Fernando Fonseca, scj

Dehonianos na Ucrânia

Os Dehonianos constituem uma comunidade territorial na Ucrânia desde 2008, servindo quatro paróquias nos arredores de Kiev, nomeadamente em Irpin. A guerra envolveu-os no cortejo de sofrimentos e problemas que entrevemos através dos meios de comunicação social. Mas os padres quiseram permanecer: “Não queremos deixar os nossos paroquianos sós e sem assistência espiritual. Ficaremos com eles até que esta situação termine”, afirmou o P. Tadeu Wolos. São alguns polacos, um moldavo e um ucraniano, os Dehonianos que permanecem na Ucrânia, prestando todo o auxílio possível, com a colaboração dos Dehonianos da Polónia, que abriram as suas casas a muitos refugiados e canalizam para aquele martirizado país a ajuda que vai chegando de diversas partes, nomeadamente de entidades da Congregação, como Portugal.

 

No País das Águias

Depois da queda do regime socialista na Albânia (1991), alguns Dehonianos, descendentes de albaneses emigrantes no Sul da Itália, entraram no país dos seus antepassados, dedicando–se ao apoio espiritual e social das populações. Um deles, o P. Miguel Bulmetti, que fora missionário em Moçambique em tempos muito difíceis, foi dos primeiros a entrar no País das Águias, dedicando-se, de alma e coração, a animar a fé das comunidades e a ajudar os mais carenciados. Entregou-se de tal modo que acabou por morrer de exaustão. Atualmente, os Dehonianos mantêm uma comunidade em Gurez, na diocese de Scutari.

 

Encontro de Superiores Maiores

Entre os dias 21 e 24 de fevereiro de 2022, depois da IX Conferência Geral SCJ, ocorrida em Roma, reuniram os Superiores das diversas Entidades Dehonianas no mundo. Começaram por revisitar a nossa Regra de Vida, no quadragésimo ano da sua promulgação, depois da renovação feita segundo as orientações do Concílio Vaticano II. Seguidamente, os Superiores Maiores detiveram-se no estudo do documento da Congregação para o Sínodo dos Bispos: “Para uma Igreja sinodal – comunhão, participação e missão”, para darem a resposta do nosso Instituto em vista do próximo Sínodo dos Bispos. Finalmente houve tempo para os Superiores partilharem experiências e expectativas diante dos desafios que se apresentam à Igreja e à Congregação no mundo atual.

 

Formação de Missionários na África do Sul

No próximo ano, completam-se 100 anos sobre a presença dos Dehonianos na África do Sul. A missão iniciada por confrades americanos e alemães inclui atualmente missionários naturais daquele país e da Polónia. Este ano, os Bispos Católicos da África do Sul convidaram o Dehoniano americano, P. Charles Brown, para animar a formação dos seus sacerdotes e religiosos. Trata-se de dar continuidade a uma prática iniciada há 40 anos pelo bispo Dehoniano Joseph Potocnak. O P. Brown fez dez conferências sobre teologia pastoral e espiritualidade fundamentando-se, sobretudo, nas Cartas de S. Paulo, de quem é grande conhecedor e admirador. Além disso, ainda orientou o retiro de Quaresma dos Dehonianos locais, tendo também oportunidade para colaborar na recolha e organização de materiais para a formação dos candidatos à Congregação naturais da Região.

 

Preocupações ecológicas

Os Dehonianos estão em Taubaté (São Paulo), Brasil, há 101 anos. Aí têm uma importante casa de formação para religiosos e sacerdotes, a que o povo carinhosamente chama “Conventinho”.  A educação para a ecologia integral é uma das preocupações dos responsáveis, inspirada pela nossa Regra de Vida, que preconiza a “solidariedade efetiva com as pessoas”, bem como pelos apelos do Papa Francisco na Encíclica Laudato Si. Nesse sentido, deram-se importantes passos no caminho proposto pelo Papa para a tomada de consciência da questão, bem como para a implementação das medidas concretas destinadas a fazer da casa um espaço cada vez mais sustentável e solidário, que possa inspirar a ação dos futuros religiosos e sacerdotes.

 

Congo: Ordenações diaconais

No passado dia 25 de março, Solenidade da Anunciação do Senhor, Mons. Marcel Utembi Tapa, Arcebispo de Kisangani, conferiu a ordem dos Diáconos a quatro religiosos Dehonianos, Félicien Ngampwo, Victor Mukpekpe, Pacôme Yamoni e Jean Louis Andoo. O Padre Dehon aceitou a Missão do Congo em 1897. Lá trabalharam centenas de missionários Dehonianos, a começar por Mons. Gabriel Grison, primeiro bispo da atual arquidiocese de Kisangani. Muitos pagaram com a própria vida a sua dedicação ao Reino do Coração de Jesus, de modo especial, os 27 que foram assassinados durante a Revolução dos Simbas, em novembro de 1964. Entre eles, foram mortos os Servos de Deus P. Bernardo Longo e o Mons. José Wittebols, primeiro Bispo de Wamba. Atualmente a Província Dehoniana do Congo conta 116 membros, quase todos naturais do país. Alguns foram enviados como missionários para outras regiões do mundo, nomeadamente para Angola. A “Grande Missão”, como lhe chamava o Padre Dehon, vai dando os seus frutos.

 

Dehonianos no Vietname

A presença Dehoniana no Vietname é das mais recentes da Congregação na Ásia. Depois de alguns anos de presença e atividade informais, foi criado o Distrito Dehoniano, a 12 de agosto de 2013. Os religiosos e sacerdotes vietnamitas são já algumas dezenas, havendo numerosos candidatos em formação. Alguns são descendentes de antigas famílias cristãs, onde houve mártires. A vida comunitária, a Eucaristia e a Adoração são as principais fontes espirituais de dinamismo e coragem, como é comum entre os Dehonianos. Os nossos confrades vietnamitas exercem vários ministérios no país: formação e trabalho vocacional, pastoral paroquial, ensino num seminário maior e num Instituto de Educação Católica, educação de jovens trabalhadores e apoio às famílias. As igrejas locais manifestam estima pela presença e ação dos Dehonianos.