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[Os Cânticos apresentados como sugestão são do Novo Cantemos Todos (NCT)

Editorial Missões, Cucujães, Portugal]

Ritos Iniciais

Cântico: No alto do Calvário (NCT, 90)

Refrão:
No alto do Calvário a Cruz proclama
A nova lei do amor e da justiça:
O Lado do Senhor está aberto
Como fonte perene de água viva

Vamos todos guiados pela esperança
Confiados no braço de Deus forte
Entre as luzes e sombras do caminho
Que nos conduz à Terra Prometida
Que nos conduz à Terra Prometida

Presidente – Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
Assembleia – Amen.
Presidente – Irmãos, eleitos por vontade de Deus Pai mediante a santificação do Espírito para obedecer a Jesus Cristo e serdes aspergidos com o seu sangue, graça e paz em abundância estejam convosco.
Assembleia – Bendito seja Deus, que nos reuniu no amor de Cristo.

Ou:
Presidente – Bendigamos o Senhor e aclamemos: Seja sempre bendito o nome do Senhor.
Assembleia – Seja sempre bendito o nome do Senhor.
Presidente – Bendito o Pai que nos amou até entregar o seu Filho à morte de cruz.
Assembleia – Seja sempre bendito o nome do Senhor.
Presidente – Bendito o Senhor Jesus Cristo, que nos amou até entregar a sua vida por nós.
Assembleia – Seja sempre bendito o nome do Senhor.
Presidente – Bendito o Espírito Santo, amor do Pai e do Filho, primeiro dom dado aos crentes pelo Senhor morto e ressuscitado.
Assembleia – Seja sempre bendito o nome do Senhor.

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Se é um leigo a presidir à celebração, depois do sinal da cruz convida os presentes a bendizer Deus:
Presidente – Irmãos e irmãs, bendigamos o Pai que nos manifestou o seu grande amor na Paixão do seu Filho. Aclamemos o Senhor dizendo:
Assembleia – Bendito seja Deus para sempre.
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Presidente – Façamos um momento de silêncio e peçamos ao Pai que nos ensine a seguir Cristo até à cruz, para também estarmos unidos a Ele na ressurreição.
(breve momento silêncio)

Presidente – Ó Deus, Pai de bondade, que não poupaste o teu Filho Unigénito, mas o entregaste por nós pecadores: abre-nos à escuta do evangelho da morte, sepultura e ressurreição, para que aceitando na nossa vida o mistério da cruz, possamos entrar na glória do teu reino. Por Cristo nosso Senhor.
Assembleia – Amen.

1ª Estação

No pretório diante de Pilatos (Jo 18,28-33)

Presidente – Nós Te adoramos e bendizemos, Senhor Jesus Cristo.
Assembleia – Que pela tua santa cruz remiste o mundo.

Leitor 1 – De Caifás, levaram Jesus à sede do governador romano. Era de manhã cedo e eles não entraram no edifício para não se contaminarem e poderem celebrar a Páscoa. Pilatos veio ter com eles cá fora e perguntou-lhes: "Que acusações apresentais contra este homem?" Responderam-lhe: "Se Ele não fosse um malfeitor, não to entregaríamos." Retorquiu-lhes Pilatos: "Tomai-o vós e julgai-o segundo a vossa Lei". "Não nos está permitido dar a morte a ninguém", disseram-lhe os judeus, em cumprimento do que Jesus tinha dito, quando explicou de que espécie de morte havia de morrer. Pilatos entrou de novo no edifício da sede, chamou Jesus e perguntou-lhe: "Tu és rei dos judeus?"

Leitor 2 – Como Pilatos, também nós somos obrigados a confrontar-nos pessoalmente com Jesus. Pilatos continua a sair e a entrar no pretório. Com esta imagem, João quer transmitir-nos uma mensagem: para o crente tomar partido diante da verdade de Jesus implica o confronto com o exterior e empenha-o no seu modo de estar no mundo e na forma com que vive as suas responsabilidades na sociedade.
Pilatos deve decidir se colocar-se diante de Jesus só por curiosidade, ou, se pelo contrário, deve colocar-se perante Ele segundo a verdade. Com isto, Jesus também nos convida implicitamente porque, meditando na mensagem evangélica, estamos dispostos a colocar-nos em discussão e a olhar com liberdade e sinceridade a grande questão da verdade, que coincide com a do sentido da vida em si mesma.

(silêncio)

Leitor 3 – Senhor Jesus, faz que demos testemunho de ti diante do mundo.

– O servo do Senhor deixou-se humilhar, como cordeiro conduzido ao matadouro.
– Com pedido e parecer foi tirado do meio, quem cuidará da sua geração?
– Ofereceu a sua vida em expiação, virá uma descendência, e far-se-á por seu intermédio a vontade do Senhor.

Presidente – Senhor Jesus Cristo, o encontro pessoal contigo implica uma tomada de posição em relação a ti. Dá-nos a graça de te acolhermos como Salvador e Mestre e de levarmos uma vida coerente com essa opção, assumindo as nossas responsabilidades no mundo, dando um corajoso testemunho da nossa fé.
Assembleia – Amen.

Cântico: A morrer crucificado (NCT, 683)
Vê agora lacrimosa
A Mãe Virgem dolorosa
Na mais viva compaixão

2ª Estação

 

"Tu o dizes: eu sou rei!" (Jo 18,33-40)

Presidente – Nós Te adoramos e bendizemos, Senhor Jesus Cristo.
Assembleia – Que pela tua santa cruz remiste o mundo.

Leitor 1 – Pilatos entrou de novo no edifício da sede, chamou Jesus e perguntou-lhe: "Tu és rei dos judeus?" Respondeu-lhe Jesus: "Tu perguntas isso por ti mesmo, ou porque outros to disseram de mim?" Pilatos replicou: "Serei eu judeu, porventura? A tua gente e os sumos sacerdotes é que te entregaram a mim! Que fizeste?" Jesus respondeu: "A minha realeza não é deste mundo; se a minha realeza fosse deste mundo, os meus guardas teriam lutado para que Eu não fosse entregue às autoridades judaicas; portanto, o meu reino não é de cá." Disse-lhe Pilatos: "Logo, Tu és rei!" Respondeu-lhe Jesus: "É como dizes: Eu sou rei! Para isto nasci, para isto vim ao mundo: para dar testemunho da Verdade. Todo aquele que vive da Verdade escuta a minha voz." Pilatos replicou-lhe: "Que é a verdade?" Dito isto, foi ter de novo com os judeus e disse-lhes: "Não vejo nele nenhum crime. Mas é costume eu libertar-vos um preso na Páscoa. Quereis que vos solte o rei dos judeus?" Eles puseram-se de novo a gritar, dizendo: "Este não, mas sim Barrabás!" E Barrabás era um salteador.

Leitor 2 – Continua o diálogo entre Jesus e Pilatos. A discussão dirige-se agora para o tema da autêntica missão de um rei. A incompreensão de Pilatos frente a uma majestade que recusa o exercício da, força é total. Isto permite a Jesus completar a revelação sobre a própria realeza. A sua função de rei não consiste em dominar ou governar, mas em dar testemunho da verdade. A ‘verdade’ em sentido bíblico é revelação, é manifestação. Se a verdade de Deus no Antigo Testamento era a fidelidade às suas promessas e à solidez da aliança, em João adquire um sentido superior: é a revelação do amor de Deus pelo mu
ndo, revelação que se realiza através do Filho (Jo 1, 18). É o próprio Jesus, com as suas palavras e sobretudo com a sua vida e morte, a constituir a Verdade sobre Deus e a manifestação da fidelidade de Deus ao homem.

(silêncio)

Leitor 3 – Recorda-te de nós, Senhor, quando vieres no teu reino!

– Eis alguém semelhante a um Filho de homem, o seu poder é um poder eterno, o seu reino nunca mais será destruído.
– Será grande e chamado Filho do Altíssimo; o Senhor Deus lhe dará o trono de David e o seu reino não terá fim.
– Um nome leva escrito sobre o manto e sobre o fémur: Rei dos reis e Senhor dos senhores.

Presidente – Senhor Jesus Cristo, tu és rei, não porque dominas os outros, mas porque dás testemunho da verdade: o amor do Pai por nós. Nós te aclamamos. Nós te bendizemos. Faz-nos participar da tua realeza, dando-nos a graça de manifestar ao mundo, com a nossa palavra e a nossa vida, o amor do Pai.
Assembleia – Amen.

Cântico: A morrer crucificado (NCT, 683)
Em extremo desmaiado
Vai Jesus ser ajudado
Pelo bom do Cireneu

3ª Estação

 

A flagelação e o Ecce homo (Jo 19,1-11)

Presidente – Nós Te adoramos e bendizemos, Senhor Jesus Cristo.
Assembleia – Que pela tua santa cruz remiste o mundo.

Leitor 1 – Então, Pilatos mandou levar Jesus e flagelá-lo. Depois, os soldados entrelaçaram uma coroa de espinhos e cravaram-lha na cabeça, e cobriram-no com um manto de púrpura, e, aproximando-se dele, diziam-lhe: "Salve, ó rei dos judeus!" E davam-lhe bofetadas. Pilatos saiu de novo e disse-lhes: "Vou trazê-lo cá fora para saberdes que eu não vejo nele nenhuma causa de condenação." Então, saiu Jesus com a coroa de espinhos e o manto de púrpura. Disse-lhes Pilatos: "Eis o Homem!" Assim que viram Jesus, os sumos sacerdotes e os seus servidores gritaram: "Crucifica-o! Crucifica-o!" Disse-lhes Pilatos: "Levai-o vós e crucificai-o. Eu não descubro nele nenhum crime." Os judeus replicaram-lhe: "Nós temos uma Lei, e segundo essa Lei deve morrer, porque disse ser Filho de Deus." Quando Pilatos ouviu estas palavras, mais assustado ficou. Voltou a entrar no edifício da sede e perguntou a Jesus: "Donde és Tu?" Mas Jesus não lhe deu resposta. Pilatos disse-lhe, então: "Não me dizes nada? Não sabes que tenho poder de te libertar e o poder de te crucificar?" Respondeu-lhe Jesus: "Não terias nenhum poder sobre mim, se não te fosse dado do Alto. Por isso, quem me entregou a ti tem maior pecado."

Leitor 2 – A segunda parte do colóquio entre Jesus e Pilatos é precedida pela cena da flagelação e coroação de espinhos e pela célebre passagem do ‘Ecce homo’. A coroação de espinhos, pela sua brevidade, é o episódio central da narração de João no processo. Os soldados vestem Jesus de imperador romano, para gozarem dele. Mas se aos soldados escapa o verdadeiro sentido da cena, os olhos da fé olham como Jesus fundamenta a sua realeza na Paixão, o dom perfeito em si, na obediência total ao Pai e no amor para com todos os homens. No ‘Ecce homo’, mesmo que Pilatos escarneça de Jesus e exiba a incapacidade humana de compreender o reino que Jesus veio estabelecer, contemplamos a imagem da verdade divina sobre o homem e descobrimos n’Ele o cumprimento do sonho de Deus que criou o homem à sua "imagem e semelhança".

(silêncio)

Leitor 3 – Pelas suas chagas nós somos curados.

– Não tem aparência nem beleza para atrair os nossos olhares.
– Não teve esplendor, para experimentar nele toda a sua complacência.
– Suportou os nossos sofrimentos e nós o julgamos condenado por Deus e humilhado.

Presidente – Senhor Jesus Cristo, Tu és verdadeiramente "o homem", aquele homem que Deus sonhou e criou à sua imagem e semelhança. Nós te louvamos, nós te bendizemos. Infunde em nós o teu Espírito Santo para que construa em nós o homem interior à tua imagem e semelhança.
Assembleia – Amen.

Cântico: A morrer crucificado (NCT, 683)
O rosto ensanguentado
Por Verónica enxugado
Lá no véu permaneceu

4ª Estação

 

"Eis aqui o vosso rei!" (Jo 19,12-16)

Presidente – Nós Te adoramos e bendizemos, Senhor Jesus Cristo.
Assembleia – Que pela tua santa cruz remiste o mundo.

Leitor 1 – A partir daí, Pilatos procurava libertá-lo, mas os judeus clamavam: "Se libertas este homem, não és amigo de César! Todo aquele que se faz rei declara-se contra César." Ouvindo estas palavras, Pilatos trouxe Jesus para fora e fê-lo sentar numa tribuna, no lugar chamado Lajedo, ou Gabatá em hebraico. Era a Véspera da Páscoa, por volta do meio-dia. Disse, então, aos judeus: "Aqui está o vosso Rei!" E eles bradaram: "Fora, fora! Crucifica-o!" Diz-lhes Pilatos: "Então, hei-de crucificar o vosso Rei?" Replicaram os sumos sacerdotes: "Não temos outro rei, senão César." Então, entregou-o para ser crucificado. E eles tomaram conta de Jesus.

Leitor 2 – Tanto os judeus como Pilatos declaram enganosos os dois sistemas de poder que incarnam: Pilatos subtrai-se à autoridade civil que o acredita, para se colocar à disposição dos acusadores de Jesus; estes renunciam à autoridade da sua Lei para se colocarem sobre a autoridade de Roma. É uma mudança na qual já não se entende mais quem governa ou é governado. A última cena vivida fora do pretório é a mais impressionante. A hora é muito importante – é o momento da luz plena, é meio dia: agora manifesta-se a glória do Juiz, mesmo que paradoxalmente seja ele o julgado! Os soldados tinham feito a investidura real de Jesus, agora Pilatos entronizava-o diante do seu povo como rei (depois no Gólgota será feita proclamação universal da sua realeza). Realiza-se aqui a nível simbólico o sentido fundamental da crucifixão e da ressurreição: a exaltação do Rei-Messias – rei espoliado de atributos de poder, mas deslumbrante na luz do amor – e a condenação do mundo pecador.

(silêncio)

Leitor 3 – Glória a Ti, Senhor do mundo.

– Quem acreditará na nossa revelação? Manifestou-se o braço do Senhor?
– O seu Servo cresceu na presença do Senhor, como rebento, como raiz em terra árida.
– Desprezado e recusado pelos homens, homem da dores habituado a padecer.

Presidente – Senhor Jesus Cristo, Tu és o Rei-Messias, expoliado na cruz de qualquer atributo de poder, mas resplandecente de amor e de luz na ressurreição. Nós te louvamos e bendizemos. Faz-nos compreender e aceitar, como princípio de vida, que é pela participação na tua cruz que chegaremos à luz.
Assembleia – Amen.

Cântico: A morrer crucificado (NCT, 683)
O rosto ensanguentado
Por Verónica enxugado
Lá no véu permaneceu

Adoração da Cruz

 

(Terminadas as estaçõe
s, o presidente coloca-se diante da cruz, colocada à entrada do presbitério, ladeada por duas velas. Depois de incensar a cruz, convida a assembleia a passar diante dela fazendo um gesto de adoração. Entretanto canta-se um cântico apropriado)

Cântico: Adoramos, Senhor, a vossa Cruz (NCT, 138)

Refrão:
Adoramos, Senhor, a vossa Cruz
Louvamos e glorificamos a vossa ressurreição
Pela árvore da Cruz veio a alegria ao mundo inteiro
Adoramos, Senhor, a vossa Cruz

Glorifica, Jerusalém, o Senhor
Louva, Sião, o teu Deus

Envia à terra a sua palavra
Corre veloz a sua mensagem
Faz cair a neve como lã
Espalha a geada como cinza.

(Acabado o cântico e o gesto da adoração da cruz, o presidente diz a seguinte oração)

Presidente – Ó Deus, Consolador dos aflitos, Tu iluminas o mistério da dor e da morte com a esperança que resplandece da cruz de Cristo; faz que nas dificuldades do nosso caminho estejamos intimamente unidos à Paixão do teu Filho, para que se revele em nós a grandeza da sua ressurreição. Por Nosso Senhor Jesus Cristo Vosso Filho que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
Assembleia – Amen.

Bênção final e despedida

Presidente – O Senhor esteja convosco.
Assembleia – Ele está no meio de nós
Presidente – Deus, que nos manifestou a grandeza do seu amor na Paixão do seu Filho, vos faça saborear a alegria do Espírito no humilde serviço aos irmãos.
Assembleia – Amen.
Presidente – Cristo Senhor que, com a sua cruz, nos salvou da morte eterna, vos conceda a vida sem fim.
Assembleia – Amen.
Presidente – Vós, que seguis Cristo humilhado e sofredor, possais um dia tomar parte na sua ressurreição.
Assembleia – Amen.
Presidente – E a bênção de Deus omnipotente, † Pai e Filho e Espírito santo, desça sobre vós, e convosco permaneça para sempre.
Assembleia – Amen.

Ou:
Presidente – Olha com amor, ó Pai, esta família, pela qual Jesus Cristo, nosso Senhor, não duvidou em entregar-se nas mãos do inimigo e padecer o suplício da cruz. Por Nosso Senhor Jesus Cristo Vosso Filho que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
Assembleia – Amen.

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Se celebração é presidida por um leigo:
Presidente – O Senhor Jesus, que venceu a morte, nos abençoe e nos acompanhe no seu amor.
Assembleia – Amen.
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Cântico: Bendita e louvada seja (NCT, 684)
Quanto por nós padecestes
Ó Bom Jesus Salvador
Quem há que possa entender
Tantos excessos de amor?

Refrão:
Padeceu grandes tormentos
Duros martírios na Cruz
Morreu para nos salvar
Bendito seja Jesus.