Semana Ibérica – 6 julho 2016

No segunto dia desta IX Semana Ibérica, quarta-feira, 6 de Julho, a liturgia esteve a cargo dos portugueses. A eucaristia, às 13h15, foi presidida pelo Superior Provincial, Pe. José Agostinho. Na homilia, pegando na I Leitura da Liturgia da Palavra, do Profeta Oseias, explorou a dimensão social do carisma dehoniano.

De manhã, na reabertura dos trabalhos, a Província Espanhola deu a conhecer um vídeo promocional sobre a presença dehoniana em terras de Cervantes. É a cordialidade aquilo que nos carateriza – “ser com o coração” – na nossa presença no ensino, na pastoral paroquial, na missão, etc.

O Ir. Antonio Botana, Lassalista, apresentou o tema “Caminhos e horizonte duma missão partilhada”. Para construir juntos um caminho partilhado, leigos e religiosos, devem definir um horizonte a atingir, mirando longe e para o alto. Ter as vistas curtas, a satisfação de necessidades pontuais e imediatas, não é a melhor das estratégias pastorais. Profundamente reconhecidos ao legado das origens e dos “pais”, tentando olhar ao essencial do nosso património, muito para além das “palavras sagradas” e do que é situado num tempo, na busca de novas linguagens. É que certas palavras, diz o Qoelet, estão cansadas e reduzidas a “sopro de vento”. Com um novo mapa semântico, não perdendo de vista o sentido profundo da cultura dehoniana, os antigos atores acolhem os novos, recentemente entrados em cena.

Seguiu-se um trabalho de grupo, desta feita por grupos separados – religiosos entre si e leigos entre si – onde se procurava responder ad intra (como vivemos, como religiosos ou leigos, o carisma dehoniano?) e ad extra (que valorizamos em especial do que os “outros” trazem para a missão comum?).

Depois do almoço fomos até La Alberca, povoado típico da província de Salamanca, integrado no maciço central da Serra de Francia. É bastante conhecido por ser o primeiro município de Espanha a ser reconhecido património histórico e cultural da humanidade em 1940. Rica pelas suas tradições, gastronomia e arquitetura, foi com muita honra que fomos acolhidos pelo seu Alcaide e com uma “degustación” no teatro municipal.

O Jantar de Gala, e já de festa para nós portugueses (nessa altura Portugal derrotava a Seleção galesa por 2-0), foi-nos oferecido pela comunidade dehoniana de Alba de Tormes,do Convento S. Jerónimo (Colégio e Seminário). Foi um tempo agradável e de convívio, apesar da chuva!

Pe. Humberto Martins, scj

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