Após o dia 12 de Agosto tudo na comunidade de Aveiro tomou outro ritmo. Não só porque passou a ter um noviço, e por isso um ritmo típico de noviciado, mas também porque se dera início ao processo de “transmutação” das comunidades. Entre o mês de Agosto e Setembro observámos idas e vindas de confrades que voltam de férias e que ou voltam ao ritmo da sua comunidade ou preparam-se para partir para outra comunidade.

O noviciado, com tudo o que isso implica, decorre dentro de um clima de adaptação e de gradual estabilização da vida da comunidade. Contam-se para já algumas actividades da comunidade: um passeio à escondida e bela Cabreia, na Silva Escura; um quase passeio às Pedras Parideiras; e um encontro de formação com os todos os envolvidos na formação inicial.

Marcam a comunidade nestes primeiros dois meses, principalmente, as passagens de testemunho das paróquias em que os Dehonianos estavam ou estarão presentes. Deixou-se Eixo e Eirol e a 14 de Setembro assumiu-se a Paróquia de Esgueira que fica ao cuidado do Pe. Daniel e do Pe. Armando Baptista. Muito trabalho têm tido os nossos confrades, tanto para passar o testemunho a outro, como para recebê-lo e encarar um novo desafio pastoral.

No dia 3 de Outubro, dia do aniversário do noviço, aproveitou-se a vinda da comunidade de Coimbra para o neo-sacerdote Eduardo celebrar a sua Missa Nova, naquela que já foi também a sua capela de noviciado. Neste dia festivo, Contámos com a alegria e fraternidade dos confrades de Coimbra e do Porto.

Porque com a presença de um noviço a vida toma outro rumo, diferente de anos anteriores, têm se procurado enquadrar todos os encargos dos membros da comunidade num ambiente que é o de formação e reflexão do noviciado. Entre conferências, trabalhos, reflexão e oração, pouco a pouco, não só o noviço se adapta a este novo ritmo de vida, como a comunidade se inteira nas suas funções.

 

António Silva (Noviço Dehoniano)