível para acolher, a cada instante, a vida e a salvação que Deus lhe oferece.
No Evangelho Jesus, poucas horas antes de morrer na cruz, pede aos seus discípulos que permaneçam atentos e vigilantes, comprometidos a cada instante com os valores do reino de Deus. Viver distraído, não definir corretamente as prioridades, correr atrás de valores efémeros, atuar de maneira irresponsável ou negligente, instalar-se no imobilismo, poderá significar passar ao lado de algo imperdível, construir a vida sobre a areia, falhar completamente o sentido da existência.
Na segunda leitura, o apóstolo Paulo garante aos cristãos de Tessalónica que Jesus virá de novo para concluir a história humana e para inaugurar a realidade do mundo definitivo. Os tessalonicenses podem estar tranquilos e viver confiantes: todo aquele que tiver aderido a Jesus e se tiver identificado com Ele irá ao seu encontro e permanecerá com Ele para sempre.
LEITURA I – Sabedoria 6,12-16
A Sabedoria é luminosa e o seu brilho é inalterável;
deixa-se ver facilmente àqueles que a amam
e faz-se encontrar aos que a procuram.
Antecipa-se e dá-se a conhecer aos que a desejam.
Quem a busca desde a aurora não se fatigará,
porque há de encontrá-la já sentada à sua porta.
Meditar sobre ela é prudência consumada,
e quem lhe consagra as vigílias depressa ficará sem cuidados.
Procura por toda a parte os que são dignos dela:
aparece-lhes nos caminhos, cheia de benevolência,
e vem ao seu encontro em todos os seus pensamentos.
CONTEXTO
O “Livro da Sabedoria” é o mais recente de todos os livros do Antigo Testamento. Pensa-se que terá sido redigido durante o séc. I, em língua grega (por ser escrito em grego, nunca chegou a integrar o cânone judaico). O seu autor terá sido um judeu culto, provavelmente nascido e educado na Diáspora.
Pensa-se que o livro da Sabedoria terá sido redigido na cidade de Alexandria (Egito). Por essa altura, a brilhante cultura helénica marcava o ritmo de vida e impunha aos habitantes da cidade os valores dominantes. As outras culturas – nomeadamente a judaica – eram desvalorizadas e hostilizadas. A colónia judaica que vivia em Alexandria tinha sido obrigada a lidar, sobretudo nos reinados de Ptolomeu Alexandre (106-88 a.C.) e de Ptolomeu Dionísio (80-52 a.C.), com duras perseguições. Os sábios helénicos procuravam demonstrar, por um lado, a superioridade da cultura grega e, por outro, a incongruência do judaísmo, dos seus valores e do seu modelo de vida… Os judeus eram encorajados a deixar a sua fé, a “modernizar-se” e a abrir-se aos brilhantes valores da cultura helénica.
Foi neste contexto que o sábio autor do Livro da Sabedoria se propôs escrever uma obra que defendesse os valores da fé e da cultura do seu Povo. O seu objetivo era duplo: dirigindo-se aos seus compatriotas judeus (mergulhados no paganismo, na idolatria, na imoralidade), exortava-os a redescobrirem a fé dos pais e os valores judaicos; dirigindo-se aos pagãos, convidava-os a constatar o absurdo da idolatria e a aderir a Javé, o verdadeiro e único Deus… Para uns e para outros, o autor pretendia deixar esta ideia fundamental: só Javé garante a verdadeira “sabedoria” e a verdadeira felicidade.
O texto da primeira leitura deste domingo integra a segunda parte do livro da Sabedoria (cf. Sb 6,1-9,18). O autor do livro elabora a sua reflexão como se fosse uma confissão autobiográfica do rei Salomão, o rei sábio por excelência (embora o seu nome nunca aí seja explicitamente referido). Dirigindo-se aos outros reis, Salomão faz o “elogio da sabedoria” e convida os seus irmãos na realeza a acolher a “sabedoria” (cf. Sb 6,11), que é um tesouro inestimável: ela é bela, inalterável, garante a incorruptibilidade, aproxima de Deus. Os reis que honram a sabedoria reinarão para sempre.
O que é essa “sabedoria” que o sábio exalta com palavras empolgantes? Na sua expressão mais original, é o conhecimento que ensina a viver bem e a ser feliz. Consta de um conjunto de princípios práticos, de normas de comportamento deduzidas da reflexão e da experiência, destinadas a orientar o homem sobre a forma de conduzir-se na vida do dia a dia. O objetivo dessas normas (da “sabedoria”) é proporcionar ao homem uma vida harmoniosa, equilibrada, ordenada, que conduz ao êxito. No entanto, a reflexão israelita não tardou em identificar a “sabedoria” com a Tora, a Lei dada por Deus ao Seu povo. Ser “sábio” será então – para a reflexão judaica da época em que o “Livro da Sabedoria” apareceu – viver de acordo com a Tora, cumprir integralmente os mandamentos da Lei. Na “sabedoria”/Tora, revelada por Javé, está o caminho seguro para ter êxito, para ultrapassar os obstáculos que a vida traz e para ser feliz.
MENSAGEM
No discurso dos sábios, a sabedoria era frequentemente personificada na figura de uma mulher muito bela, que valia a pena procurar e conhecer. É provavelmente, essa a imagem que está subjacente a esta narrativa.
A sabedoria, “luminosa” e “incorruptível” mantém para sempre a sua beleza impressionante. Facilmente atrai o olhar e prende o coração de todos aqueles que a descobrem (cf. Sb 6,12). Esses passam a amá-la e a procurá-la com afã. Sentem que não podem passar sem ela. A esses, ela não se esconde nem se esquiva. Não será necessário correr atrás dela, com fadiga, trilhando caminhos difíceis ou procurando-a em lugares recônditos e sombrios: ela está bem perto deles, encontra-se com eles quando eles menos esperam (“hão de encontrá-la sentada à sua porta” – Sb 12,13-14).
Aqueles que não podem esquecê-la e que não conseguem dormir porque estão sempre a pensar nela (cf. Sb 12,15), não devem inquietar-se nem sentir-se angustiados: ela irá à procura deles, aparecer-lhes-á nos caminhos que eles percorrem, estará com eles até na intimidade dos seus pensamentos (cf. Sb 12,16). Falar-lhes-á através da natureza, da beleza e da ordem do mundo, dos acontecimentos da vida e da história, dos factos corriqueiros da existência… Os que amam a sabedoria e a desejam, não serão defraudados. Ela oferecer-lhes-á a cada passo a possibilidade de se encontrarem com a vida e a felicidade por que anseiam.
Como não ver neste “movimento” da sabedoria, que desce ao encontro dos que a procuram, a ação da graça de Deus, que toma a iniciativa de vir ao nosso encontro e de nos oferecer o seu amor? Como não ver nesta sabedoria – que se faz encontrar por aqueles que a amam – o movimento do Filho de Deus, que aceitou descer até nós, despojar-se das suas prerrogativas divinas para “vestir” a nossa condição humana, partilhar as nossas dores e aflições, percorrer connosco os caminhos da história e da vida a fim de nos oferecer a salvação de Deus?
INTERPELAÇÕES
• A “sabedoria”, tal como a vê a catequese de Israel, é um dom de Deus. Vem de Deus e oferece-se aos homens para os ajudar a fazer escolhas acertadas, para os conduzir pelos caminhos que levam à verdadeira felicidade. Esta perspetiva contém um convite subtil aos homens e mulheres do séc. XXI no sentido de reverem algumas das ideias que têm sobre Deus e que afetam a sua compreensão de Deus. É muito comum na modernidade e na contemporaneidade encontrar correntes filosóficas que teorizam Deus como um rival ou um limitador da liberdade humana. Um filósofo recente (Friedrich Nietzsche) chegou até a declarar a “morte de Deus”, a fim de libertar o homem da moral judaico-cristã, que ele via como uma “moral de escravos”. A “visão” que a catequese de Israel propõe no seu discurso sobre a sabedoria, dom de Deus ao homem, vai no sentido oposto: o interesse de Deus não é escravizar-nos, controlar-nos e limitar-nos, mas sim ajudar-nos a perceber como dar sentido pleno à nossa vida. Deus não é e nunca será nosso adversário; mas é e será sempre um Pai que nos ama e que só pretende o nosso bem. Como “lemos” a relação que Deus tem connosco? Vemos Deus como alguém que nos condiciona e que nos impede de fazer o que pretendemos, ou como um Pai que nos ama infinitamente e que nos ajuda a fazer as escolhas que nos levam à vida verdadeira?
• Outra questão – embora ligada à anterior – é a da nossa resposta ao movimento descendente de Deus, que vem ao nosso encontro para nos mostrar os caminhos que conduzem à vida e à salvação. Há quem erga uma barreira de orgulho e de autossuficiência e se recuse a abrir o coração à graça que Deus lhe oferece; há quem aposte tudo em valores efémeros, julgue encontrar aí a maneira de dar sentido à sua existência e não tenha tempo para Deus; há quem se instale numa vida cómoda e vazia e não esteja disponível para acolher os desafios de Deus; há quem viva distraído, pouco vigilante, arrastando-se indolentemente pelos caminhos da vida e nem sequer se lembre de escutar Deus. Também há, naturalmente, aqueles que não querem passar ao lado da proposta irrecusável que Deus lhes faz e que se dispõem a caminhar atrás de Jesus em direção a uma vida ditosa e plenamente feliz. Em qual destas categorias nos colocamos?
SALMO RESPONSORIAL – Salmo 62 (63)
Refrão: A minha alma tem sede de Vós, meu Deus.
Senhor, sós o meu Deus: desde a aurora Vos procuro.
A minha alma tem sede de Vós.
Por Vós suspiro,
como terra árida, sequiosa, sem água.
Quero contemplar-Vos no santuário,
para ver o vosso poder e a vossa glória.
A vossa graça vale mais que a vida;
por isso, os meus lábios
hão de cantar-Vos louvores.
Assim Vos bendirei toda a minha vida
e em vosso louvor levantarei as mãos.
Serei saciado com saborosos manjares
e com vozes de júbilo Vos louvarei.
Quando no leito Vos recordo,
passo a noite a pensar em Vós.
Porque Vos tornastes o meu refúgio,
exulto à sombra das vossas asas.
LEITURA II – 1 Tessalonicenses 4,13-18
Não queremos, irmãos, deixar-vos na ignorância
a respeito dos defuntos,
para não vos contristardes como os outros,
que não têm esperança.
Se acreditamos que Jesus morreu e ressuscitou,
do mesmo modo, Deus levará com Jesus
os que em Jesus tiverem morrido.
Eis o que temos para vos dizer,
segundo a palavra do Senhor:
Nós, os vivos, os que ficarmos para a vinda do Senhor,
não precederemos os que tiverem morrido.
Ao sinal dado, à voz do Arcanjo e ao som da trombeta divina,
o próprio Senhor descerá do Céu,
e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro.
Em seguida, nós, os vivos, os que tivermos ficado,
seremos arrebatados juntamente com eles sobre as nuvens,
para irmos ao encontro do Senhor nos ares,
e assim estaremos sempre com o Senhor.
Consolai-vos uns aos outros com estas palavras.
CONTEXTO
Tessalónica, importante porto marítimo e cruzamento comercial (atravessado pela famosa Via Egnatia, que ligava Roma a Bizâncio e ao Oriente), era a capital da província romana da Macedónia. Centro cosmopolita, para onde convergiam comerciantes e marinheiros de toda a bacia mediterrânica, Tessalónica era uma encruzilhada religiosa na qual os cultos locais coexistiam lado a lado com todo o tipo de propostas religiosas.
A cidade foi evangelizada por Paulo durante a sua segunda viagem missionária, muito provavelmente no Inverno de 49-50. Paulo chegou a Tessalónica acompanhado de Silvano e Timóteo. Esteve na cidade pouco tempo (o livro dos Atos refere que Paulo pregou na sinagoga de Tessalónica durante “três sábados” – cf. At 17,2); mas esse curto espaço de tempo foi o suficiente para que, a partir da pregação de Paulo, se constituísse uma comunidade cristã numerosa e entusiasta, constituída maioritariamente por pagãos convertidos ao Evangelho. A colónia judaica da cidade, no entanto, reagiu com agressividade à pregação do apóstolo: os judeus acusaram Paulo de agir contra os decretos do imperador e levaram alguns cristãos diante dos magistrados da cidade (cf. At 17,5-9). Paulo teve de deixar Tessalónica à pressa, de noite, indo daí para Bereia e, depois, para Atenas (cf. At 17,10-15).
Afastado de Tessalónica, Paulo tinha consciência de que a formação doutrinal dos tessalonicenses tinha ficado incompleta. A jovem comunidade, fundada há pouco tempo e ainda insuficientemente catequizada, estava quase desarmada naquele contexto adverso de perseguição e de provação que lhe tinham criado (cf. 1Ts 3,1-10). Preocupado, Paulo enviou Timóteo a Tessalónica, a fim de saber notícias e encorajar os tessalonicenses na fé (cf. 1Ts 3,2-5). Depois de ter estado em Tessalónica, Timóteo reencontrou Paulo em Corinto e deu-lhe boas notícias sobre a forma como os tessalonicenses viviam o seu compromisso com Cristo. Confortado pelas informações dadas por Timóteo, Paulo decidiu escrever aos cristãos de Tessalónica, felicitando-os pela sua fidelidade e pela constância da sua fé. Aproveitou também para esclarecer algumas dúvidas doutrinais que inquietavam os tessalonicenses e para corrigir alguns aspetos menos exemplares da vida da comunidade. Estamos no ano 50 ou 51. A primeira Carta aos Tessalonicenses é o primeiro escrito do Novo Testamento.
Um dos problemas teológicos que inquietava os tessalonicenses era a questão da parusia (segunda vinda gloriosa de Jesus Cristo, no fim dos tempos, para julgar a humanidade e consumar a história). Paulo e as primeiras gerações cristãs acreditavam que esse dia surgiria num espaço de tempo muito curto e que assistiriam ao triunfo final de Jesus. A este propósito os tessalonicenses punham, no entanto, um problema muito prático: qual será a sorte dos cristãos que morrerem antes da segunda vinda de Cristo? Como poderão sair ao encontro de Cristo vitorioso e entrar com ele no Reino de Deus se já estão mortos? O texto que nos é proposto neste domingo como segunda leitura é parte desse esclarecimento sobre a parusia que Paulo incluiu na carta.
MENSAGEM
Questionado sobre aquilo que irá acontecer no final dos tempos, Paulo confirma aos tessalonicenses tudo o que já lhes tinha dito antes: Cristo virá outra vez, glorioso, para concluir a história humana; e todo aquele que tiver aderido a Cristo e se tiver identificado com Ele, esteja morto ou esteja vivo, assistirá ao triunfo de Cristo e encontrará n’Ele a salvação (cf. 1Ts 4,14). Se Cristo recebeu do Pai a vida que não acaba, aqueles que se identificam com Cristo estão destinados a uma vida semelhante; a morte não tem poder sobre eles… Isto deve encher de esperança o cristão, mantendo-o sereno e cheio de ânimo.
Como é que se concretizará tudo isso? Como é que aqueles que já tiverem morrido participarão do triunfo final de Cristo? Consciente que se trata de uma realidade misteriosa, que foge à lógica e à linguagem humanas, Paulo não entra em informações muito explícitas. De qualquer forma, para descrever a passagem do homem velho para a realidade do homem novo – que vive para sempre junto de Deus – Paulo vai recorrer ao género literário “apocalipse”, um género literário que utiliza preferentemente a imagem e o símbolo (afinal, a linguagem mais apropriada para “dizer” uma realidade que nos ultrapassa e que não conseguimos explicar com as “pobres” palavras que usamos habitualmente na nossa comunicação). O quadro que Paulo apresenta é o seguinte: quando chegar o momento designado por Deus (“à voz do arcanjo”, “ao som da trombeta de Deus” – elementos típico da escatologia judaica, associados ao dia do triunfo de Deus sobre as forças do mal), Cristo “descerá do céu” (1Ts 4,16a); nessa altura, os crentes que, entretanto, tiverem morrido, ressuscitarão (cf. 1Ts 4,16b); a eles juntar-se-ão logo os outros (“nós os vivos”) e, todos juntos, irão “ao encontro do Senhor nos ares” (1Ts 4,17a). Participarão todos do triunfo de Cristo e permanecerão com Ele para sempre (cf. 1Ts 4,17b).
Talvez a descrição de Paulo nos pareça ingénua ou pouco convincente… Devemos, no entanto, ter em conta que o objetivo do apóstolo não é apresentar-nos uma descrição factual da última vinda do Senhor. O que Paulo pretende, com esta narrativa, é tranquilizar os tessalonicenses, assegurando-lhes que não haverá qualquer diferença ou discriminação entre os que morreram antes da segunda vinda de Jesus e aqueles que permanecerem vivos até esse instante: uns e outros encontrar-se-ão com o Senhor Jesus, partilharão o seu triunfo e entrarão com ele na glória. É isso que interessa, é isso que deve dar-nos esperança e ânimo ao longo da nossa caminhada pela terra.
INTERPELAÇÕES
• “Se acreditamos que Jesus morreu e ressuscitou, do mesmo modo, Deus levará com Jesus os que em Jesus tiverem morrido” – é a convicção do apóstolo Paulo, uma convicção que o habita e que ele partilha com os seus queridos filhos de Tessalónica. Estamos destinados à vida eterna, ao lado de Jesus. A nossa vida não é, portanto, uma breve ilusão com curto prazo de validade ou um drama absurdo, sem sentido e sem finalidade; mas é uma caminhada tranquila, esperançosa, confiante – ainda que acompanhada pelo sofrimento, pela dor, pela fragilidade que é inerente à nossa condição humana – em direção a esse desabrochar pleno, a essa vida nova e total que nos espera junto de Deus. É com este “olhar” que nós encaramos o final da nossa caminhada na terra? Estamos convictos de que nos espera, no final da nossa existência terrena, uma “felicidade maior”, um encontro com algo ou com alguém que saciará a nossa fome e a nossa sede de vida em plenitude?
• Contudo, viver de olhos postos na eternidade não significa que vivamos alheados das realidades da vida de todos os dias. Jesus, ao despedir-se dos discípulos, deixou-lhes a missão de construir o Reino de Deus. Aqui e agora. Compete-nos portanto, enquanto caminhamos na terra, fazer tudo o que está ao nosso alcance para que nasça e floresça à nossa volta um mundo mais justo, mais fraterno, mais digno, mais humano. Podemos e devemos lutar pelo nascimento de um mundo novo – um mundo desenhado com as cores de Deus – mesmo sabendo que a vida definitiva não é aqui. Temos consciência disso? Começamos desde já a construir a vida futura, cumprindo o papel que Deus nos confiou na vida presente?
• A certeza de estar destinado à ressurreição influenciou decididamente a forma como Paulo via a vida. Deu-lhe forças para viver a sua fé e a missão que lhe foi confiada; levou-o a relativizar determinadas coisas e a dar mais peso a outras; ajudou-o a enfrentar a vida com esperança. Ter sempre diante dos olhos a vida futura transformou a nossa capacidade do apóstolo de encarar e viver a vida presente. Sentimos isso, também nós? Que influência tem a certeza da ressurreição na forma como encaramos a vida? Ajuda-nos a ter um olhar de esperança sobre o presente? A certeza da ressurreição condiciona a nossa forma de estar, de atuar, de ver o mundo, de ver os irmãos que caminham ao nosso lado nos caminhos do mundo e da história?
ALELUIA – Mateus 24,42a.44
Aleluia. Aleluia.
Vigiai e estai preparados,
porque, na hora em que não pensais,
virá o Filho do homem.
EVANGELHO – Mateus 25,1-13
Naquele tempo,
Disse Jesus aos seus discípulos a seguinte parábola:
«O reino dos Céus pode comparar-se a dez virgens,
que, tomando as suas lâmpadas, foram ao encontro do esposo.
Cinco eram insensatas e cinco eram prudentes.
As insensatas, ao tomarem as suas lâmpadas,
não levaram azeite consigo,
enquanto as prudentes,
com as lâmpadas, levaram azeite nas almotolias.
Como o esposo se demorava,
começaram todas a dormitar e adormeceram.
No meio da noite ouviu-se um brado:
‘Aí vem o esposo; ide ao seu encontro’.
Então, as virgens levantaram-se todas
e começaram a preparar as lâmpadas.
As insensatas disseram às prudentes:
‘Dai-nos do vosso azeite,
que as nossas lâmpadas estão a apagar-se’.
Mas as prudentes responderam:
‘Talvez não chegue para nós e para vós.
Ide antes comprá-lo aos vendedores’.
Mas, enquanto foram comprá-lo, chegou o esposo.
As que estavam preparadas
entraram com ele para o banquete nupcial;
e a porta fechou-se.
Mais tarde, chegaram também as outras virgens e disseram:
‘Senhor, senhor, abre-nos a porta’.
Mas ele respondeu:
‘Em verdade vos digo: Não vos conheço’.
Portanto, vigiai, porque não sabeis o dia nem a hora.
CONTEXTO
Jesus está em Jerusalém, acompanhado pelos seus discípulos. Passa uma boa parte do dia no átrio do templo a falar do reino de Deus a todos aqueles que o procuram. Os líderes religiosos judaicos confrontam-no a cada passo e procuram pretextos para o acusar e condenar (cf. Mt 22,15-22; 22,23-33; 22,34-40).
Dois dias antes da Páscoa, ao sair do templo, Jesus escuta os comentários dos discípulos sobre as magníficas obras de ampliação do templo (começadas pelo rei Herodes no ano 20 a.C., mas ainda não concluídas). Jesus avisou os discípulos de que tudo aquilo iria ser destruído, não ficaria “pedra sobre pedra” (cf. Mt 24,1-2). Depois, Jesus e os discípulos deixaram a cidade, subiram o Monte das Oliveiras e sentaram-se a contemplar Jerusalém. É neste cenário que o evangelista Mateus coloca o último discurso de Jesus (cf. Mt 24-25).
Para compor a sua versão desse discurso, Mateus reelaborou o chamado “discurso escatológico” de Marcos (cf. Mc 13) e ampliou-o com três parábolas e uma impressionante descrição do juízo final. Enquanto em Marcos, o “discurso escatológico” se refere, especialmente, aos sinais que precederão a destruição do Templo de Jerusalém, em Mateus o mesmo discurso aborda, sobretudo, o tema da segunda vinda de Jesus e a atitude com que os discípulos devem preparar essa vinda. Esta mudança de perspetiva tem a ver com a mensagem que Mateus quer passar à comunidade a que destina o seu Evangelho.
Estamos nos finais do séc. I (década de 80). Já tinha passado a “febre escatológica” e os cristãos já não esperavam a vinda iminente de Jesus. Passado o entusiasmo inicial, a vida de fé dos crentes tinha arrefecido e a comunidade tinha-se instalado na rotina, no comodismo, no facilitismo. Era preciso algo que abanasse os crentes e os despertasse de novo para o compromisso com o Evangelho. Neste cenário, Mateus lança mão do “discurso escatológico” de Jesus para interpelar a sua comunidade. Lembra que a segunda vinda do Senhor está no horizonte final da história humana; mas que enquanto esse acontecimento não se realiza, é necessário estar atento e vigilante, à espera do Senhor que vem.
Mateus encaixa a parábola das dez jovens que esperam a chegada do noivo (cf. Mt 25,1-13) – uma parábola que Jesus provavelmente pronunciou num contexto bastante diferente – no discurso escatológico. Para a compreendemos convém recordar certos elementos típicos dos casamentos judaicos… O casamento era combinado e marcado para uma determinada hora. A noiva esperava, na casa do seu pai, que o noivo a fosse buscar. Habitualmente o noivo chegava atrasado: antes devia reunir-se com os familiares da noiva e discutir com eles os presentes que ofereceria à família da sua amada. As negociações entre as duas partes costumavam ser demoradas e tinham uma importante função social. Os parentes da noiva deviam mostrar-se exigentes, sugerindo dessa forma que a família perdia algo de muito precioso ao entregar a jovem a outra família; por outro lado, o noivo e os seus familiares ficavam contentes com as exigências, pois dessa forma mostravam aos vizinhos e conhecidos o valor e a importância dessa mulher que entrava na sua família. Quando o noivo e a família da noiva alcançavam um entendimento, as testemunhas do acordo iam avisar a noiva de que as negociações estavam concluídas e o noivo ia chegar. A noiva preparava-se então para a chegada do noivo. Depois, rodeada pelas suas amigas, ela juntava-se ao noivo. O cortejo nupcial, alumiada por lamparinas acesas, dirigia-se para a casa onde se ia desenrolar o banquete nupcial.
É neste cenário de fundo que a parábola contada por Jesus nos coloca.
MENSAGEM
Na parábola contada por Jesus há uma noiva que está em sua casa, com as suas amigas, à espera que o noivo a venha buscar, ao pôr do sol, para a celebração do casamento (cf. Mt 25,1). No entanto, as conversações entre o noivo e a família da noiva prolongaram-se e o noivo está atrasado. Cai a noite e as jovens, cansadas de esperar, adormecem (cf. Mt 25,5). As lamparinas que trazem consigo estão acesas e vão consumindo o azeite que lhes puseram.
“À meia noite”, alguém avisa: “Aí vem o esposo; ide ao seu encontro” (Mt 25,6). As jovens despertam e preparam as lamparinas que trouxeram. Com as lamparinas acesas, acompanharão o noivo e a noiva à casa onde se vai desenrolar a festa (cf. Mt 25,7). Cinco delas (as “prudentes”) vinham preparadas para uma eventual demora do noivo e tinham trazido azeite em abundância (cf. Mt 25,4); com ele puderam reabastecer as suas lamparinas. As outras cinco (as “insensatas”) não tinham tomado essa precaução (cf. Mt 25,3). As suas lamparinas estavam a apagar-se. Tiveram, então, de ir à pressa comprar azeite. Não foi fácil, àquela hora, adquirir o artigo em falta. Quando finalmente o conseguiram, a comitiva nupcial já estava em casa do noivo. Foram lá ter, bateram à porta e pediram para entrar; mas não lhes abriram a porta (cf. Mt 25,10). Chegaram demasiado tarde. A sua insensatez fê-las perder a oportunidade de participar na festa.
A “parábola das dez virgens”, tal como saiu da boca de Jesus, era certamente uma “parábola do reino” (“o reino dos céus pode comparar-se…” – Mt 25,1: …”). O banquete de casamento era, para as gentes da Galileia, um acontecimento festivo imperdível: durante vários dias, celebrava-se o amor, cantava-se, bailava-se, aprofundavam-se os laços entre os convivas, comia-se bem, bebia-se vinho em abundância… Era a festa por excelência, a festa mais desejada, a expressão consumada da alegria e da felicidade. Para Jesus, uma festa de casamento constituía uma boa imagem para descrever o reino de Deus. Ter acesso ao reino de Deus era como entrar numa sala onde se desenrolava um banquete nupcial e onde os convivas podiam fazer uma experiência de felicidade sem sombras, de uma festa que enchia de contentamento os corações.
As dez jovens amigas da noiva, representam a totalidade do povo de Deus, que espera ansiosamente a chegada do Messias (o noivo, segundo a linguagem profética). Uma parte desse povo (as jovens previdentes) está preparada e, quando o Messias finalmente aparece, acolhe-O, acompanha-O e pode entrar com Ele na sala onde tem lugar o banquete do reino de Deus; outra parte (as jovens desleixadas) não está preparada para O acolher e não pode entrar na sala do banquete que Ele preparou para os seus convidados.
A mensagem proposta por Jesus através da parábola era evidente: o povo de Deus não podia, com a sua distração, com a sua imprevidência ou com a sua insensatez, perder a oportunidade que lhe era dada de aceder ao banquete do reino de Deus. Era necessário agarrar “com unhas e dentes” a oportunidade de fazer parte da comunidade do reino.
Algumas dezenas de anos depois, Mateus retomou a mesma parábola e retocou-a, adaptando-a às necessidades da sua comunidade. A parábola foi, então, convertida numa exortação a estar preparado para a vinda do Senhor, a qual pode acontecer no momento menos esperado (“a meio da noite”). A “festa de casamento” a que a parábola se refere é, neste novo contexto, a segunda vinda de Jesus. O noivo que está para chegar é Jesus. As dez jovens que esperam o noivo representam a Igreja que, sobrecarregada pelas dificuldades e pelas perseguições, anseia pela chegada da libertação definitiva. Uma parte da Igreja (as jovens previdentes) está preparada, vigilante, atenta e, quando o “noivo” chega, acolhe-O, parte atrás d’Ele de lâmpadas acesas e pode entrar com Ele no banquete da vida eterna. A outra parte (as jovens desleixadas) deixou-se embalar numa vida cómoda e pouco exigente, apostou nos valores do mundo, guiou a sua vida por eles e esqueceu os valores do reino de Deus; quando o Senhor vier, não estará preparada para entrar com Ele na festa da vida eterna.
O que é que significa, na perspetiva de Mateus, “estar preparado para acolher a vinda do Senhor”? Significa viver atento, vigilante, desperto, cumprindo a cada instante os compromissos assumidos no dia em que se assumiu um compromisso com Jesus; significa escutar e pôr em prática as palavras de Jesus, viver ao estilo de Jesus, segui-l’O no caminho do amor e da entrega; significa acolher os desafios de Deus, obedecer a Deus, viver de acordo com o projeto de Deus; significa ser no meio do mundo sinal vivo de Deus, dar testemunho de Jesus e construir o reino de Deus.
A mensagem que Mateus pretende deixar – à sua comunidade e às comunidades cristãs de todas as épocas e lugares – é bem clara: o atraso na segunda e definitiva vinda de Jesus não pode levar-nos ao adormecimento, à instalação, à acomodação, à perda do entusiasmo, ao facilitismo, ao imobilismo, à frivolidade, ao desleixo, a uma vivência morna e sem chama da própria fé. Os discípulos de Jesus têm de viver em permanente estado de conversão, têm de retomar a cada passo o seu caminho de regresso a Deus, têm de renovar todos os dias o compromisso que têm com Jesus e com o reino de Deus. Se isso não acontecer, arriscam-se a perder a festa definitiva que Deus prepara para os seus queridos filhos.
INTERPELAÇÕES
• Pode parecer que a mensagem deixada por Mateus é uma mensagem “datada”, que talvez soasse convincente no final do séc. I, mas que não se enquadra nas preocupações e no horizonte de vida dos homens e das mulheres do séc. XXI… No entanto, a mensagem de Mateus é intemporal, uma vez que se dirige a comportamentos e atitudes que são comuns aos homens e mulheres de todas as épocas. Também nós – como os crentes do séc. I – percorremos um caminho de altos e baixos, em que os momentos de entusiasmo e de compromisso alternam com os momentos de adormecimento, de acomodação, de pouco empenho. A erosão provocada pelo tempo, as dificuldades da caminhada, os apelos do mundo, a monotonia, a nossa fragilidade levam-nos, frequentemente, a esquecer os valores do reino de Deus e a correr atrás de valores efémeros, que parecem garantir-nos a felicidade mas que só nos arrastam para caminhos de escravidão e de frustração. Adormecidos nesse vaivém, corremos o risco de perder tempo e oportunidades, de passar ao lado de coisas decisivas, de falhar a vida. O Evangelho deste domingo lembra-nos que a segunda vinda do Senhor deve estar sempre no horizonte final da nossa existência e que não podemos alienar os valores do Evangelho, pois só eles nos mantêm identificados e alinhados com esse Senhor Jesus que há de voltar para nos oferecer a vida plena e definitiva. Ao longo do caminho que vamos percorrendo todos os dias mantemo-nos atentos e vigilantes, fiéis aos ensinamentos de Jesus e comprometidos com esse reino de Deus que Ele nos mandou construir?
• O que é que significa exatamente “estar preparado para a vinda do Senhor”? Significará simplesmente viver de consciência tranquila, sem sentir o peso de faltas graves? “Estar preparado” significa, sobretudo, viver aqui e agora a adesão a Jesus de maneira responsável, lúcida e comprometida; “estar preparado” significa seguir Jesus a cada passo no caminho do amor, da partilha, do perdão, do serviço, da doação da própria vida; “estar preparado” significa viver numa escuta permanente de Deus e acolher de braços abertos o projeto que Deus tem para nós; “estar preparado” significa fazer o que está ao nosso alcance, todos os dias, para construir um mundo mais justo, mais humano e mais feliz; “estar preparado” significa viver a cada instante de olhos postos no mundo que há de vir, não perder de vista os valores eternos… Estamos preparados para o encontro com o Senhor que vem, ou andamos a malbaratar a vida correndo atrás de propostas ilusórias de felicidade?
• A reflexão que nos é proposta por Mateus refere-se primordialmente ao nosso encontro final com Jesus. Contudo, sabemos que Jesus vem ao nosso encontro muitas vezes e de muitas formas. Compete-nos perceber os sinais da sua presença, escutar a sua voz, reconhecer o seu rosto, acolher os seus apelos, abraçar os seus desafios… Ele vem certamente ao nosso encontro na Palavra de Deus que escutamos nas nossas celebrações eucarísticas; mas Ele também vem ao nosso encontro na indignação das vítimas das injustiça, no olhar dolorido de uma criança com fome, no pedido de auxílio de um imigrante sem papéis, na tristeza de um velho sem família e sem amor, no sofrimento de um doente terminal, no grito silencioso de um pobre abandonado na berma da estrada, nas lágrimas de uma mulher vítima de violência, na revolta do “condenado” que exige ser respeitado na sua dignidade… Conseguimos reconhecê-l’O? Somos capazes de escutar os seus apelos? Dispomo-nos a acolhê-l’O?
• A parábola não revela por que razão as jovens “insensatas” se esqueceram de levar azeite de reserva para as suas lamparinas… Talvez não tenham equacionado bem a questão das prioridades e tenham virado a sua atenção para coisas secundárias, negligenciando o essencial. Acabaram por deixar para trás algo que veio a revelar-se decisivo quanto à presença naquela festa imperdível. A questão das prioridades poderá ser, também para nós, uma questão que decide o êxito ou o fracasso da nossa existência. É fácil ir “na onda”, preocupar-se com o imediato, o visível, o efémero (o dinheiro, o poder, os aplausos, a imagem, os “cinco minutos” de fama, o prazer instantâneo, a gratificação rápida…) e negligenciar os valores duradouros. Mateus, com algum dramatismo, avisa-nos que só os valores do Evangelho nos asseguram a participação no banquete do Reino. O objetivo de Mateus não é dizer-nos que, se não nos portarmos bem, Deus nos castiga com o inferno; mas é alertar-nos para a seriedade com que devemos avaliar as nossas opções, de forma a não perdermos oportunidades para nos realizarmos e para chegarmos à felicidade plena e definitiva. Como está a nossa lista de prioridades? Que lugar ocupam nela os valores essenciais, os valores eternos?
ALGUMAS SUGESTÕES PRÁTICAS PARA O 32.º DOMINGO DO TEMPO COMUM
(adaptadas, em parte, de “Signes d’aujourd’hui”)
1. A LITURGIA MEDITADA AO LONGO DA SEMANA.
Ao longo dos dias da semana anterior ao 32.º Domingo do Tempo Comum, procurar meditar a Palavra de Deus deste domingo. Meditá-la pessoalmente, uma leitura em cada dia, por exemplo… Escolher um dia da semana para a meditação comunitária da Palavra: num grupo da paróquia, num grupo de padres, num grupo de movimentos eclesiais, numa comunidade religiosa…
2. DURANTE A CELEBRAÇÃO.
É através do canto da anamnese, em particular, que a nossa espera do Senhor é cantada e proclamada. Hoje, este cântico deveria ser particularmente cuidado. Além disso, podemos realçar a dimensão da espera preparando uma faixa com as palavras: “Esperamos a vossa vinda na glória”.
3. PALAVRA DE VIDA.
Acontece-nos sermos apanhados pelo sono, quando a noite se prolonga ou quando a fadiga se faz sentir. Quem pode recriminar-nos por isso? Assim, ninguém critica as jovens convidadas para o banquete por terem adormecido: o esposo tardava em chegar. Ao contrário, o que distingue estas jovens é que algumas eram insensatas, descuidadas, imprevidentes, e as outras, sensatas, previdentes, prudentes. Com efeito, é antes de adormecer que é preciso vigiar, prever, de maneira a estarmos prontos para o encontro, e não sermos apanhados desprevenidos, sem nada preparado, e sobretudo sem o essencial. Arriscamos faltar ao encontro…
4. UM PONTO DE ATENÇÃO.
Celebrar à volta do mesmo cântico…
De vez em quando, é conveniente unificar a celebração à volta de um mesmo cântico. Os textos de hoje sublinham uma atitude de disponibilidade para com Deus, o desejo de encontrar Deus, a espera da sua vinda. Na primeira leitura, a Sabedoria é o próprio Deus que é preciso procurar desde a aurora, e quem vem à nossa frente. O salmo exprime o mesmo desejo em forma de oração. O Evangelho convida a guardar a lâmpada sempre acesa, etc. Podemos escolher um cântico relacionado com este tema, mesmo se não segue à letra a expressão do tema. Pode-se começar o cântico antes da primeira leitura, retomar outras estrofes depois do Evangelho, e outras ainda no momento de ação de graças.
5. PARA A SEMANA QUE SE SEGUE…
Visitar alguém, encontrar-se…
Comprometer-se a visitar uma pessoa que tenha necessidade de “reconforto” (chegada de novo, doente, só)… Aqueles que quiserem poderão encontrar-se para uma simples partilha sobre as suas dificuldades atuais…
UNIDOS PELA PALAVRA DE DEUS
PROPOSTA PARA ESCUTAR, PARTILHAR, VIVER E ANUNCIAR A PALAVRA
Grupo Dinamizador:
José Ornelas, Joaquim Garrido, Manuel Barbosa, Ricardo Freire, António Monteiro
Província Portuguesa dos Sacerdotes do Coração de Jesus (Dehonianos)
Rua Cidade de Tete, 10 – 1800-129 LISBOA – Portugal
www.dehonianos.org