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O último domingo do mês de Maio costuma ser um dia especial para o Seminário de Alfragide, já que reúne à volta do altar e da mesa comum os Dehonianos que residem em Lisboa e aqueles que um dia cá passaram como religiosos e que, um dia, descobriram outro modo de se entregarem a Deus.

Acabou-se com a designação tradicional de “ex-scj” porque, de certa forma, continuam a partilhar e a viver algo do carisma Dehoniano, e instituiu-se uma nova forma de designação: “SCJ’sempre”. Esta nova designação é justificada não pelo Código de Direito Canónico, mas pelo “Código de Dehoneidade” que nos une e nos faz sentir irmãos: aqui, em Alfragide, todos se sentem em casa! E assim é.

A Eucaristia marcou o início desse (re)encontro de irmãos mas, também, com as suas famílias – esposas e filhos. Foi presidida pelo superior da comunidade de Alfragide, Pe. Manuel Joaquim Gomes Barbosa, que,durante a celebração, fez questão de frisar que é com enorme gosto que a casa que “é de todos os acolhe não apenas hoje, mas sempre”. Animaram a Eucaristia alguns casais que, com a sua alegria e boa execução dos cânticos, nos ajudaram a rezar de forma bela.

Seguiu-se um dos agradáveis momentos de reencontro em que, à volta da mesa, foi possível rever caras do passado e do presente e activar a memória em busca das aventuras que por aqui foram vividas e agorarecordadas com um sorriso. Um brilho nos olhares e um sorriso calorento como que suspensos no tempo: “lembras-te daquele dia, daquela vez?”. Histórias da vida que agora regressavam de forma mais intensa.

A parte da tarde contou com dois momentos: o convívio no auditório, onde houve um “concurso” de histórias e aventuras aqui passadas in illo tempore – que tantas gargalhadas arrancaram dos presentes, e, ao final da tarde, o jogo de futebol que opôs SCJ’sempre versus selecção do Seminário de Alfragide, que terminou com um desfecho de 12-4, para a segunda equipa. Mas o importante não foi o resultado (claro que era importante!) mas o momento de reencontro entre irmãos que fazem parte da história desta casa, desta Província e, de certa forma, da vida de cada um de nós.

 

Nuno Pacheco, scj