22 de Julho, 2024

S. Maria Madalena

S. Maria Madalena


22 de Julho, 2024

Maria, presumivelmente nascida em Magdala, pequena povoação nas margens do lago de Tiberíade, é uma das mulheres que seguiram e serviram o Senhor durante a sua vida pública (cf. Mt 20, 55s.). Diz-se que, libertada por Jesus da opressão dos demónios, O seguiu fielmente até aos pés da cruz. Quando, no primeiro dia da semana, foi ao túmulo de Jesus, e o encontrou vazio, permaneceu junto dele a chorar e a perguntar pelo seu Mestre. Encontrou-O quando O ouviu chamar pelo seu nome: "Maria!". E tornou-se a primeira testemunha da Ressurreição, levando a Boa Notícia aos próprios Apóstolos.

Lectio

Primeira leitura: Cântico dos Cânticos 3, 1-4ª

Eis o que diz a esposa: No meu leito, toda a noite, procurei aquele que o meu coração ama; procurei-o e não o encontrei. 2Vou levantar-me e dar voltas pela cidade: pelas praças e pelas ruas, procurarei aquele que o meu coração ama.Procurei-o e não o encontrei.3Encontraram-me os guardas que fazem ronda pela cidade: «Vistes aquele que o meu coração ama?» 4Mal me apartei deles, logo encontrei aquele que o meu coração ama.

O livro do Cântico dos Cânticos, não só consagra o amor entre o homem e a mulher, mas é, sobretudo, a expressão simbólica do amor de Deus pelo seu povo. Também aquele e aquela que têm sede de Deus experimentam longas noites de silêncio, de incompreensível ausência, que lhes purificam os desejos, por vezes bastante redutivos. E, então, reacende-se o desejo de Deus, mais ardente, mais desinteressado, mais vital. É preciso perseverar na ânsia de encontrar a Deus, pedir ajuda e conselho a quem possa ajudar a encontrá-lo, sabendo que Ele é maior do que os nossos desejos e do que aqueles que nos ajudam a procurá-lo. Se não desistirmos de O procurar, Ele aparecerá quando e onde menos O esperarmos.

Evangelho: João 20, 1.11-18

No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao túmulo logo de manhã, ainda escuro, e viu retirada a pedra que o tapava. 11E ficou junto ao túmulo, da parte de fora, a chorar. Sem parar de chorar, debruçou-se para dentro do túmulo, 12e contemplou dois anjos vestidos de branco, sentados onde tinha estado o corpo de Jesus, um à cabeceira e o outro aos pés. 13Perguntaram-lhe: «Mulher, porque choras?» E ela respondeu: «Porque levaram o meu Senhor e não sei onde o puseram.» 14Dito isto, voltou-se para trás e viu Jesus, de pé, mas não se dava conta que era Ele. 15E Jesus disse-lhe: «Mulher, porque choras? Quem procuras?» Ela, pensando que era o encarregado do horto, disse-lhe: «Senhor, se foste tu que o tiraste, diz-me onde o puseste, que eu vou buscá-lo.» 16Disse-lhe Jesus: «Maria!» Ela, aproximando-se, exclamou em hebraico: «Rabbuni!» - que quer dizer: «Mestre!» 17Jesus disse-lhe: «Não me detenhas, pois ainda não subi para o Pai; mas vai ter com os meus irmãos e diz-lhes: 'Subo para o meu Pai, que é vosso Pai, para o meu Deus, que é vosso Deus.'» 18Maria Madalena foi e anunciou aos discípulos: «Vi o Senhor!» E contou o que Ele lhe tinha dito.

Maria de Magdala, com o seu ardente amor por Jesus, permanece fiel mesmo depois da tragédia do Calvário. Procura-o obstinadamente, e nem o sepulcro vazio a fazem desanimar. Esta mulher é símbolo da Igreja/Esposa, e de toda a alma que procura a Cristo, sabendo que não tem para Lhe oferecer senão lágrimas de amor. O Senhor Ressuscitado e Glorioso deixa-se encontrar por quem assim O procura. Mas só O reconheceremos quando Ele nos chamar pelo nome e nos der a perceber que nos conhece mais a fundo do que pensamos. O encontro encher-nos-á de alegria e far-nos-á viver uma vida nova transfigurada pelo Senhor.

Meditatio

Maria Madalena é, para nós, modelo de amor ardente, fiel, reverente, um amor que não sabe e não quer estar longe d´Aquele que ama e que O procura mesmo depois da morte.

Há diversos tipos de investigação, de procura. A investigação científica, a investigação literária, a procura do sucesso. E todas dão algum sentido à vida. Mas a investigação mais adequada ao homem, mais digna dele é a procura de Deus por amor. Tal procura faz o homem sair de si mesmo em direção ao outro, ao amado, a Cristo, Deus feito homem. "Procurei-o e não o encontrei", diz a esposa dos Cantares. E teve que sair de casa e da cidade para o encontrar. Maria Madalena poderia dizer o mesmo, pois nem sequer encontrou o corpo do seu Senhor. Mas não desistiu de O encontrar, como, tantas vezes, fazemos nós, nos momentos de desolação. Ficou junto ao túmulo, a chorar, a fazer perguntas... E encontrou-O! Encontrou-O quando, Ele mesmo, se deu a conhecer, chamando-a pelo nome: "Maria!". Então, abriram-se-lhe os olhos da mente e do coração: "Rabuni!", exclamou. Os nossos esforços são precisos. Mas não são suficientes para encontrar Jesus. A fé é um dom, uma graça. Há que procurar persistentemente, tenazmente, na oração. Mais tarde ou mais cedo o Senhor revela-nos a sua grandeza e poderemos gritar: "Vi o Senhor!" e dar testemunho do Ressuscitado, como Madalena, os Apóstolos e tantos irmãos ao longo da história, e ainda nos nossos dias. Quem conheceu a longa noite da espera e do desejo tornou-se, muitas vezes, testemunha ardorosa e eficaz da Ressurreição do Senhor.

Oratio

Santa Maria Madalena, derramando lágrimas, e procurando Jesus, acabaste por encontrá-lo. Bebeste na fonte da misericórdia, e foste saciada. Tornaste-te a primeira testemunha da Ressurreição, e a evangelizadora dos próprios Apóstolos. Hoje, dirijo-me a ti, confiando na tua poderosa intercessão junto do Senhor Jesus. Também eu sou pecador. Também eu procuro o meu Senhor, no meio de muitas trevas. Alcança-me a graça da compunção, a graça da humildade, e o desejo da pátria celeste. Que lave os meus pecados nas lágrimas do arrependimento e seja saciado do amor e da misericórdia que brotam do Lado aberto e do Coração trespassado do meu Senhor. Ámen.

Contemplatio

Jesus pede o amor puro, o amor desinteressado. Quer que aceitemos a aridez, se ela se apresenta, e que mesmo procurando-o, saibamos prescindir da doçura da sua presença. Procuremos Jesus com um amor desvelado, como Madalena, com um amor verdadeiramente dedicado, com o desejo de lhe oferecer o perfume do nosso afeto e da nossa compaixão. Não podemos estar sempre junto de Jesus na oração, saibamos também servi-lo na pessoa dos seus irmãos. Jesus diz a Madalena: «Vai ter com os meus irmãos para lhes participares a minha ressurreição». Vamos ter com os seus irmãos para lhes sermos piedosamente úteis, edificando-os, falando-lhes d'Ele, realizando junto deles algum ato de apostolado. Procuremos Jesus fielmente e de todo nunca o abandonemos, nem por temor, nem por desânimo, nem por causa da nossa vida passada, nem por causa das tentações e das perseguições. Com que ardor Madalena procura o seu bem amado! Ela é a primeira junto do sepulcro no dia de Páscoa. Lá está antes do nascer do dia. Corre a informar-se junto de S. Pedro e de S. João. Volta, mantém-se lá à espera, chora. Dirige-se àquele que ela julga ser o jardineiro, e é Jesus mesmo que a recompensa com o seu afeto tão terno. Mas diz-lhe o «Não me toques!», para lhe recordar que o nosso amor deve ser absolutamente puro, sobrenatural e desinteressado. (Leão Dehon, OSP 4, p. 82s.).

Actio

Repete muitas vezes e vive hoje a palavra:

"Se alguém está em Cristo, é uma nova criatura" (2 Cor 5, 17)

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S. Maria Madalena (22 Julho)

XVI Semana - Segunda-feira - Tempo Comum - Anos Pares

XVI Semana - Segunda-feira - Tempo Comum - Anos Pares


22 de Julho, 2024

Tempo Comum - Anos Pares
XVI Semana - Segunda-feira

Lectio

Primeira leitura: Miqueias 6, 1-4. 6-8

1Ouvi o que diz o Senhor: «Levanta-te! Advoga a tua causa diante das montanhas, e ouçam as colinas a tua voz! 2Ouvi, ó montanhas, o processo do Senhor, prestai atenção, fundamentos da terra! Porque o Senhor entrou em litígio com o seu povo, e vai litigar com Israel: 3'Povo meu, que te fiz, ou em que te contristei? Responde-me. 4Tirei-te da terra do Egipto, livrei-te da casa da escravidão e enviei, diante de ti, Moisés, Aarão e Míriam. 6Com que me apresentarei ao Senhor, e me prostrarei diante do Deus excelso? Irei à sua presença com holocaustos, com novilhos de um ano? 7Porventura o Senhor receberá com agrado milhares de carneiros ou miríades de torrentes de azeite? Hei-de sacrificar-lhe o meu primogénito pelo meu crime, o fruto das minhas entranhas pelo meu próprio pecado? 8Já te foi revelado, ó homem, o que é bom, o que o Senhor requer de ti: nada mais do que praticares a justiça, amares a lealdade e andares humildemente diante do teu Deus.

Este oráculo de Miqueias é um significativo exemplo do género literário chamado requisitório judicial, muito usado quando se pretendia fazer justiça. Invocavam-se as divindades como principais testemunhas e também a própria natureza. Javé, «em litígio com o seu povo» (v. 2), não pode arrolar como testemunhas outros deuses, mas arrola toda a criação.
A acusação de Javé contra Israel tem o tom de uma lamentação cheia de ternura. Israel é o povo de Deus, escolhido e constituído como tal (cf. Dt 32, 6), guiado para a liberdade, ligado a Deus por uma aliança eterna. E tudo apenas porque Deus o ama (cf. Dt 7, 7s.). Mas Israel tornou-se um povo infiel. E é disso que Deus o acusa, recordando-lhe as origens e tudo o que fez por ele. Deus espera que o seu povo tome consciência da própria identidade e a manifeste com uma vida coerente.
Israel reconhece o seu pecado e dispõe-se a fazer tudo o que estiver ao seu alcance para aplacar a indignação divina: numerosos sacrifícios cruentos de animais valiosos, abundantes sacrifícios incruentos e, até, a imolação de primogénitos, usada entre os cananeus, mas que a Lei lhes proibia.
O profeta intervém para reafirmar a vontade de Deus, tantas vezes manifestada pelos profetas. Miqueias sintetiza em três pontos as exigências da vontade divina: justiça social, amor (cf. Ex 20, 12-17; Dt 5, 16-21), submissão obediente e dócil a Deus, vivendo permanentemente na sua "companhia". O orgulho e a arrogância afastam de Deus e separam do próximo. O amor e a humildade restauram a comunhão com Deus e com os irmãos.

Evangelho: Mateus 12, 38-42

Naquele tempo, 38 intervieram, então, alguns doutores da Lei e fariseus, que lhe disseram: «Mestre, queremos ver um sinal feito por ti.» 39Ele respondeu-lhes: «Geração má e adúltera! Reclama um sinal, mas não lhe será dado outro sinal, a não ser o do profeta Jonas. 40Assim como Jonas esteve no ventre do monstro marinho, três dias e três noites, assim o Filho do Homem estará no seio da terra, três dias e três noites. 41No dia do juízo, os habitantes de Nínive hão-de levantar-se contra esta geração para a condenar, porque fizeram penitência quando ouviram a pregação de Jonas. Ora, aqui está quem é maior do que Jonas! 42No dia do juízo, a rainha do Sul há-de levantar-se contra esta geração para a condenar, porque veio dos confins da terra para ouvir a sabedoria de Salomão. Ora, aqui está alguém que é maior do que Salomão!»

A atitude dos doutores da lei e dos fariseus representa aquilo a que se poderia chamar "racionalismo religioso". É a atitude daqueles que, para crerem, exigem acontecimentos sensacionais extraordinários. Jesus indigna-se com essa posição. Ele e a sua palavra são "o sinal" a acolher por aqueles que querem conhecer os mistérios do reino de Deus (cf. Mt 11, 25-27). Por isso, em Marcos, recusa outros sinais (cf. 8, 11). Em Mateus faz o mesmo, ao lembrar o sinal Jonas. Os ninivitas pagãos souberam reconhecer em Jonas um sinal de Deus e converteram-se. Os doutores da lei e os fariseus nem o sinal da morte e da ressurreição do Filho do homem haviam de reconhecer. É que um sinal de Deus só se compreende a partir da fé! E a fé não resulta de uma evidência, de um cálculo lógico, mas da disponibilidade para acolher o dom de Deus, que é o próprio Jesus. Os doutores da lei e os fariseus não tinham essa disponibilidade. Como poderiam compreender o sinal de Jesus morto e ressuscitado? A rainha do Sul fez uma longa viagem para ouvir Salomão (1 Rs 10). Mas eles recusavam-se a escutar Jesus, que é muito mais do que Salomão, porque é a sabedoria e a Palavra de Deus em pessoa, o sinal definitivo de Deus para o mundo.

Meditatio

Na primeira leitura, Deus move um processo contra Israel. Arrola como testemunha a Natureza, que assistiu espantada às maravilhosas intervenções com que tirou o seu povo do Egipto e o conduziu à terra da liberdade. Começa por um requisitório com as perguntas que a Igreja agora utiliza na liturgia de sexta-feira santa: «Povo meu, que te fiz, ou em que te contristei? Responde-me. Tirei-te da terra do Egipto, livrei-te da casa da escravidão e enviei, diante de ti, Moisés, Aarão e Míriam» (vv. 3-4). O povo mostra-se surdo às lamentações amorosas de Deus, e permanece na ingratidão. Mas, de repente, mostra-se disposto à conversão e até a uma exagerada generosidade: «Com que me apresentarei ao Senhor, e me prostrarei diante do Deus excelso? Irei à sua presença com holocaustos, com novilhos de um ano? Porventura o Senhor receberá com agrado milhares de carneiros ou miríades de torrentes de azeite? Hei-de sacrificar-lhe o meu primogénito pelo meu crime, o fruto das minhas entranhas pelo meu próprio pecado?» (vv. 6-7). Contudo, Deus não quer do homem ofertas mirabolantes. Apenas quer as que já lhe foram indicadas: «nada mais do que praticares a justiça, amares a lealdade e andares humildemente diante do teu Deus» (v. 8). O "extraordinário", que Deus pretende de nós, é que caminhemos com Ele na simplicidade, abrindo-nos aos seus dons e às suas inspirações.
Quantas vezes, também nós, como os doutores da lei e os escribas, exigimos de Deus sinais extraordinários, como se Ele estivesse pronto a satisfazer mecanicamente os nossos caprichos. Mas, o que Deus quer é estabelecer connosco uma relação pessoal na liberdade e na responsabilidade. Quer ajudar-nos a crescer e deseja-nos adultos no espírito. Não pretende que queimemos etapas, mas que nos preocupemos em amadurecer na fé e na relação com Ele. Há, pois, que resistir à tentação de querer «ver» e tocar» para crer. Quanta gente anda, ainda hoje, atrás de magias e superstições, na tentativa de «ver» e tocar» o invisível e intocável, gast
ando tempo e dinheiro!
Interroguemo-nos sobre a nossa fé. A atitude que temos perante os irmãos, e na vivência do culto, revela o que vai no nosso coração. Deus, em Jesus, fez-se nosso companheiro de viagem. Abramos com simplicidade e humildade os olhos da fé para O reconhecermos!
As nossas Constituições apontam a relação pessoal com Cristo como o centro da nossa experiência de fé (Cst 9). Essa relação permite-nos, como ao Pe. Dehon, estar atentos e perceber os sinais da presença do Senhor no meio de nós (Cst 28), bem como aos «sinais dos tempos», para vivermos a nossa vocação respondendo adequadamente às necessidades da Igreja e do mundo.

Oratio

Quão ridículo sou, Senhor, quando pretendo novas provas da tua amorosa presença na minha vida, e na vida do mundo, e acabo por não aceitar aquelas que, tão generosamente, me ofereces. Perdoa a minha pretensiosa arrogância, nunca satisfeita com os teus dons. Perdoa as minhas tentativas de Te olhar de cima para baixo, como se eu fosse grande e Tu, pequeno. Sei que nunca Te espantas nem cansas comigo. Tomaste mesmo a iniciativa de Te fazer pequeno, para me ensinares que é percorrendo o caminho da humildade, da confiança e do amor, que me tornarei verdadeiramente humano, e reconhecerei filho do Pai, capaz de ver os sinais da sua amorosa presença no mundo. Por isso, ó Senhor, Te quero louvar e bendizer, hoje e sempre. Amen.

Contemplatio

O pecado é um ultraje feito ao nosso Deus, ao nosso Criador, ao nosso Salvador, que não merece senão adoração e amor. É o non serviam (não servirei) de Satanás que nós repetimos todos os dias. É a revolta de um súbdito contra o rei dos reis ao qual tudo deve. É o ultraje de um amigo ao seu amigo, de um filho ao seu pai, e de que amigos se trata aqui? De que filhos? De que pai? É um desprezo de Deus, da sua lei, das suas proibições, das suas justiças e da sua bondade.
Desprezamos o nosso Deus, que tanto nos amou, para escutarmos Satanás. Renovamos os desprezos com que os judeus oprimiram Nosso Senhor em Jerusalém, os seus desdenhos, os seus levantar de ombros. Gritamos como eles: não queremos Jesus, mas Barrabás!
O pecado é a mais negra ingratidão. Escutamos o nosso Deus, o qual nos diz pelos profetas Isaías e Miqueias: «Meu povo, que te fiz eu? Em que te contristei para que me trates assim? - Eduquei os meus filhos com bondade, cresceram sob a minha mão, e depois desprezaram-me. - Plantei-te com cuidado, ó minha vinha bem-amada, tu eras uma planta de eleição e eis que te transformaste numa cepa selvagem». (Leão Dehon, OSP 3, p. 113s.).

Actio

Repete frequentemente e vive hoje a palavra
«Aqui está alguém que é maior do que Salomão!» (Mt 12, 42).

| Fernando Fonseca, scj |

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