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O Ir. Vitorino, como era conhecido na Província, nasceu a 6 de Setembro de 1947, em Machico, Madeira. Em Outubro de 1958, entrou para o Colégio Missionário, no Funchal. Em 1961, tornou-se aspirante a irmão, seguindo para a Casa de Santa Maria, Loures. Um ano depois já estava no Seminário Pe. Dehon (à Boavista) para prestar alguns serviços à comunidade. Com muito esforço também fez alguns estudos e aprendeu música. Entrou no noviciado em 1964, vindo a professar a 29 de Setembro de 1965. Já religioso, e concluído o segundo ano de noviciado, regressou à Boavista para trabalhar na secretaria dos benfeitores e ensinar música. Em 1967 foi destinado a trabalhar na secretaria do Instituto Missionário, em Coimbra. Aí, conforme rezam as Crónicas, frequentou “o Conservatório de Música e a Escola Industrial, à noite”. Em 1968 foi nomeado “ajudante de Ecónomo”. Em Setembro de 1969, está de novo na Boavista, como secretário. Feita a profissão Perpétua, em Setembro de 1971, foi destinado ao Colégio Infante, onde permaneceu até Agosto de 1980. Aí foi professor de música e de trabalhos manuais, bem como animador de festas e convívios, o que lhe granjeou muita estima entre os alunos. De 12 de Agosto de 1980 até igual data de 1986, encontramo-lo no Seminário Nossa Senhora de Fátima, em Alfragide, como ecónomo da comunidade. A ele se devem importantes obras de arranjo da quinta, do campo de futebol e da construção dos muros de suporte das terras e as vedações. A ele se deve também o arranjo da parte da casa destinado a receber grupos, obra onde pôs grande empenho, imaginação e entusiasmo.

De 1986, até à sua morte, viveu e serviu na Casa Provincial, tornando-se muito apreciado pelos confrades da Província e das Missões pela sua disponibilidade e serviços prestados, bem como pelos frequentes hóspedes da casa.
Faleceu a 12 de Agosto de 1991, em Lysiny, perto de Czestochowa, na Polónia, quando acompanhava e assistia uma peregrinação de jovens leigos dehonianos e candidatos à Congregação.
A vida do Ir. Vitorino foi uma vida simples, fraterna e coerente. Uma vida de serviço humilde e amoroso. Uma vida de verdadeiro irmão dehoniano!

Pensamento do Padre Dehon

“S. João Berchmans deve ser honrado no noviciado e nas escolas apostólicas. Os Irmãos também devem tomá-lo por modelo nos seus trabalhos e ofícios. Lembrem-se como ele cumpria pontual e alegremente, com amor e zelo, as acções mais ordinárias e se sentia feliz, considerando-se mesmo indigno de prestar serviços durante toda a vida aos padres da Companhia. Felizes todos os religiosos que, como ele, podem morrer de coração alegre e confiante… Felizes aqueles que, como este santo, encontraram durante a vida, na oração a Maria, na cruz do seu Salvador, no cumprimento das santas Regras e dos seus deveres, a sua alegria, as suas delícias, a sua segurança, o seu tudo!…”
“Tenho compaixão do povo” (Mc 8, 2); “Vinde a Mim, vós que sofreis” (Mt 11, 28). Estas palavras do santo Evangelho revelam-nos o Coração de Jesus; toda a sua doutrina e as suas obras manifestam a sua ternura e a sua compaixão pelos pobres, por aqueles que trabalham e sofrem. Toda a história do Cristianismo é manifestação deste espírito do Salvador. As obras de misericórdia caracterizam a verdadeira vida cristã” .

[ Fernando Fonseca, scj ]