O dia foi passado quase totalmente à volta das prioridades que ainda faltava debater: a opção preferencial pelos pobres e a missão.

Os grupos de trabalho – que não se repetem, para que todos trabalhem com todos – foram mais ou menos unânimes nas escolhas dos diferentes elementos de cada prioridade: as principais fontes de inspiração continuam a ser Nosso Senhor Jesus Cristo, o exemplo de vida e herança espiritual do Padre Dehon, e o Magistério da Igreja. A Evangelii Gaudium esteve em particular destaque.

No que à opção pelos pobres diz respeito, falou-se muito da importância de termos comunidades com estilo de vida simples e sóbrio, disponíveis e abertas a acolher os mais frágeis da nossa humanidade: os pobres, os abandonados, os doentes, os refugiados, os perseguidos. A expressão “ir às periferias” esteve quase omnipresente, falando-se da importância de conhecer bem a realidade sociopolítica e económica que nos envolve, para que sejamos capazes de fazer melhor o bem que somos chamados a fazer. O estilo e os apelos constantes do Papa Francisco foram tidos como inspiradores e motivadores desta opção.

Os grupos insistiram muito numa missão caracterizada pela internacionalidade e pela interculturalidade. Isso implica preparação adequada, estudo de outras línguas, planificação e coordenação, disponibilidade para trabalhar em equipa, em espírito de colaboração, de parceria, em diálogo e em rede com outros organismos e instituições. Este modelo de missão exige o envolvimento cada vez maior dos leigos e o desenvolvimento da Família Dehoniana.

Não só de prioridades se alimentou o dia. Houve ainda oportunidade para ouvirmos a apresentação duma das mais recentes missões da Congregação: o Paraguai. É uma presença que resulta dum projecto conjunto de diversas Províncias da América Latina e todos ficámos entusiasmados com o muito que já se fez em tão pouco tempo – estamos lá desde 2010.

Ao fim da tarde, o Doutor David Neuhold, da Universidade de Fribourg, Suíça, apresentou-nos o estado em que se encontra o trabalho de elaboração duma edição crítica da vida e obra do Padre Dehon. O trabalho vai avançando, com ajuda duma equipa mais alargada, mas a matéria em estudo é abundante, ainda há caminho a percorrer.    

 

José Agostinho F. Sousa, scj