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Um quente fim de tarde, numa hora de cidade caótica, em que as pessoas se atropelam por pensamentos, após um longo dia de trabalho e retomam às suas casas. Nessa mesma hora, abstraímos-nos da movediça agitação que é a vida, ou do que simplesmente fazemos dela, para entrarmos num espaço onde nos encontramos com a natureza, connosco e com outras pessoas, que procuram também encontrar-se e encontrar-nos.

Sobre o branco nos sentamos e de t-shirt branca nos vestimos, para iluminarmos o nosso lado espiritual, para chegarmos mais perto de Deus e restabelecermos o nosso equilíbrio interior. Um momento de respiração consciente, expirando o nosso lado mais escuro, por forma a atingirmos a clareza de todos os sinais, que erroneamente ignoramos.

Com seis cores em mãos: o vermelho ligado à vontade de movimentarmo-nos e agirmos; o amarelo transmitindo a sensação de estímulo e dinamismo; o laranja tal como o vermelho expõe-nos à ação e evoca a alegria; o roxo conecta-nos com a criatividade; o verde encontra-se associado à saúde, à vitalidade, à natureza e à fertilidade; e por último o azul transmite-nos a calma, a serenidade e tranquilidade.

Após uma pequena leitura realizada pelo Padre Pedro Sousa e pela Joana Alves, foi escolhido por cada um de nós a primeira cor com a qual mais nos identificamos, lançando-a ao vento, cobrindo parte do predominante branco. Entre a exibição de boas emoções refletidas em movimentos corporais e o silêncio introspectivo a cada pequeno momento de uma citação inspiradora, entregamo-nos e agradecemos a Deus. A vida dá-nos cor, oferece-nos todos os instrumentos essenciais para que possamos substituir o preto pelo branco, o cinzento pelo amarelo, ou o castanho pelo laranja. Ás vezes, só precisamos parar para dar o melhor de nós, a nós mesmos e aos outros seguindo assim com o coração mais preenchido.

“Porque queremos ser verdadeiramente amigos d’Aquele que nos dá vida. Senhor, dá cor à minha vida.”, e com esta frase o Padre Pedro selou aquele que foi um momento de pintar e colorir a alma.

Num verdadeiro cordão humano, lado a lado e de mão dada com o outro, pedimos ao Pai Nosso para que nos perdoe pelas nossas ofensas, e que possamos seguir o caminho da Sua vontade.

E partilhando, o alimento terminamos, num jantar onde não faltou alegria, bom humor, em que se sentiu o quanto a vida pode ser leve, se tivermos a capacidade de lhe oferecer leveza.

Cristiana Vaz

 

COLOR PRAY – Universitários Dehonianos

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