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Neste dia um de Maio, a comunidade alargada do Seminário Missionário Padre Dehon, constituída pelos seminaristas e seus familiares, a comunidade religiosa e funcionários, realizou o seu Passeio Anual.

Por volta das 8h30, este grupo com mais de sessenta pessoas saiu em direcção ao Bom Jesus de Braga. Aí, pudemos admirar a paisagem e as vistas deste ponto sobranceiro à cidade dos arcebispos. Por volta das 10h00, celebrámos a Eucaristia, presidida pelo único padre presente que não se chamava José, o Pe. João Nélio. Do Bom Jesus, descemos à Sé de Braga, onde, entre outras coisas, pudemos observar o conjunto mais extraordinário de dois órgãos de tubos que temos em Portugal. Provavelmente nunca ninguém vos terá chamado a atenção para este facto…

De Braga, rumámos em direcção a Monção para almoçarmos junto ao Rio Minho. Trata-se de um lugar muito tranquilo e com bastante espaço para a refeição de um grupo tão alargado. É óbvio que não lavámos a louça no rio, uma vez que a corrente parecia forte e a nossa próxima paragem seria Melgaço e não Caminha… Em Melgaço, deliciámo-nos com o castelo e sua torre de menagem, cuja visita era gratuita para os menores de 15 anos.

De Melgaço, partimos para a Senhora da Peneda, por caminhos e estradas curvilíneas, mas de uma beleza extraordinária, atravessando Parque Natural da Peneda-Gerês. Chegados à Senhora da Peneda, pudemos visitar a Igreja e a escadaria. Alguns seminaristas, mais afoitos, começaram a subir o monte e suas encostas sinuosas, tal a vontade em trilhar novos caminhos. Outros iam observando a beleza da paisagem circundante, a qual tinha muito que ver e admirar.

Da Senhora da Peneda, rumámos para Arcos de Valdevez, trajecto que nos recorda as palavras do sábio bíblico: "nunca os olhos se cansam de ver nem os ouvidos de escutar". Uma palavra para a presença habitual de gado bovino que, aparentemente, vive sem qualquer restrição à sua liberdade. Aliás, várias vezes tivemos de parar, porque as vacas ocupavam a estrada e não se mostravam muito interessadas em nos deixar passar. E faziam-no com uma certa vaidade e arrogância…

Em Arcos de Valdevez, aproveitámos para lanchar, embora a hora convidasse mais a um jantar. Daqui regressámos ao Seminário, bastante satisfeitos por este dia cheio de paisagens sublimes e imensas, convívio enriquecedor e aquele descanso que apazigua a alma tão atarefada noutros dias.

José Domingos, scj